terça-feira, 30 de setembro de 2014

um minuto de silêncio

...pelas pessoas que passam fome.
...pela violência desmedida.
...pela saudade que arrebata o coração.
...pela miséria na política.
...pela violência descabida.
...pela ausência de saídas.
y

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

que seja doce

Pequenos nadas podem ser pretexto para aproveitar o espírito primaveril: um café a dois, um brinde a três. Reformular o que parece ser corriqueiro tem sido minha motivação.

Deixo abaixo receita dele e dela, fácil e muiiito inspiradora.



Linda semana a todos!
Yvone

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Testamento


Doo o que tenho
pensamentos, sentimentos,
Amor e poesia...
Doo coração e
outros órgãos,
na verdade nada tenho
é tudo do mundo
estou apenas devolvendo.
Y

domingo, 24 de agosto de 2014

Sentenças irrevogáveis


Passado os tempos de infância pensava que a adolescência fosse o único período de dúvidas, de sofrimento emocional ao longo da vida. Dali para frente seria estável como as montanhas e teria todas as respostas.
Os adultos que eu conhecia não tinham dúvida só certezas e sentenças irrevogáveis.
Exerciam sua autoridade e cheios de certezas exigiam obediência, respeito, e não admitiam questionamento.
O tempo passou. Não me trouxe nem respostas, nem a clarividência que eu julgava atributo da idade.
A adolescência foi sim, uma fase conturbada. Vi que precisava me desvencilhar da teia que me sufocava e proibia qualquer esperança, qualquer visão. São tantos os fios invisíveis que nos paralisam e que constituem os pilares de nossa formação! São tantas as mentiras, culpas, dogmas, medos, tanto entulho a sabotar nossa energia.
Procurei reconstruir do zero a maior parte das estruturas que me haviam imposto, mas sinto este processo não tem fim.

Veio a vida adulta e, nesta que nos colhe na engrenagem com suas faturas a pagar, tarefas a cumprir, papéis a desempenhar que mal sobra tempo para nos conhecer. Talvez seja assim porque temos medo. Eu tive e ainda tenho todos.
E assim não queremos tempo livre, nem ficar sozinhos e por isso nos atrelamos a qualquer coisa que nos dê uma rotina, um sentimento de pertencer e que nos permita não pensar.
Mesmo assim, nas horas quietas ouvimos a voz noturna de rios subterrâneos, e para nosso espanto, vemos emergir pensamentos independentes e transversos, templos soterrados, buracos negros, mundos insuspeitos.
Somos bichos, animais mamíferos, e também somos um mistério.

Minha cabeça continua bem, no lugar, sem nenhum corte da rainha, pensante e determinada como sempre...
Errada ou não sou eu. Queria avisar que estou bem. Sei que tem uma turma de amigos queridos que anda preocupada comigo achando que estou meio down. Não estou não. Só para constar tá?!
Esse texto aqui é público, então acabo tendo que medir minhas palavras apesar de adorar refletir abertamente meus sentimentos diários.
Não é prudente sair tirando minhas verdades e jogando em um lugar que as pessoas vão ler.
Mas, posso garantir que estou bem. Continuo me atualizando, planejando, me informando, escrevendo e lendo meus livros enquanto o sono não chega, assistindo aos velhos e novos filmes, dormindo quando bate o sono e olhando pro céu rezando conscientemente.
Afinal, somos sim autores de boa parte de nossas escolhas e omissões, audácias e acomodações, nossa esperança ou desconfiança. Responsáveis por como saboreamos o nosso tempo, a nossa época, que, afinal, é sempre AGORA!!!!!!!
Yvone Pereira

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Exercitando o silencio

Muitos povos orientais conhecidos pela prática da meditação fazem-na em silêncio, pois é neste estado que conseguem encontrar a paz na mente e no coração, que é tão preciosa e tão escassa no mundo onde vivemos.
Dias atrás, li na biografia de Mahatma Gandhi um tópico que afirma um detalhe interessante: durante um dia da semana, ele se recolhia e ficava por 24 horas tendo como companheiro apenas o silêncio. Naquele dia, nada, nem ninguém, ouviria uma sílaba pronunciada por ele.

Recentemente, vivenciei esta prática e senti-me como se tivesse feito uma faxina interior.
O silêncio nos envolve e é preciso silenciar para ouvir, silenciar para recuperar a saúde física e mental - O mundo anda doente.
Na verdade neste dia do meu silêncio total e não planejado, percebi que antes tinha que silenciar meu barulho interior e não é nada fácil ficar em silencio e ainda se distanciar do barulho exterior. Neste estado, pensava comigo mesma como seria bom se a gente descobrisse cedo o valor do silencio antes de se vangloriar por não levar desaforo para casa.
Mas, a maturidade nos abre horizontes, mostra que a força espiritual é muito maior que qualquer força física e que esta força é sim originária da reflexão, da consciência, da meditação e do silêncio.
O silêncio pode de fato preencher espaços gigantescos acumulados de palavras que não precisariam ser ditas. Estou praticando.
Convido a todos a começar a exercitar o silêncio. Vai ser bom para o seu espírito.
Encontre paz, encontre seu silêncio e viva melhor.

Há um silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras". Clarice Lispector

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