segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O caminho

Em cartaz no telecineplay
Não sou nenhuma especialista em crítica de filmes, aliás, essa vai ser a minha primeira.
Não sei o porquê, mas neste final de semana assistindo The Way (O Caminho de Santiago) senti uma vontade imensa de fazer essa viagem assim que acabei de assisti-lo.
Então espero com esse post poder passar minhas breves impressões sobre o filme e convidá-los a assistir também!


O Caminho conta a historio de Tom, um médico americano que viaja a França para buscar o corpo do seu filho, morto em uma tempestade enquanto percorria o Caminho de Compostela.
No desejo de entender a sede de conhecer o mundo que seu filho tinha, Tom resolve percorrer também o caminho e completar o percurso para homenagear o filho, depositando ao longo do caminho suas cinzas.
Tom caminha junto a outros 3 peregrinos – cada um com seus problemas e objetivos em percorrer o caminho.


Abandonar os antigos hábitos libertar-se das pressões do cotidiano e mergulhar na busca de novos ideais de vida são algumas das motivações de muitos que decidem percorrer o Caminho de Santiago.
Este trajeto já foi tema de filmes, romances, músicas, poemas e de acordo com os relatos de pessoas que realizaram o caminho, percebo que na maioria das vezes o objetivo do peregrino não é religioso, inclusive no filme. Os outros 3 peregrinos que acompanham Tom em sua jornada têm objetivos totalmente diferentes e “não-religiosos”. E o filme ilustra bem isso, personagens ateus e católicos não praticantes são comuns no enredo.

O Caminho se tornou não só uma rota de peregrinos em busca de milagres, mas também de mochileiros e de pessoas que buscam autoconhecimento e reflexão. Imagino que enquanto se percorre o caminho, surjam em meio ao silencio e a paisagem questões... respostas... palavras... sentimentos... emoções... descobertas... redescobertas...
Além disso, as imagens do filme são maravilhosas te levam realmente para dentro das igrejas, dos charmosos vilarejos, albergues e hospedagens ao longo da rota. Sem falar nas incríveis paisagens e do ambiente que se sente nas imagens.


Por fim, é um filme que vale a pena ver ou rever, um filme que deixa aquela de vontade de botar a mochila nas costas e viajar, mas acima de tudo um filme com uma lição de vida que vai te fazer pensar bastante no modo como se vive. 
A última frase que Daniel deixou para seu pai foi: 
Não se escolhe uma vida, pai. Vive-se uma’. Ainda ecoando dentro de mim até agora.


Boa semana a todos!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Metamorfose

Como na musica de Raul Seixas podemos preferir ser uma metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo. A sociedade cria padrões e sempre espera nossa coerência de atitudes. Até que um dia...
Por aqui, desde que iniciei este blog, já contei em prosa e verso praticamente todos os altos e baixos sobre as minhas experiências domésticas.
Por tanto, continuar este blog tem sido difícil depois que resolvi verdadeiramente viver simples.
Hoje, alem de ter resumido ao máximo as tarefas diárias, só faço o que me dá prazer imediato – mudei radicalmente a forma de encarar minha casa e minha vida.
Não compro quase mais nada para a casa, a menos que ame de paixão ou que seja realmente útil. A compra, manutenção, seguro, armazenamento e, eventualmente, a eliminação de nossas coisas suga nossa energia preciosa vida.
Desde que eu decidi ter menos coisas, eu tenho… mais tempo pra minha família (curtir a Valentina), menos coisas sobre as quais me preocupar, mais dinheiro guardado...
Para você que ainda não chegou lá, hoje gostaria de deixar este pequeno raciocino que um dia chegou para mim:

Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!!
Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério 
- A VIDA É CURTA… APROVEITE-A!!!
Tire o pó... Se precisar... - Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas? Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR!
Tire o pó… se precisar… Mas você não terá muito tempo livre…
Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!
Tire o pó… se precisar… Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente…. - Pense bem, este dia não voltará jamais!!!
Tire o pó… se precisar… mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora…
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.
AFINAL: “Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.”
Bom, estou apenas começando minha nova jornada. Aos poucos vou me livrar de tudo o que me estressa, me distrai e é desconfortável, e vou manter tudo o que me traz alegria e uma sensação de bem estar. 
Vou eliminar todos os excessos e descobrir quem eu realmente sou.
Um abraço carinhoso pra você.
Yvone pereira

domingo, 29 de dezembro de 2013

Escolhendo simplicidade

Desculpem-me por sumir desse jeito e deixar o blog às moscas. Mas nos últimos meses estive promovendo reformas estruturais muito importantes para minha vida.
Em outubro passado, depois de algumas conclusões e resoluções, iniciei uma nova fase repleta de mudanças - Escolhi viver simples e aproveitar melhor o meu tempo com o que realmente importa para mim.
No post anterior contei um pouco sobre o lento aprendizado que é desapegar-se das coisas, e confesso que é bem difícil mesmo jogar coisas fora. Existe aquela teoria de que se você guardou objetos ou papéis por tanto tempo sem sequer se lembrar deles é porque eles não servem para nada. Ledo engano! É só você começar a remexer em gavetas e prateleiras que encontra sempre alguma coisa interessante que a surpreende por não ter sentido falta antes. Coisinhas como cartões de natal, pequenas lembranças de viagens antigas... É duro ter que se desfazer de coisas que, de certa forma, contam um pouco da sua vida. Mas, enfim, o negócio é fechar os olhos, fazer uma trouxa com aquilo tudo e jogar fora sem dó nem piedade. Estou conseguindo - O saldo é positivo; Casa nova, vida nova.

Em meio às mudanças voltar a escrever também foi uma escolha pessoal. Acabei de concluir minha primeira oficina literária - DO RASCUNHO NA GAVETA AO PRIMEIRO LIVRO. É apenas um começo, mas estou amando a experiência.
Para 2014 espero conseguir;
- mais energia pra ir atrás das minhas paixões.
- menos tralha na minha casa.
- menos distrações na minha mente.
- mais intencionalidade na vida.
- mais generosidade nos meus gastos.
- mais alegria no meu coração.
- mais gratidão na minha alma.
e muito mais oportunidade de buscar coisas de maior valor.
Gratidão
Sou grata pelos altos e baixos que a vida me dá. E grata também pelos pontos baixos que me permitem apreciar plenamente as elevações.
E, especialmente, para todos os momentos no meio.
O meu cálice transborda.
Yvone pereira

Obrigada pela atenção, carinho e amizade de todos. Um feliz 2014 para TODO MUNDO!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Reforma e desapego

Quem costuma visitar esse blog deve lembrar-se de algumas das reformas e transformações que já realizei ao longo destes anos nas casas onde moro e morei.
Hoje estou postando para dizer que este blog não esta abandonado. Sou eu que ando ocupada. Estive às voltas com a segunda etapa da reforma do apartamento em São Paulo que iniciei no final de 2008. 
AQUI e AQUI

Desta vez reformei os dois banheiros e aproveitei também para mudar alguns conceitos.
Mexe aqui e ali e logo surgem mais outras tantas coisas que precisam de reparos e ajustes; refazer sinteco, ajustar portas e janelas, pintar tudo novamente... E se você não tomar cuidado não acaba nunca mais. Graças a Deus estamos chegando ao final da etapa e desta vez, resolvi também não ter pressa de colocar tudo no lugar. Não vou trazer nada da minha casa em Itu, porque por lá ainda estou destralhando e deixando apenas o necessário.


Tive a sorte de ser apresentada por uma grande amiga a uma arquiteta bacana e bastante consciente que captou minhas atuais necessidades e me ajudou a realizar a empreitada. Se não houver um bom planejamento, mão de obra qualificada, responsabilidade e bastante entendimento, além de você gastar mais e depois ainda ter que refazer e amargar prejuízos, a obra vira uma guerra que no final, acaba arruinando a sua saúde, as suas finanças e até a sua relação. É pura ilusão achar que pode dar conta de tudo sozinha, um arquiteto é imprescindível para ajudar a enxergar algumas coisas importantíssimas que passam despercebidas.
“Andei pensando nessa história de simplificar, e vejo que passei a primeira metade da minha vida querendo ter as coisas – todas as coisas – e estou passando a segunda metade querendo me desfazer das coisas, e ficar apenas com o essencial.” (Danuza Leão – É Tudo Tão Simples).

Eu também tenho me sentido assim. Tem sido praticamente uma necessidade que se apoderou de mim. Quero me livrar das coisas e criar espaços para o melhor - Espaço nos armários e nas gavetas, nas agendas, pra pensar, pra brincar ou não fazer nada, pra se divertir com os amigos, com a família, pra experiências novas.
Olhando agora pra este espaço quase vazio, me dei conta que preciso mudar a forma como tenho olhado pra minha casa, pras minhas necessidades e pra minha capacidade de obter o melhor.
Com poucas coisas dentro de casa, o processo de arrumação ficará muito mais fácil e tudo que a gente tem que fazer é seguir a velha máxima de “um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar”.
Bom, estou apenas começando minha jornada de desapego, é um exercício imenso. Nessa jornada eu vou me livrar de tudo o que me estressa, me distrai e é desconfortável, e vou manter tudo o que me traz alegria e uma sensação de bem estar. Vou eliminar todos os excessos e descobrir quem eu realmente sou.
Exercícios 1 e 2  Desapego e Desapego

Boa semana e bom destralhe pra todo mundo!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Nasce uma avó

Setembro chegou e com ele no dia 05 nasceu minha primeira netinha, a Valentina.
Nasceu de parto normal é completamente saudável e linda. Estou felicíssima, aliás, estamos a família toda é claro.
Nunca fui avó antes, mas sinto-me inspirada e pronta para aprender com a Valentina.
Agradeço aos céus por mais este presente divino, experimentar este sentimento tão peculiar para uma mãe, que é ter a chance de revisitar a própria maternidade numa versão mais serena e amadurecida, não tem preço!

Hoje é o ultimo dia do mês e queria encerrá-lo com chave de ouro, apresentando aqui para meus queridos leitores a minha primeira netinha.
Nos últimos andei arrumando gavetas, armários e desentulhando um pouco as coisas.Nas horas em que a chuva dava uma trégua aproveitei para renovar vasos, arranjos e colocar um pouco de perfume no ar.
Consegui plantar há dois nãos atrás a lavanda. Não sabia nada sobre o plantio, o caso é que resolvi plantá-la no pé de uma árvore grande que tem no jardim da frente, ou seja, local meia sombra, terra compatível, clima ameno... Não deu outra, formou uma moita gigante e agora preciso podar se não a coitada morre, de tão cheia que está.
Aproveitei para renovar antigos saches e ainda fiz outros (costurados à mão mesmo) com flores secas aromatizadas caseiramente (deixar a flor secar naturalmente AQUI e depois encher os saquinhos novamente), fiz uma guirlanda de flores recém colhida e que vai secar para depois receber outra arrumação. E até saquinhos de presente.

Devidamente inspirada desejo a todos que as boas energias, atravessem essa vara virtual para brindar a vida e a chegada de mais uma primavera.

Vovó.

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