Casos de casa - O Ninho

Sempre que vejo um ninho como esse da foto, tirei de uma árvore velha aqui do quintal, fico pensando em como a natureza é perfeita.
Lembrei-me dos meus sentimentos antigos de mãe diante dos meus filhos adormecidos... A famosa SNV (síndrome do ninho vazio) conhecida também como a dança do Siri em conjunto com as Ostras Hormonais...
Concentro-me e lembro nitidamente do sentimento... Resolvi adotar uma estratégia; - Quando percebi que o ninho ia ficar vazio fiz uma espécie de preparação. Saímos do Rio cidade em que moramos por quase 10 anos, despachei a molecada para nosso apartamento em São Paulo (todos iniciando faculdades) viajei mais que caminhoneiro na Dutra, estrada que liga São Paulo ao Rio e começamos a construir a pousadinha (obra graças a Deus inacabada).

Voltei para São Paulo e um deles já tinha mudado de cidade, outro estava morando fora do país... Foram voando aos poucos voltaram para ganhar fôlego e foram novamente.
E a gente tem que se preparar, não existe solidão quando estamos bem acompanhadas conosco mesmas.Ter uma profissão prazerosa, amigos acolhedores, amores bem resolvidos, e principalmente estar consciente que fizemos um bom trabalho com nossos filhos, à síndrome desaparece rapidinho.
Hoje passado o período todo de adaptação, posso dizer que tenho o maior orgulho de ver meus filhos bem, independentes e enfrentando corajosamente várias coisas. O ninho agora só serve mesmo como pontos de partida para vôos em todas as direções - Liberdade, voar, voar... Porque a vida não está no ninho, está no vôo...
Apesar de surtos nostálgicos na música e literatura, a vida tá cada vez melhor e já consigo não me arrepender de nada que fiz. Quase nada quero dizer.
Tudo teve seu papel e mesmo o que poderia ter sido melhor se fosse de outra maneira... Sei lá foi lição aprendida...
Costumo brincar que sempre precisamos ajustar nosso "taxímetro" interior,a cada 10/20 anos buscando novas perspectivas e objetivos.
Compreendi afinal que quando eles iniciaram seus vôos eu iniciei os meus também. Além disso, os filhos não são nossos e vieram através de nós, mas eles não são nossos. Mais ou menos isso quero dizer.
Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesma sempre os empurrei para fora, mas tem horas como agora olhando bem de pertinho para este ninho da foto acima o que eu queria mesmo era poder fazê-los de novo dormir no meu colo.
Linda semana para todos!

35 comentários:

  1. Nossa, seu post me deixou tão tranquila e bem! Sabe costumo ler coisas muito pesadas e com tuas palavras me senti leve e conseguiu realmente se tornar profundo em mim! Realmente os filhos que criamos, educamos com tanto carinho voam em busca de suas felicidades e isso faz muito bem a eles!

    beijos no teu coração

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  2. Yvone,
    adorei:
    "não existe solidão quando estamos bem acompanhadas conosco mesmas"
    " Porque a vida não está no ninho, está no vôo..."
    "os filhos não são nossos, vieram através de nós, mas eles não são nossos." (esta era a clássica da minha mãe)

    Boa semana ;-)

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  3. Yvone, hoje minha filha com 12 anos está bem menos dependente de mim do que há pouco tempo atrás e isso me assusta um pouco e por outro lado me deixa feliz e satisfeita como mãe. Tem horas que penso que sou mais dependente emocionalmente dela do que ela de mim, sou mais sentimental e ela mais prática, nós duas juntas compensamos o que falta na outra e sou muito feliz por isso. Ainda não sei como será quando minha filha bater asas e voar, vou sentir falta demais, mas quero estar preparada porque esse dia vai chegar... Enquanto isso vou aproveitar e curtir todos os momentos possíveis da vida ao lado da minha amada filha.
    Beijos

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  4. Nossa Yvone,
    a cada post te admiro mais - como mulher, como mãe, como ser humano.
    Você é sempre tão certeira nas tuas palavras e deixa tudo mais suave quanto tem essa intenção. Mas tbm sabe ser incisiva quando é o caso. enfim, vc é o máximo minha amiga, arrasa sempre!!! Lindo post!
    Bjoooooo enorme e boa semana! ;)

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  5. Ah sim! Em tempo... quando eu crescer (pq ainda não cresci muito, tô fazendo terapia pra isso!) quero ser como vc! ;)
    Bjooooooo

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  6. Também estou passando por isso com a caçula. A última remanescente em casa (Zâmbia) agora todos três estão no Brasil estudando e marido e eu estamos sempre indo e vindo para o ninho para verificar se está tudo em ordem. Faz parte, nada como saber que eles são ótimos, centrados e educados. Também acho que fizemos um bom trabalho. Beijocas!

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  7. Ah, Santinha!
    tu mexes com nossos sentimentos!
    esse é o ciclo natural da criação e quanto menos apegadadas formos, menos sofremos, graças à DEUS, eu também, não encontro muitas dificuldades quanto ao partir para a vida de um filho, e o colo é dado quando nos encontramos, quando nos falamos e, nos sonhos.
    boa semana cheia de luz.
    bjs

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  8. Yvone,que bom ter passado por aqui hoje,saio mais forte. Voce sempre nos acrescenta.
    Gostou do meu post de hoje? Quando eu for conhecer Alberobello, vou fazer umas fotos pra voce ( de presente).
    bjs

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  9. Oi, Yvone,
    Me enxerguei bastante no seu post.
    Sempre senti que os filhos não ficariam para sempre comigo. Isso não quer dizer que não tenha sofrido quando saíram de casa para estudarem em outras cidades. Os dois saíram na mesma época, e bem novos. Mas foi um sofrimento natural, contornado e superado pelo trabalho e pelo companheirismo do marido.
    Hoje, com eles realizados, vejo como foi importante essa independência.
    Sinto falta do ninho completo? Sinto, mas também sei que se fosse possível conservar essa situação isso não seria bom para ninguém.
    Bom mesmo é poder reunir nosso núcleo familiar, mesmo que raramente (pois o filho mora no exterior).
    E, como você, acho que a vida está muito boa. Será que é sensação do dever cumprido?
    Beijos.

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  10. Querida, vc me parece ter feito um papel perfeito, pois imagino que deve ser muito dificil ver o ninho vazio, mas que a satisfação de ve-los bem, felizes é a maior recompensa que os pais podem ter!! Vou tentar me preparar bem como vc fez, aos poucos, mas acho que vai dar tudo certo, o fato é que ainda tenho um caminho razoável, meu filhote só tem 08 aninhos rss, beijocas

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  11. Oi Yvone, adorei este post!! Como mãe de uma menininha de três anos seu post me ajudou a refletir sobre o que quero para minha filha. Que ela cresça feliz, que eu seja capaz de prepará-la para fazer suas escolhas na vida e se responsabilizar plenamente por estas escolhas. Difícil tarefa, não é mesmo? E vejo que você cumpriu muito bem esta tarefa! Beijocas

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  12. Nossa que post lindo! Vim retribuir sua visita ao meu blog e tb estou quase ficando com meu ninho vazio...está quase na hora dos meus piupius baterem as asinhas...mas acho que quando nossa vida faz sentido pra nós mesmas, não sentimos que o ninho ficou vazio, apenas deixou de ser morada pros nossos passarinhos e passou a ser pousada...o ninho estará sempre à disposição deles para pequenos e breves pousos...
    Beijinho.

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  13. Yvone,
    Seu post foi uma dose de sabedoria! Quanta emoção! E tudo isso por causa de um ninho de passarinho...
    Eu fico pensando nisso, às vezes. Não sei se vou sofrer quando chegar a hora delas voarem. Mas que eu vou sentir a falta que elas fazem, eu vou. Digo isso pelo silêncio que a casa fica quando elas estão na escola. Tão sem vida, tão parada... tão sem sal.

    Por isso eu me encho de afazeres para não pensar bobagens... vou ficar uma cora enxuta, caminhando na praia de dia, bordando à tarde e lendo livros à noite...

    E quando vierem os netos, que eles resgatem a moleca que sempre fui, como elas estão fazendo hoje...

    Um beijo enorme para ti.

    ***
    ah, é vc voltando ao passado no meu blog, e eu me vendo no futuro no seu. rsrs

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  14. Hahahahahahaha
    Delícia de macarrão!!!!
    Deu vontade!!!!!
    Próxima receita para apreciar (e fazer) do ladinho de marido...
    Ele vai adorar!!!
    Mas que delícia de post o de hoje também...
    Ainda não temos filhos... :(
    But, tamo aí na labuta...rs*
    E não vejo a hora de poder ninar o nosso pequeno...
    Já dizia o poeta...
    "Filho, melhor não tê-los...
    Mas se não tê-los...Como sabê-los:::"
    rs*
    Bjo grande
    da amiguinha Jô

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  15. Adorei o post de hoje.
    E adoro também, receber sua visita lá no meu blog.
    Beijo carinhoso:)

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  16. Deve ser assim que a minha mãe sente. Saí de casa e me desgarrei pelas bandas do estado de São Paulo, e esta semana saiu o resultado de que meu irmão passou num concurso da Aeronáutica, e em breve vai ficar fora de casa por 6 meses para o curso de formação.

    Como filha, ás vezes me sinto culpada por ter saído de casa. Doideira, né? Uma hora iria acontecer. Mas eu sei que minha mãe sofre por isso, e não sei se tudo está tão bem resolvido como é para você, por exemplo. Eu gostaria muito que fosse...

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  17. Que lindo esse post. Sempre falo em ninho vazio no blog, dou uma brincada, pra desviar o real significado desse sentimento!
    Amei sua descrição.
    Bjo

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  18. Yvone, você já pensou em escrever um livro ? Pois se não pensou, devia ! Você tem essa habilidade de tocar o sentimento da gente, moça... Quando eu for gente grande quero ser que nem que tu ! Isso foi uma declaração da admiração que sinto por você, percebeu ?

    bjobjo

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  19. Mulher isso foi profundo, deu um aperto no coração. Justo agora em que minha filha se formou e esta se preparando para voar eu leio isso. Chorei.
    Bjss.

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  20. Amiga, meu ninho se esvaziou antes da hora, como vc bem sabe, portanto sei bem como é esse sentimento do ninho vazio, mas com o agravente de não ter telefone ou msn.
    Vejo as minhas amigas passarem por isso agora e, sinceramente, MORRO de inveja. E nem vou falar das que estão virando avós. Afff...inveja em dobro! rsssss
    Pois é amiga...uns com tanto e outros ( não vou dizer tão pouco, porque seria injusto) mas outros com o que lhes cabe nesse latifúndio existencial.
    Mas...
    Adorei suas reflexões "gibran-kalilgianas" de que nossos filhos não são nossos filhos. É um excelente exercício de desapego. Declutter de filho...rsss.
    E é verdade amiga, eles não nos pertencem, só "nos usaram" como trampolim para a vida - assim como fizemos com nossos pais e eles precisaram passar pelos mesmos sentimentos.
    Lindo post amiga.
    Bjs!

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  21. Este comentário foi removido pelo autor.

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  22. Oi Yvone vejo muitas novidades bonitas por aqui, voltarei outra hora com calma, bjs!

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  23. Poxa, que post lindo, tão "do coração". Fiquei aqui imaginando quando chegar a minha hora de dizer pro meu filho "Vai", já fico aqui com vontade de chorar...E essa história de "Fazê-los de novo dormir no meu colo" acabou com meu coração, pq tenho meu pequeno todos os dias grudado em mim...

    Ai ai Yvone, tu miacaba mulher!

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  24. oi Santinha

    Adorei ler essa postagem hoje, porque estou passandoo por esse momento. Alugando um ap pro filho ir fazer facul dade em outra ciddae. Dá um grande orgukho do menino maravilhoso que criei e uma saudade, já achando que ele não voltará mias morar em csa, voando cada vez mais alto!!!!
    são apenas 180 km daqui...ainda tenho uma menina de 11 anos em casa...daqui por mais um tempinho...

    sonhos que só as maes entendem!!!!
    bjus amiga

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  25. oi Santinha

    Adorei ler essa postagem hoje, porque estou passandoo por esse momento. Alugando um ap pro filho ir fazer facul dade em outra ciddae. Dá um grande orgukho do menino maravilhoso que criei e uma saudade, já achando que ele não voltará mias morar em csa, voando cada vez mais alto!!!!
    são apenas 180 km daqui...ainda tenho uma menina de 11 anos em casa...daqui por mais um tempinho...

    sonhos que só as maes entendem!!!!
    bjus amiga

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  26. não sei porque saiu duplicado, desculpe os errinhos de escrita na corridinha!

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  27. Nossa, só de ler o seu texto, já me deu vontade de chorar, tenho 2 cças e já penso como vai ser o dia que eles deixarem o ninho... me dá um aperto... ainda bem que tenho o meu marido, e somos muito amigos graças a Deus... espero saber lidar com essa situação... só de deixar eles posarem fora meu coração já fica na mão kkkkk
    bjos pra vc e que Deus continue iluminando o seu caminho e de seus filhos também...

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  28. Oi, seu post me emocionou.
    Não sou pai nem mãe.
    Sou filho. E lendo seu post consegui pensar na minha mãe.
    Bateu uma saudade!

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  29. Querida estou te seguindo a partir de agora tá! Vou te falar uma coisa: É bom saber que a internet também é do bem. Encontrar blogs como o seu, tão positivo e tão informativo é um bálsamo para a minha mente. Estarei sempre por aqui viu!
    Bjusss
    Alinezinha - RJ

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  30. Tá rolando promoção no Criando Asas!
    Passa lá e participa!
    Beijos!

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  31. ¡Hola Ivonne!

    Me encantó tu concepto del "taxímetro interior".

    muchos saludos,
    Rebeca

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  32. Linda, lindo, é isso aí mesmo!
    Amei,nem uma virgula a mais pode ser posta neste texto.
    bjo

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  33. Gosto muito dos artigos de ótima qualidade do seu Blog. Quando for possível dá uma passadinha para ver nosso Curso de Ingles. Daienne

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  34. A casa da mãe não deixa de ser um ponto de referência jamais - é o nosso porto seguro - é onde a alma descansa!
    Quando saí de casa, não sabia da existência dessa síndrome, mas todos os finais de semana corria para a casa da mama, porque quem sofreu muito em ter que sair de casa fui eu, sempre muito apegada!
    A casa da mãe é onde o aconchego nos abraça e nos faz sentir segurança. Mesmo agora que a minha mãe partiu dessa vida, a casa dela ainda continua lá e combinamos que ficará assim porque é a nossa casa, mesmo que todos estejam casados. O passarinho sempre volta para o seu ninho! Beijus,

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