Cabeceira de papelão

Desde o inicio do ano passado improvisei essa cabeceira feita de papelão para minha cama. Em dúvida sobre o que iria fazer, pois não gosto de encostar travesseiros diretos na parede, resolvi copiar a inspiração AQUI e reutilizar uma caixa grande de papelão que sobrou por ocasião de uma mudança.
Foi ficando, ficando, ficando...

O papelão é um material muito fácil de achar e sempre presente no nosso dia a dia. Seja uma caixa de sapato ou de eletrodoméstico que compramos, em caçambas ou na frente das casas.
Sabemos que o papelão é reciclável, mas nem sempre temos idéias para reutilizá-los.
Se você está tentando viver uma vida mais verde, você pode se perguntar o que você pode fazer com todo o papelão que ronda nossas vidas cotidianas; lindas caixas organizadoras, nichos para as gavetas, enfeites diversos, casinha para cães e gatos, mesas e até móveis.
Pensando nisso, separei algumas idéias para você se inspirar!


Além de aguçar a criatividade e ter um custo praticamente nulo, algumas das idéias encontradas na internet fazem a gente se perguntar se realmente precisamos comprar tanta coisa nova o tempo todo.

A Quietude

O ano está terminando e eu passo aqui apenas para desejar boas festas a todos e dizer que a produção anual deste blog foi pequena, mas inteiramente verdadeira. Eu agradeço a todos que estiveram aqui comentando, visitando ou só de passagem.

Continuo firme e forte no meu aprendizado de desapego, silêncios e tentando absorver o máximo dessa longa estrada chamada vida.
Nenhum segundo de vida deveria ser desperdiçado; Nem por cansaço, nem por tédio, nem por medo. Basta não esquecermos que muitas vezes, quando estamos diante das adversidades das mais terríveis, em que a única coisa a fazer é se fingir de morto, ainda assim é possível lembrar que os túneis sempre têm fim, e se não há luz no fim é porque deve ser de noite.
Hoje, por exemplo, inquieta pela aproximação do final do ano, pelos planos e perspectivas à frente, abri aleatoriamente meu pequeno livro do I Ching a procura de um conselho:
Hexagrama do I Ching 52: Kên - A Quietude (A Montanha) significa a necessidade de parar, às vezes, para refletir. A Quietude através da meditação ou a Quietude através de intensa consciência do momento presente.
Enquanto isso, no alto da minha montanha imaginária, respiro fundo e aprendo a transpirar. Leio, penso e vivo. E prometo que volto logo.
Um ano novo
Repleto de vitórias, paixões, saúde, compaixão, solidariedade e projetos!
A cada dia, mais justiça, alegrias, realizações!

Casa arrumada, serviço sem fim

Limpe e organize o que realmente necessita ser limpo. É sério! Não desperdice seu tempo com coisas que ainda estão em boas condições. O tempo é uma coisa preciosa e deve ser utilizado da melhor forma possível.
A melhor maneira de evitar casa suja e bagunçada é seguir o bom e velho lema: Sujou? Limpe imediatamente. Em vez de deixar pra depois e acumular sujeirinhas pelos cantos por uma ou mais semanas, para no final fazer uma limpeza exaustiva.
Se você se habituar a limpar logo após o momento que sujar vai perceber que com essa regrinha básica irá reduzir drasticamente o tempo despendido com as tarefas da casa.

Vai sobrar tempo para dispensar a tantas outras coisas que a gente ama.

Ave Maria, na sua infinita graça, por onde passas os pássaros são flores… rogai por nós dias felizes e nunca deixeis de lado a estranha mania de nos fazer crer na fé, na vida, pois tudo é infinito e além.
Eu creio. Amém!

Besta Esférica

O facebook tem no topo da nossa página espaço com a pergunta: - O que você gostaria de escrever agora? Geralmente não gosto de escrever muita coisa. Mas hoje ao ler algumas noticias e comentários, lembrei do meu pai. Ele dizia que muito, mas muito pior do que uma ‘besta quadrada’ é uma ‘besta esférica’. Se parar um pouco e analisar com cuidado, uma ‘besta quadrada’ é menos besta ali nos cantinhos do quadrado, enquanto que a ‘besta esférica’ não. A ‘besta esférica’ é igualmente besta de qualquer ângulo que você a observe.
Nunca entendi como alguém pode passar a vida inteira sem se relacionar mais profundamente com pessoas que vivem uma vida diferente da sua, que pensam diferentes. Acho que se aprende muito na convivência com as diferenças; no mínimo aprende-se a conviver com pontos de vista diferentes. Para citar uma rede social,por exemplo, no facebook tenho visto que assuntos polêmicos (e às vezes irrelevantes ou nem tão polêmicos assim), muitas vezes descambam para o discurso de "nós contra eles", seja lá qual for este "nós e eles".

Gostaria de um mundo mais tolerante, menos agressivo, mais complacente com as diferenças e necessidades de cada um, onde não houvesse menosprezo pelas experiências de vida de cada indivíduo. Mas...
Pelo que tenho visto parece que na Internet há ainda mais intolerância e patrulha, onde um monte de "juízes" parecem ser donos da razão, querendo ditar regras e separando mais as pessoas por causa de diferenças do que unindo ao redor de causas importantes.

Realmente nunca foi tão fácil ser boçal como hoje, bastam alguns cliques e voilá!  Para mostrar ao mundo o tamanho da ignorância que em nós habita. A arrogância escondida nos recônditos da alma que saltam aos olhos na rapidez de uma conexão de banda larga, a leviandade e a falta de senso crítico que viajam pelas fibras ópticas, chegando de um canto ao outro do mundo na velocidade da luz.
Chega a causar-me repulsa algumas coisas que leio. Já pensei várias vezes em fechar minhas contas e me isolar desse mundo chato e patético que se tornou a convivência virtual, onde todo mundo sai julgando tudo, sem qualquer critério senão suas próprias ideias, normalmente esdrúxulas, pois também é fato que quanto mais a pessoa deveria ficar quieta, mais ela fala (talvez sirva a mim também).

Uma coisa é exercer seu direito de questionar, de tirar dúvidas, de não se calar, mas não é isso que vejo, e sim, pura e simplesmente uma vontade de impor a sagrada bestialidade, o sacrossanto direito de ser imbecil a qualquer custo.

Se estivesse vivo papai adoraria a evidência irrefutável de que sua teoria estava certa.
Não sou dona da verdade. Nem aqueles que pensam ser. Pronto falei!

Exercitando a frugalidade

Viver frugalmente está na moda. Seja pela crise mundial ou pelo despertar de consciência sobre o consumismo, quem decide viver assim, com mais desapego, não precisa abdicar de tudo de bom que a vida tem para oferecer, mas deve passar a se preocupar em aprender a gastar com mais consciência e inteligência.
Tenho encontrado muito conteúdo em sites e blogs falando sobre frugalidade e hoje resolvi contar aqui um pouco da minha percepção sobre essa atitude. Quando comecei a sacar o sentido desse estilo de vida, eu vivia sem grandes dificuldades, com alguns luxos até. Não me lembro de querer muito uma coisa e não a poder comprar mais tarde ou mais cedo. Compras por impulso, desconhecimento de preços de coisas essenciais: era eu! Claro que, no fundo, eu impunha alguns limites aos meus gostos, nunca fui rica, mas diria que não estava atenta como deveria. O fato é que a partir do momento em que comecei a repensar meus hábitos de consumo, passei a viver uma vida com menos peso na consciência por ter gastado muito, com menos peso nos armários, com mais leveza na alma e mais fluidez na maneira de levar minha vida.

Pequenas atitudes todos os dias podem nos levar ao caminho da frugalidade. Primeiro temos que questionar a todo tempo nossas necessidades, depois temos que reduzir nossos luxos aos que realmente não conseguimos abrir mão, e, por último, temos que se livrar de algumas coisas. Além de se tornar um ser mais sustentável, de quebra dá pra economizar um dinheirinho no final do mês.

Aprender a desapegar é buscar levar uma vida cada vez mais simples. Tal guinada requer ainda um alto nível de consciência, que pode ser atingida pela constante busca de equilíbrio entre o que se quer e o que se precisa. Cada um, claro, de acordo com seus valores pessoais, pode agrupar e priorizar isso do seu jeito, mas o importante mesmo é desenvolver uma consciência sempre alerta.
Exercitando o desapego - Aquiaqui e aqui.  

Mas confesso que nem sempre agi assim. Um problema que eu via nas minhas contas no passado, por exemplo, é que eu me preocupava com grandes gastos e não refletia sobre os pequenos. Quando chegava a fatura do cartão, eu via que a soma das ‘besteirinhas' era bem maior do que os grandes gastos que eu relutava em fazer. Só ficou claro quando comecei a controlar minhas finanças no detalhe, passando a fazer um balanço ao final de cada mês. Percebi que é melhor segurar vários pequenos gastos com o que não preciso ao invés de cortar alguns gastos com o que me faz mais feliz. 

Nessa jornada até aqui vivo tentando manter-me num meio termo entre ser frugal e perdulária, sempre fazendo uma reflexão antes de comprar, exercitando minha consciência. Não compro mais nada na hora, não compro por impulso. Sempre que tenho vontade de comprar alguma coisa, pergunto-me se eu preciso realmente daquilo. Saio da loja, dou uma volta, se possível espero outro dia. Isso geralmente me mostra que estou apenas empolgada com o que quero comprar - um sentimento que geralmente me abandona após a compra. Quando minha reflexão é feita e ainda assim minha compra se justifica, vou lá e compro (obviamente estou falando em valores que não vão fazer um rombo nas minhas finanças. Se estiver pensando em um imóvel, carro ou viagem cara, não é tão simples assim). Dentro de o possível compro o que me dá prazer, mas sem ostentação.

As coisas têm um fascínio poderoso sobre nós. Desejamos algumas ou várias coisas que o dinheiro pode comprar. A gente e acostuma a ter luxos que não precisamos e a gastar dinheiro em coisas que poderíamos viver sem. Então lá se vai o dinheiro em celular último modelo, na troca do carro por um novo, na compra de um apartamento maior, naquela viagem fora de hora e cara, nas roupas que apareceram na revista, na TV, no restaurante top que você viu no Guia da Cidade. Então isto se torna um costume e você vira escravo do dinheiro.

Bom, no momento tenho feito as minhas contas, faço meus aportes, poupo meu dinheiro, mas lembro que estou viva agora. A medida da minha frugalidade é economizar em coisas que não me fazem falta, permitindo-se todo mês a abrir mão de mais uma coisinha. Prometo voltar aqui com mais dicas e descobertas sobre levar uma vida frugal, até porque implementar um orçamento e ver resultados tangíveis demora um tempo.

E você? Tem alguma experiência de desapego para contar? Escreva nos comentários!
E viva o caminho da frugalidade!


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