O Brasil é aqui

Há um tempo fiz uma exposição de fotos no meu Flickr onde só é permitido escolher fotos que não sejam suas (créditos por lá ok) - O Tema é Casas Do Brasil.
Gostei tanto de ver as centenas de fotos das casas desse Brasil afora, que decidi explorar mais o tema, afinal o nome do meu blog é Casas Possíveis.

Porém, muitas imagens de moradias que encontrei na minha busca, não são exatamente possíveis para viver em condições humanas, mas essa ainda é a realidade de muitos nesse nosso imenso Brasil.
Com seus contrates, desigualdades e a criatividade de um povo que apesar de toda a dificuldade consegue sorrir.
Não leve à mal
Tudo bem ôh rapaz!
Ei você ai em cima!
Entre outras coisas
Que eu quero saber
Por favor me ensina
Como esse povo que sofre
Com fome, que passa mal
Vai batucar na panela vazia
E fazer carnaval...
Por Terra Samba

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar...
Nada me irrita mais do que fazerem piadas ou humilharem o nosso povo. Quem constrói esse país e o mantém de pé, mesmo que em condições precárias é a camada mais baixa da nossa população.

Quem põe a mão na massa, quem queima literalmente o cérebro são os nossos cortadores de cana, os pedreiros e ajudantes na nossa construção civil, os catadores de lixo, os braçais, os desempregados, enfim, essa gente que labuta e raramente tem um teto digno para descansar a cabeça.

A paisagem parece um quadro, mas é a vista do morro
Quem já teve a oportunidade de ir à Europa, ou Estados Unidos sabe do que estou falando. O nosso povo é surrado, é sofrido, é judiado e mora mal.

Por conta dessas últimas tragédias por causa das chuvas, sempre reparo que muita gente de 30 e poucos anos tem aparência de 60. A pele é enrugada pelo sol abrasador, dentes podres ou faltando... Excesso de filhos, tudo isso faz dessa gente pobres coitados.
E ninguém os valoriza, e o mundo vai seguindo o seu caminho - Hoje só se fala em nível universitário, MBA, web 2.0, intelectualidade e cultura...

Nosso presidente mostra a cara do nosso povo e vem por aí a Marina Silva, mais uma ex-miserável... E mesmo assim as coisas nao mudam, nao andam...
Quando vamos nos movimentar e dar um basta ao sofrimento dessa gente?

Temos acesso aos meios de comunicação e principalmente ao voto, podemos e devemos fazer alguma coisa. Até quando o Brasil vai ter esse rosto sofrido, marcado pelas injustiças e mazelas sociais? Até quando a TV e as Igrejas vão se aproveitar desse povo pra tirar-lhes o pouco que lhes resta e nada dar em troca.

Não é apenas revolta de quem já viveu um pouco não, nem demagogia barata, não sou candidata a nada e não estou pedindo votos, e nao ganho nenhum tostão aqui nesse blog - São apenas alguns momentos de lucidez que transitam diáriamente em minha mente, minha alma...

Assistindo passivamente pela TV fico me perguntando: - Quando cai um avião, são feitas homenagens, flores são colocadas nos aeroportos, missas são celebradas. Se morre ou adoece uma celebridade então... 
Alguém celebra uma missa pelos miseráveis que perderam suas poucas tralhas na última enchente?
Alguém leva flores nas favelas pras vítimas das chacinas?
E dos menores mortos na Candelária?
Ou pros mendigos que foram assassinados no centro de SP, alguns até queimados vivos???

Só sei que enquanto vivermos nessa situaçao vergonhosa, estaremos todos à mercê da sorte de não perdermos alguém que amamos ou de sermos mortos com uma bala perdida...

Não precisamos de submarino nuclear, porta aviões de última geração e muito menos armamentos de destruição em massa...
Já possuímos a maior fortaleza contra qualquer inimigo em potencial: nosso próprio povo.
Criatividade a toda prova
Fé e memória nas paredes
Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

O charme dos pinguins encontrei no blog Ponto Doc
Nas sacadas dos sobrados

Da velha São Salvador
Há lembranças de donzelas,
Do tempo do Imperador.
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito,
Que nenhuma terra tem!
Cayme
Café com leite e pão com manteiga (R$1,80) sempre vem acompanhado de um bom dia, obrigado e a certeza de que a felicidade custa pouco.

Panelas e paneleiros


Desde criança tenho certa paixão por panelas... De todos os tipos... De alumínio adoro o brilho... De ferro, por lembrar minha avozinha portuguesa que só cozinhava nelas... De ágata, sou vidrada nas canequinhas, tenho uma porção delas, e quando viajo para Minas, trago uma porção para presentear meus amigos...

De pedra sabão, aprendi a usá-las, depois que morei um bom tempo no mato, tenho de todos os tamanhos.






Panela de ferro - O uso regular destas panelas foi relacionado com a prevenção e ao tratamento da anemia.




Dica: Panela pedra sabão só lave a panela de pedra-sabão com água e sabão. Nada de produtos abrasivos nem esponja de aço. Nos primeiros dias de uso, evite choque térmico forte. Não aqueça a peça a seco para depois despejar líquidos frios. Isso pode danificar definitivamente a panela. Por último, nas primeiras vezes que for usar a panela não faça frituras.


LE CREUSET um sonho de consumo R$ 280,00 caçarola

De cobre - São preferidas pelas doceiras, principalmente para derreter açúcar. Não há nenhum outro tipo de panela tão apropriada para caldas como as de cobre.

Os paneleiros são a outra paixão, onde encontro um, fotografo-o.

Panelas, novas, velhas, amassadas e lá está também a canequinha de ágata a enfeitar o paneleiro da minha boa amiga mineira.
Palmira é uma figura simpática sorridente vive "areando" suas panelas...para brilhar como a luz do sol...todo paneleiro tem a sua história e todos nós também sempre temos uma história para contar.




Vejam alguns modelos de paneleiros para se inspirar









Eu hoje acordei assim


Peço licencinha para meus leitores, mas hoje quero protestar - A água pede passagem!!!
Eu me lembro do tempo em que a maioria das ruas de São Paulo era pavimentada com paralelepípedo.

A rua em que meus avós moravam era uma delas. Claro que havia muitas ruas de terra na São Paulo de então. Asfalto só mesmo nas grandes avenidas e rodovias.

Os políticos do passado e os atuais mandam afastar todas as ruas, pois isso lhes garante votos e dinheiro de propinas (obras) e a própria população se vangloria de morar em uma rua asfaltada.
Para acontecer uma enchente na cidade era preciso muita chuva, mas muita mesmo. Hoje, morrem nela. Tenho visto gente que morre dentro do seu carro, por afogamento.

foto de ontem

A água que desce do céu não é mais absorvida pela terra, pois não existe mais terra, só asfalto, e a continuar assim logo mais também não existirá mais Terra.

E as árvores alguém tem reparado no estado que andam?

Nessa mesma rua caminhando devagar e tentando lembrar como era fico triste em ver uma aqui, outra ali, depenadas (o termo certo é desfolhadas) troncos rachados, descascados e o pior de tudo raízes totalmente fechadas por concreto.

Com a modernidade, tivemos a urbanização nas cidades, e isso não acontece apenas em São Paulo, onde é tudo asfaltado, e as pessoas parecem ter medo ou nojo de terra, seja por causa do pó ou do barro, das formigas, bicho-do-pé, minhocas, vermes, enfim, essas coisas que vivem na terra. Aí decorre o fenômeno da imbecilidade que os jardineiros, planejadores paisagísticos, e até agrônomos urbanos, praticam com desenvoltura e plena ignorância, como podemos ver na foto.

Troncos de árvores com cimento em volta, no máximo uns 20 cm de cada lado do tronco para “poder entrar água”. A árvore que se vire com o tiquinho de água que pode entrar por ali.
Essa desabou na Vila Madalena
A água passa e a árvore deve ficar se perguntando: cadê aquele montão de água que passou por aqui agora mesmo?

Não penetrou na terra, não saciou a sede da árvore e nem formou lençol freático, simplesmente se foi. Com muita pressa...
Querem ver mais uma: Em menos de 24 horas os politicos de hoje conseguiram fazer um estrago a s s u s t a d o r e irrepáravel - Tudo isso para, segundo nosso governador aliviar o trânsito (e não solucionar nada)

Carros hoje são tão importantes a ponto de cometerem atrocidades como mostra esse registro abaixo -
ABRAM O LINK É SÓ UM MINUTO
A cidade ainda é o maior pólo industrial e cultural do país, disso não há a menor dúvida, mas ver todos os dias as mesmas imagens está cansando. Talvez fosse interessante não se tapar mais os buracos da cidade e deixar que as águas da chuva formem poços ao invés de poças.
Se gasta muito dinheiro com propaganda política, com licitações ilícitas, com obras faraônicas que vão não se sabe para onde, se é que vão para algum lugar.

Infelizmente não é só em São Paulo que coisas como essas acontecem; Brasil inteiro tem sofrido toda sorte de calamidades, e calamidade já é mais um estado brasileiro que não tem capital e vale aí o duplo sentido da frase.
A nós resta torcer para que as chuvas caiam nas áreas onde estão as represas responsáveis para o abastecimento de água e de energia, e talvez seja importante ir separando um dinheirinho para comprar galochas.

ou quem sabe um bote; que tal esse?

- Abaixo o asfalto! Só deveria ser permitido nas grandes avenidas. Nas ruas intermediárias retomemos o bom e velho paralelepípedo, que permite infiltração da água no subsolo. Em volta das árvores, se necessário também: paralelepípedos, com 2 a 3 metros em volta do tronco.

- Abaixo as caixas de cimento murando! os troncos de árvores nas calçadas, deveria ter no mínimo 1,5 metros de distância e não 20 ou 30 cm. E nesse espaço poderiam ser colocados paralelepípedos, e não cimento.

Eu protesto


Visualizações

Arquivo

Categorias