Mostrando postagens com marcador desapego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desapego. Mostrar todas as postagens

Mudança à vista


Hoje sei que dá pra renascer várias vezes nessa mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar!



Desculpem a demora na atualização do blog, mas estive concentrada em alugar meu apartamento porque decidi mudar para a praia. Já tinha feito uma pequena experiência dois anos antes - contei AQUI e também já comentei AQUI.
Entretanto, devo confessar que esta mudança esta sendo a mais emblemática que já fiz não sem dar trabalho é claro. Apesar de já ter simplificado e doado muita coisa das ultimas vezes, desta tive que deixar o coração de lado e muiiita coisa que eu ainda tinha foi vendida, doada ou pro lixo. Estou levando pra essa nova etapa apenas as coisas que cabe na nova vida e o que combina.
Ainda estou dando uma geral no antigo apartamento, claro que bate aquela nostalgia até porque como diz uma amiga eu tenho tudo à mão e é provável que vá sentir falta das comodidades. Mas aqui vale lembrar que a essas alturas já aprendi também que toda mudança envolve uma grande quantidade de valores pessoais. Ela nos força a iniciar uma adaptação em um ambiente diferente no qual temos que investir muito do nosso esforço físico e emocional, ao mesmo tempo em que arriscamos o nosso bem-estar e a nossa segurança.

Mas enfim, dramas a parte porque a praia vai me fazer bem e vai me impulsionar a mudar hábitos que venho tentando mudar e fica só a pouco mais que duas horas da minha cidade. Bom, né? 

Estava pensando que estou me tornando expert em mudanças se lembrarem das tantas que já contei por aqui.
Lá vou eu. Jeans e camiseta do meu jeito conhecer o que poderá ser – por que não? – uma futura moradia. Sem preconceitos, sem sustos.

Mais destralhe

Nossa!! Quanto tempo não passo por aqui. Gosto muito de escrever, mas eu tenho que estar inspirada e isso me faltaram nos últimos tempos. Tanta coisa – e nada – aconteceu nestes meses que fiquei fora do mundo dos blogs. Mudei tanto a maneira de ver a vida e me posicionar no mundo… Preciso descarregar um pouco aqui.
Quando criei o blog a primeira intenção era mostrar como tornar o cotidiano mais prático em casa: Reduzir, Organizar e Ter Tempo. Queria passar de consumista à pessoa centralizada e com foco e de certa forma acho que consegui e o blog serviu – e ainda serve – como um local de consulta.
Apesar de não escrever mais com regularidade meu analytics mostra que as pessoas continuam acessando, o que torna pra mim difícil não passar por aqui e sentir vontade de desabafar e contar mais um pouquinho sobre as impressões e experiências até aqui.

Já postei sobre desapego e destralhe aqui, mas acho que sempre vale repetir por que Ô coisa difícil de fazer não é mesmo?
O fato é que quando comecei o destralhe a dar vender e jogar coisas fora, parei totalmente de comprar qualquer coisa nova pra mim ou pra minha casa que não fosse realmente necessária. Comecei a pensar mais em tudo o que eu tinha, por que eu tinha e se precisava ter ou não.
Muita coisa que era absolutamente natural na minha vida mudou e hoje não cabe mais na minha caminhada. Algumas coisas mudaram de forma mais repentina, mas muita coisa passou por um processo de amadurecimento da ideia e depois se consolidou até tornar-se um hábito, mas confesso que não só coisas ficaram para trás, descobri que a caminhada é mais solitária do que parece e por isso tive que me desapegar de muitas pessoas também.

Me auto-proclamei minimalista e comecei a viver de acordo com os meus próprios valores e crenças. No trajeto até aqui até aqui já me livrei de muita coisa — e mais importante ainda, deixei de comprar MUITA coisa –, mas sei que ainda tenho um longo caminho pela frente.
Ainda luto para me ver livre de barulhos, de luzes fortes, de cores berrantes, de odores químicos, de revestimentos sintéticos.... e também para parar de fumar (um vai e volta sem fim), voltar para a yoga, diminuir ainda mais o consumo de carne e terminar projetos inacabados.


Aqui uma noticia atualizada hoje (01/02/2019: Parei de fumar, voltei para a Yoga (prático há dois anos regularmente) tô quase virando uma yogue de verdade. Não me tornei vegetariana, mas hoje prefiro os pratos mais orgânicos, leves e nutritivos. Nunca mais pisei numa churrascaria - Pasmem! E os projetos continuam inacabados e descobri que fica mais feliz assim. 

Posso dizer que aos poucos a minha vida fica mais leve a casa vai se transformando num lugar onde as coisas em volta têm verdadeiramente um sentido. Amanhã posso arrumar uma mochila deixar tudo pra trás e me mudar pra qualquer lugar e continuarei sendo eu, muito feliz obrigada.


Mas não é fácil nem é rápido — pelo menos não se você como eu tiver passado mais de 30 anos acumulando coisas. E tem horas que dá um desânimo diante da quantidade de tralha que aparece, da trabalheira que é olhar coisa por coisa, do cansaço emocional que é se desfazer de certos objetos...depois passa fiquem tranquilos, mas é cansativo.

Namastê! E bom destralhe pra todo mundo!

Exercitando a frugalidade

Viver frugalmente está na moda. Seja pela crise mundial ou pelo despertar de consciência sobre o consumismo, quem decide viver com mais desapego não precisa abdicar de tudo de bom que a vida tem para oferecer, mas deve passar a se preocupar em aprender a gastar com mais consciência e inteligência.

Tenho encontrado muito conteúdo em sites e blogs falando sobre frugalidade e hoje resolvi contar aqui um pouco da minha percepção sobre essa atitude. Quando comecei comecei a repensar meus hábitos de consumo, além de reduzir minhas despesas passei a viver uma vida com menos peso na consciência, nos armários e com mais leveza na alma. 
Pequenas atitudes todos os dias nos levam pra esse caminho. 
Primeiro temos que questionar a todo tempo nossas necessidades, depois temos que reduzir nossos luxos aos que realmente não conseguimos abrir mão, e por último temos que nos livrar de algumas coisas. Aprender a desapegar é buscar levar uma vida cada vez mais simples. 
Não é fácil confesso, mas podemos tentar buscar o equilíbrio entre o que se quer e o que se precisa. Cada um claro de acordo com seus valores pessoais, mas o importante mesmo é desenvolver uma consciência sempre alerta.
Exercitando o desapego - Aqui, aqui e aqui.  

Mas confesso que nem sempre agi assim. Um problema que eu via nas minhas contas no passado é que eu me preocupava com grandes gastos e não refletia sobre os pequenos. Quando chegava a fatura do cartão eu via que a soma das ‘besteirinhas' era bem maior do que os grandes gastos que eu relutava em fazer. Só ficou claro quando comecei a controlar minhas finanças no detalhe passando a fazer um balanço ao final de cada mês. Percebi que é melhor segurar vários pequenos gastos com o que não preciso ao invés de cortar alguns gastos com o que me faz mais feliz. 

Nessa jornada até aqui vivo tentando manter-me num meio termo entre ser frugal e perdulária, sempre fazendo uma reflexão antes de comprar exercitando minha consciência. 
Não compro mais nada na hora por impulso, se tenho vontade de comprar alguma coisa pergunto-me se eu preciso realmente daquilo. Saio da loja dou uma volta e espero outro dia. Isso geralmente me mostra que estou apenas empolgada com o que quero comprar - um sentimento que geralmente me abandona após a compra. Quando minha reflexão é feita e ainda assim minha compra se justifica vou lá e compro (obviamente estou falando em valores que não vão fazer um rombo nas minhas finanças. Se estiver pensando em um imóvel, carro ou viagem cara, não é tão simples assim). Dentro do possível compro o que me dá prazer, mas sem ostentação. 

As coisas têm um fascínio poderoso sobre nós. Desejamos algumas ou várias coisas que o dinheiro pode comprar. A gente se acostuma a ter luxos que não precisamos e a gastar dinheiro com coisas que poderíamos viver sem. Então lá se vai o suado dinheirinho em celular último modelo, na troca do carro por um novo, na compra de um apartamento maior, naquela viagem fora de hora e cara, nas roupas que apareceram na revista, na TV, no restaurante top que você viu no Guia da Cidade. Então isto se torna um costume e você vira escravo do dinheiro.

Bom, no momento tenho feito as minhas contas, faço meus aportes poupo meu dinheiro, mas lembro que estou viva agora. A medida da minha frugalidade é economizar em coisas que não me fazem falta permitindo-me todo mês a abrir mão de mais uma coisinha. 

Prometo voltar aqui com mais dicas e descobertas sobre levar uma vida frugal, até porque implementar um orçamento e ver resultados tangíveis demora um tempo.

E você? Tem alguma experiência de desapego para contar? Escreva nos comentários!
E viva o caminho da frugalidade!

Procurando o essencial

Eu já tive o privilégio de morar em algumas cidades e conhecer muitas outras. Cheguei a conclusão de que já não consigo mais viver numa cidade grande como São Paulo. Sinto falta da simplicidade - Tudo é tão exagerado e voltado para altos padrões de exigência como se não existissem mais pessoas simples vivendo.
Lojas não precisam ser tão chiques, restaurantes não precisam ser tão finos e bares não precisam ser tão badalados. O problema é que as pessoas desaprenderam como ser simples - simplicidade não dá status.


Cada um tem a sua própria definição de simplicidade, essencial ou mínimo, uma definição que muda com o tempo de acordo com nosso caminho, nossa maturidade, nosso momento. 
Para mim, por exemplo, não é essencial ter um Mac última geração só escrevo arquivos txt no Word, qualquer computador resolve, mas ainda preciso ter um carro bom que não me deixe na mão. Aliás, diga-se de passagem que ninguém precisa ter feito voto de pobreza para se dizer minimalista ou simples.
Ser minimalista somente quer dizer fazer um esforço para viver com menos. Para possuir somente o essencial. Para se concentrar mais em experiências e em pessoas e menos em objetos e em acúmulo de bens, o coisa que o valha.


Hoje eu moro em uma pequena cidade litorânea, o lugar é muito simples, as lojas são pequenas, os restaurantes são menores e aconchegantes... As pessoas parecem que são mais educadas ou mais amistosas talvez, mas sobretudo mais mais de bem com a vida e seu tamanho geralmente pequeno o que acaba nos deixando mais à vontade.
Vou tentar resumir aqui um pouco dessa experiência nos últimos meses: 
Tempo ruim na praia? Nem quando chove
É abrir a janela e ter à sua inteira disposição um quadro dinâmico pintado pela mãe natureza. Cada dia uma nova cor, novas possibilidades. O cenário perfeito para relaxar e curtir as belezas naturais que nos foram dadas de presente e tanta gente às vezes ignora.

Sem desculpas para fazer atividade física
Nesse caso, não cabem desculpas!  Minha casa não tem acesso para carro e eu tenho que carregar absolutamente tudo!

Conscientização ecológica e vida voltada à sustentabilidade
Quem mora na praia (e quem a visita) tende zelar por ela e torcer para que essa consciência se estenda para todos. Muitas vezes até sem perceber a gente vai catando lixo que os outros deixam na areia e calçadas, principalmente em épocas de temporada de verão.
Quem mora perto da praia acaba naturalmente se tornando uma pessoa mais consciente e prezando por um estilo de vida sustentável.

Simplicidade e boas amizades
Você pode até morar numa numa mansão ou num apartamento de luxo, mas praia é lugar simples, de gente feliz e sem muitas frescuras. Pescadores, ambulantes, famílias unidas, idosos com muitas e belas histórias. Lugar e momento perfeito para deixar de lado formalidades, preconceitos, vaidades desnecessárias.
Hoje a cada saída minha à praia ou simplesmente ao mercadinho, visto meu melhor sorriso e mergulho no prazer de conhecer gente nova - Qualidade de vida pura e simplesmente

Posso dizer que um pouco de cada coisa combinadas com belezas naturais, atividade física, sustentabilidade e interação entre as pessoas têm me feito um bem danado; sinto-me uma pessoa mais saudável, feliz e sossegada.
E aí já quer largar a vida corrida da cidade e ir morar na praia também? Compartilhe também os seus planos com a gente nos comentários! Interagir faz bem à saúde.
Bj Y

Desapega e liberta-te


Não é a primeira vez que falo sobre desapego aqui no blog. Descobri ao longo do tempo que exercitar o desapego é um hábito que acontece de dentro pra fora, não adianta forçar deve acontecer como um tratamento – Você quer parar de fumar? Quer emagrecer? Quer ter uma vida mais saudável? Você sabe o que tem que fazer. Desapegar é libertador. Mas, dói eu sei.

Lembro da dificuldade que senti quando comecei a minha fase de destralhe e de cara percebi que jogar coisas estragadas ou velhas e que não serviam mais era só a ponta do iceberg. O exercício tem graus de dificuldades diferentes.
Somos tão apegados a certos comportamentos e hábitos que nem nos damos conta. Carregamos sem perceber pensamentos que já não servem mais, conselhos e crenças que não fazem mais sentido, o que pode ser consertado, refeito, mudado, mas que já não nos cabe mais entende?


Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) desapegar de recordações que machucam, de sentimentos e às vezes até de pessoas. 
Jogar fora o que te pesa e te afasta cada vez mais de você mesmo. É mais ou menos como destralhar a casa, chega uma hora da vida em que é preciso sacudir os tapetes, as cortinas, arrastar móveis e faxinar todos os pontos em todos os cantos para que o novo seja bem-vindo quando a poeira sair, para que a mudança se concretize e a gente possa de fato sentir a leveza que dá na alma quando só fica o que realmente importa e nos faz bem.

Praticar o desapego não é uma tarefa fácil, mas a cada descarte nos sentimos mais leves, mais conectados com o universo nos lembrando sempre de que há espaço sim para o que tanto buscamos. Só deve ficar o que realmente nos faz crescer e evoluir em direção ao nosso propósito maior de sermos nós mesmos em todos os momentos. Não deve haver espaço para restos; metades ou partes de nada nem ninguém.

Estou praticando e confesso que ainda é difícil, doído, sofrido, mas eu sei que vale a pena. Por mais e mais camadas de hábitos, sentimentos, pensamentos, ou crenças que foram se acumulando em todos os lados e cantos, acredito sinceramente que destralhar os poros esta valendo cada gotinha de suor.

Desapegar é deixar morrer o que for preciso para que entre mais vida na nossa vida.
Encerrar um ciclo. Inventar um novo começo.
E é desse espaço que a gente precisa. Ou não?


Visualizações

Protected by Copyscape Web Copyright Protection

Arquivo

Categorias