No Divã

Imagem Diva no Sofa
Depois de 15 meses blogando conheci por aqui pessoas incríveis, cantinhos inteligentes e inspiradores dos quais não consigo mais me separar.
Hoje tomei coragem para dividir com vocês um pedacinho do meu cotidiano.

Nunca pensei em fazer terapia até chegar o dia que me senti totalmente bloqueada e não sabia resolver. 
Meus saltos e sempre de salto foram gigantescos. Além disso, desde garota já sabia que a minha mente é muito complexa. Talvez a parteira tenha me deixado cair no chão. Na verdade só sei dizer que  todos à minha volta  me disseram durante toda a vida que normal não sou.
Assim, andei pensando em adicionar uma assinatura padrão aos meus e-mails com os dizeres; - “Por favor, não me trate como se eu fosse normal”.
Na procura de resposta, acabei diante de estranhos contando as minhas loucuras acumuladas – Confesso, como louca confessa que estou adorando esta loucura semanal que é a terapia.
Na minúscula salinha de espera sempre tem alguém aguardando a vez ou alguém saindo. Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura mas enfim, como adoro observar e imaginar coisas;nomes, a profissão, se são casados, quantos filhos têm, entro numa espécie de viagem. 
Acho que todo mundo que gosta de escrever adora analisar as coisas.
Numa das sessões estava eu e uma mocinha muito fashion aguardando a vez para ser atendida.Comecei é claro, imediatamente a imaginar qual era a loucura dela; - Que motivos teriam trazido até ali? Qual seria o problema? Não foi difícil porque eu já partia do princípio que ela sofria do mesmo mal que eu, senão não estaria ali tão cabisbaixa...
Notei que a blusa estava rasgada ou descosturada ou é da moda sei lá. O olhar dela era triste, cansada e comecei a ficar com pena dela.
Depois notei que ele trazia uma maleta dessas de guardar note book. Podia ser o corpo do namorado esquartejado lá dentro, talvez apenas a cabeça...Podia ter também uma arma lá dentro... Podia ser perigosa.
Afastei-me um pouco dela no sofá. Ela dava olhadas furtivas para dentro da sua mala assassina. Observo as mãos. Rói as unhas. Insegurança total medo de viver, de casar, ter filhos... Devia morar num flat bacana, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas...

É a minha vez tenho que ir conversar com a minha terapeuta.
Conto para ela a minha viagem na sala de espera ela não diz nada.Em seguida desabafo e conto um episódio esquisito que aconteceu no fim de semana sobre uma amnésia alcoólica (foi o nome que ela deu) isso mesmo, tomei apenas algumas taças de vinho durante um jantar, bebo cada dia menos e de repente não estava mais lá. Não passei mal e ninguém notou nada demais porem no outro dia não lembrava que tinha saído de casa.
Termina a sessão me dizendo: - Vou aumentar a dose do remédio.
Continuo o tratamento mas agora sem a terapia semanal. Acho que to ficando melhor e me sinto feliz.

14 comentários:

  1. Oi SANTINHA

    Cada uma temos nossa mundinho maluco particular, imagine se nossas malinhas estivessem abertas pra todos...kkk

    quero te convidar pra passar num sorteio no meu blog.

    bjus

    ResponderExcluir
  2. Concordo com a Ana Maria cada um tem seu mundinho maluco...

    ja fiz terapia, no começo nao gostava ai depois passei a gostar, so que nao faço mais, as vezes eu tambem me pego raciocinado que nem vc, isso é totalmente normal !?! Quem nao tem um lado maluco!!!

    ResponderExcluir
  3. Você tem a certeza de não ser normal... eu tenho sempre a impressão qe não sou daqui, desse tempo... coisas estranhas ou simplismente mais normais do imaginamos...
    um beijinho
    Josi

    ResponderExcluir
  4. Xi, vai ver viemos do mesmo planeta!
    hihihihihi.
    Fiz bastante terapia,gosto mesmo.
    Aproveite!
    bjo

    ResponderExcluir
  5. Oi Yvone, vou dizer uma frase batida, mas que condiz com a situação: " de médico e louco, todos nós temos um pouco!" E neste mundo caótico, com valores invertidos, violência, pânico, e outras mazelas dá para ser normal? A gente tenta... mas vamos seguindo, que este é nosso mundo e estamos semrpe tentando compreendê-lo... ou não.. (a la Caetano) Beijocas mil

    ResponderExcluir
  6. Voce até pode ser doida de pedra mas uma coisa é certa: eu te adoro e adoro esses seus devaneios.
    Sem contar que voce é uma maluca que escreve bem pra caramba.
    Beijoooo bem grandaaoooooooo proce.

    ResponderExcluir
  7. Yvonne, fiz análise por mais de um ano e já tinha feito psicodrama e te confesso ter sido a melhor das escolhas que já fiz na vida, me abriu um universo interior que eu teimava em trancar e esconder com todas as forças do mundo, fico feliz de ouvir a sua história, pois acho que ficamos mais humanas quando nos mostramos assim, tão lindamente claras!! Um beijo!!

    ResponderExcluir
  8. Olá!

    Como não achei contato no blog, estou deixando um comentário.

    Quero ver com você se tens no blog espaço para anunciantes.

    Favor entrar em contato com renata@mediad1.com

    Obrigado!

    ResponderExcluir
  9. Yvone, como sempre me emociono lendo suas viagens astrais! Estou sem palavras!
    A busca nunca termina, não é mesmo?
    Beijão
    Vero

    ResponderExcluir
  10. Querida, de perto ninguém é normal !kkk

    Sua terapia agora é blogar ...

    Adorei o texto

    Bjo

    ResponderExcluir
  11. Yvone...estou lendo um livro que se chama...DE VOLTA AO MEU LUGAR...autora...VERA PEIRÃO...não é desses de auto ajuda não...é uma biografia dela...se vc tiver interesse entre no site da Livraria Antroposofica...e eia a resenha dele...

    Essa semana tb saiu no Revista Bons Fluidos dois textos..muito legais..que acho que todas nós mulheres deveriam ler...

    Yvone...anormal é ser normal...


    Beijos...

    ResponderExcluir
  12. Yvone querida...adorei a mala assassina da moça fashion, com conta de flat astronômica...rss.
    Não conta prá ninguém, mas na hora do chimarrão da tardinha, na varanda de casa e sentadinhos nas nossas cadeirinhas de balanço, ficamos os dois "botando reparo" apenas-e-tão-somente numa casa que tem na diagonal da nossa. O motivo? Um casal de namorados. Ele chega de carro ( vermelho talma), entra na casa e fica um tempo. Quando sai, ela vem com ele até o portão e ficam por ali, se despedindo. A paixão deles é tanta, que a gente desconfia de que é coisa recente.
    É tão lindo de ver...principalmente porque o jovem casal de namorados tem entre 50 e 55 anos!!
    Certa vez ela não o acompanhou até o portão. Tá zangada com ele, pensei. Mas voltaram às boas e, volta-e-meia ele vem, estaciona seu possante cor de fogo e eu e o marido apenas sorrimos.
    Ainda não cheguei ao ponto ( maduro, diga-se de passagem) de procurar ajuda. Aliás, não entendo, juro por Deus que não entendo, como um médico pode te ajudar, só te escutando e rindo das tuas (minhas) maluquices?? Eu é que deveria cobrar, por fazê-lo rir!! Não é?? rssssss
    Mas se vc tá bem e feliz, vá em frente e depois me conte mais....eheheh.
    Adoro esses devaneios porque não me sinto tão só no mundo dos normais...rsss.
    Beijocas!

    ResponderExcluir
  13. Oi garota,
    adorei seu blog que me foi enviado através das minhas AMIGAS_DO_CROCHE,grupo doqual faço aprte e amo de paixão.
    adoro todos sos artezsanatos e mao decoração,que afinal é uma das nossas principais finalidades.
    sou um pouco parecida com você,nunca me achei normal,embora meu Eletr ne diga o contrário...Mas tenho crises sérias d edepressãoe eme trato porque qurero aind amudar um pouco esse mundo.
    gostaria que fosseminha amiga.
    Meu blog é http://anjonalua-atelie.blogspot.com
    abraços
    Yolanda

    ResponderExcluir
  14. Santinha
    Adorei seu blog e gostei demais desse texto também.Você é muito sensível e corajosa.
    Abraço
    Ivanete

    ResponderExcluir

Fala que eu te escuto



Visualizações

Categorias