Cabelo Branco - Desapegando



Resolvi assumir os cabelos brancos que possuo desde jovem. Nos últimos anos vinha crescendo a vontade de me livrar desta dependência química da tintura, mas não sabia como e nem se teria a coragem. O processo pra valer começou em fevereiro de 2018. O tempo foi passando, o branco foi crescendo e aos poucos (fui e venho) tentando encontrar uma maneira de conviver com essa transição. Não tem sido fácil, cabelo branco também precisa de cuidados extras por todas as razões amplamente conhecida por todos. 

Deixar os cabelos brancos aconteceu num momento em que estou encarando a vida de outra maneira, de uma forma mais natural. Mas não posso dizer que ainda não brigo com o espelho, mas a sensação de liberdade é incrível.
Durante esse processo tive que fazer algumas escolhas e optei por uma transição em etapas, não queria cortar muito o cabelo.
Fiz umas luzes fininhas só na parte da frente do cabelo até achar uma solução. Só que não adiantou muito, pois eles continuaram crescendo; raiz grisalha numa mistura de castanho (minha cor natural) com branco, misturado com o louro tingido, e as pontas desbotadas.
Abaixo tentando uniformizar sem sucesso...
O passo seguinte foi acertar um profissional que entendesse o processo e topasse descolorir o louro médio e transformá-lo em branco. Fui desencorajada por muitos sob as mais diversas alegações; de que não daria certo, que os cabelos não resistiriam os danos aos fios, que ficariam amarelados ou com duas cores, ressecados e muitos outros contras.
Enfim, o conselho era sempre para que eu tivesse calma e soubesse esperar as madeixas brancas crescerem naturalmente. Mas isso não me convencia. Depois de décadas tingindo ou descolorindo achava possível uniformizar os fios brancos. Meu coração dizia para ir em frente. Foi assim que num dia de pura insensatez eu me dirigi a um salão que mal conhecia e o muito provável aconteceu. Os fios não resistiram, ficaram ressecados e sem brilho em 50 tons de amarelo. Tive que cortá-los of course!
Prometi a mim mesma que iria esperar, mas não desisti da ideia de harmonizá-los e comecei a tratar os fios.
Meses depois pesquisei um bom salão com profissionais realmente qualificados na tentativa de tentar uniformizar os fios. Ele olhou bem para o meu cabelo e disse: “No momento a única coisa que podemos fazer é tratar: reconstruir, hidratar e hidratar e hidratar por longos 6 meses”. Só ai já teriam se passado quase um ano e a minha carteira cada vez mais vazia; Hidratações semanais com ingredientes emolientes e aminoácidos; condicionadores sem enxágue que ajudou a fechar as cutículas capilares, e óleos para turbinar o brilho e a maciez.
Devo salientar que o profissional sabia qual era a minha proposta e sabia exatamente o que estava falando. E eu também. 

Fio branco amarela. Então, quem apostar no branco deve usar xampu desamarelador, máscaras para matizar, realçar e dar brilho e muita hidratação. E digo mais; se não quiser ficar com cara de vovozinha largada o branco dá muito mais trabalho do que qualquer outra química.
Voila!!
A espera valeu à pena. Descobri que ainda dá para brincar muito com os vários tons que ainda vão surgir, pois ainda tenho muito cabelo castanho nascendo.
Mas, agora minha raiz tem a oportunidade de crescer livre e contar minha própria história, assim como todo o resto do meu corpo. Estou feliz, me sentindo livre.

Descobri que este assunto mexe mais com as pessoas do que eu poderia imaginar. Por esta razão, resolvi contar a todos minha experiência, encorajar uns e alertar outros sobre este procedimento que acabei, por teimosia, realizando.
No entanto, mais importante que a cor de nossos cabelos é estarmos satisfeitos com o que somos e temos. 
É fundamental aceitar que nosso corpo começa a envelhecer desde que nascemos. Afinal, estamos vivos e a única forma de não passar por isso seria radical demais. Nossa única obrigação é a de nos mantermos conscientes, felizes e saudáveis.
Sigo sem medo de ser mais livre e feliz sempre. 
Ah: se eu enjoar posso pintar tudo de novo, raspar careca ou sabe-se lá o que vai dar na telha.

Qual o som da sua cidade?


Em Santos daqui do meu canto posso observar navios que vêm e vão, numa ampla avenida líquida de águas irrequietas para o mundo.

No meu raio de observação avisto ao longe a estrada que se forma para a entrada do Porto de Santos, numa varanda no décimo andar de um prédio que ainda não foi encoberto pelos arranhas céus que se erguem rapidamente a cada dia. É fascinante vê-los passar e ouvir seus sons que banham a orla de uma das cidades mais antigas do Brasil.

Nunca morei numa cidade portuária, por isso reparo com detalhe na movimentação dos navios, suas cores e sons. O entra-e-sai no canal de acesso é constante, e o som dos apitos é onipresente. Há quem nem os perceba mais, mas há também quem ainda se emocione com suas variadas forças e intensidades e ecos.

Como uma menina aberta a novidades a cada apito, corro pra janela para ver o que majestosamente vai passar. É sempre um momento de refletir, sonhar, imaginar, dar asas aos pensamentos e navegar. Eles podem ser um sinal de adeus, no caso dos transatlânticos, ou uma medida de segurança— como fazem os navios mercantes cada vez que um ferry boat se aproxima. Descobri recentemente que os apitos dos navios não são meras buzinas, mas sinais definidos por uma complexa linguagem codificada internacional.

Agora, por exemplo, é a temporada dos cruzeiros. Ao longe avisto esses gigantes branquinhos que por onde passam despertam curiosidade, fascínio, desejo, encanto, mistério. Aqui em Santos, quando os cruzeiros estão ancorados todo mundo fica babando, colocando fotos nas redes sociais… Morrendo de vontade de estar lá dentro.


  A saída de um navio não seria a mesma coisa sem o apito.

Que bom ter vindo morar aqui num lugar como este, onde posso ver e ouvir com tanta facilidade o vai e vem dos navios e viver esses momentos sempre que quiser.

Uma coisa é certa, em nenhum outro lugar no mundo é possível ver navios em movimento tão próximos da terra.
Enquanto os observo, sinto-me convidada a contemplar, a natureza, a imensidão deste mar, o pôr do sol, o céu e tenho um encontro com comigo mesma, com meus pensamentos, com lampejos, com novas ideias, inspirações que surgem no movimento do oceano.


A possibilidade de se deixar levar para outros cantos do planeta, de acordar cada dia em um porto, em uma cidade, é um muito fascinante. Quem não gostaria?!

Parabéns Santos!Obrigada por me receber tão bem.

Algumas fotos foram retiradas do Google e podem ter direitos autorais. Eu sempre tento citar a fonte, entretanto a grande maioria das fotos que eu posto aqui ou são minhas ou de bancos de fotos (autorizadas).

Alternativas eco-friendly

Apesar de me ter livrado de muita coisa desde que adotei o estilo de vida minimalista, tenho prestado mais atenção aos produtos que eu uso no meu dia-a-dia, e optado por escolhas mais conscientes. Na busca por alternativas sustentáveis e as mudanças de hábitos passei a repensar meus valores e atitudes, bem como meu modo de vida e os impactos que as minhas ações podem causar no mundo.
Pensando nisso hoje compartilho com vocês algumas inspirações que tenho colocado em pratica. São pequeninas, mas absolutamente possíveis de realizar.
Opção sustentável e econômica para substituir as infinitas e poluentes bolinhas de algodão na rotina de beleza.Os discos de crochê podem ser usados para as mesmas aplicações, como remover maquiagem, aplicar tônico facial e retirar máscaras de tratamento. Mas com a vantagem de serem reutilizáveis, bastando lavá-los após o uso.

Guardanapos de tecido fáceis de lavar!
Muitas vezes o que pode estar facilitando sua rotina, ironicamente também pode estar prejudicando, em proporções muito maiores, sua vida e todas as outras do planeta.
Desejo a todos uma semana iluminada e consciente.

Ho’oponopono” - Sinto muito - Me perdoe - Eu te amo - Sou grato.

A palavra “ho’o” significa “causa” em havaiano, enquanto “ponopono” quer dizer “perfeição”. O termo “ho’oponopono” pode ser traduzido como: “corrigir um erro” ou “tornar certo”. A prática não requer muitos ensinamentos, mas é poderosa para purificar o próprio corpo e se livrar de memórias ou sentimentos ruins, que prendem a mente em uma sintonia negativa. O principal objetivo do ho’oponopono é buscar a cura desses problemas por meio do perdão. Não necessariamente o perdão dos outros, mas, principalmente, o de si mesmo.

Neste ultimo ano depois de ter me tornado praticante ativa de yoga, aprendi a respirar e a controlar um pouco mais a minha mente e pensamentos.E não por coincidência conheci o Ho'Oponopono. Coisas boas atraem coisas boas!
Mudei novamente de casa e de praia, ainda é claro dentro do estado de São Paulo - Santos-SP. A cidade de Santos, apesar de ter uma grande população e ser destaque na economia nacional, não possui um território muito extenso sendo facilmente percorrido. As praias não são maravilhosas, pois a areia é escura e compacta, mas é muito boa para caminhar ou andar de bicicleta e o jardim da orla que acompanha os seus 7 km é maravilhoso. Além de suas praias a cidade tem boa infra-estrutura, vida cultural intensa e dezenas de locais bacanas a ser descoberto. Estou aqui há apenas 3 meses e é pouco tempo para falar do lugar.

Outro acontecimento importante é que ganhei mais uma netinha a ISADORA.

Com a primeira a Valentina já foi um exercício e tanto para a memória. Não lembrava os primeiros meses de vida dos meus filhos. Assim como no nascimento da Valentina, as lembranças de como dormiam, como se vestiam, amamentavam, comiam, a que horas isso ou quantas horas aquilo, que música, que roupa...? Sempre me precipitam!
Devo confessar que não me lembro muito das dificuldades, talvez devido ao fato de ser uma pessoa que esquece rapidamente do que não foi agradável e só quer lembrar o que foi bom.
Entretanto, o nascimento de um neto nos obriga a olhar para trás com tudo que foi bom e ruim - Amor de pai e mãe é cheio de culpa. Não sabemos nunca se estamos certos, se estamos mimando demais ou abraçando de menos. Se estamos formando anjos ou monstrinhos. A insegurança nos acompanha por anos. Até que nossos filhos crescem e nos mostram onde erramos e onde acertamos. Mas nossos netos com certeza é oportunidade única de nossa redenção.

Ao praticar esta reflexão através de meditações percebo como se estivesse realizando uma limpeza nas minhas crenças e principalmente ficando mais próxima de minha essência.
Estou feliz e prometo voltar breve para dividir com vocês os poderes deste mantra que tem promovido verdadeiros milagres na minha vida.

Namastê!

Retratos pra Yayá

Retratos para lembrar que menos é mais em todas as fases de nossa vida.





Retratos para Yayá é um projeto fotográfico produzido entre 2012 e 2016, criado pelos fotógrafos e pais Sávio Freire e Irmina Walczak. O casal retratou a infância vivida pela filha, livre de consumo, televisão e tecnologia e próximo às pessoas queridas e à natureza. Tudo num quintal de uma casa logo ali em Brasília. Uma pérola!
O projeto fotográfico que o originou não é só relevante pelo seu conceito, mas também pela qualidade das imagens; expressivas, tocantes, honestas e corajosas. Cada fotografia é uma narrativa completa, e o seu conjunto parece nos levar a uma viagem para um local há muito esquecido.

A ideia certamente não é criar crianças totalmente out, mas protegê-los nessa primeira infância, pois é muito fácil cair nos excessos. Um dia ela vai ganhar seu computador, ter seu celular e acesso a jogos.
Felizmente, a sensibilidade de Irmina e Sávio, junto com a doçura de Yasmin, nos lembra de que no viver simples com as experiências mais cotidianas, ainda podemos ser livres.


Retratos de uma criança que habita em você.


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