Casa de Fazenda - O cuidado com os outros

Segundo a estudiosa do comportamento humano Lidewij Edelkoort, o ser humano nos próximos 10 anos vai valorizar cada dia mais a casa, a sua família, os seus amigos, e a necessidade que cada ser carrega de trocar experiências e de entrar em contato. E não por acaso dei inicio na vontade de sempre, de tentar resgatar antigas amizades que foram soterradas por inúmeras tormentas que a vida impôs. A recompensa chega quando surge a chance.
Hoje gostaria de compartilhar um pouquinho desses momentos, na verdade foi um reencontro desses especiais com antigas amizades, com direito a mimos culinários, fim de semana numa fazenda centenária lá nas Minas Gerais e muita prosa boa ao pé de um delicioso fogão à lenha.
Casa de fazenda que se preza não pode deixar de ter um fogão à lenha, não só por ele fazer parte de nossa tradição rural, mas também porque a imagem de um fogão à lenha com panelas fumegando sobre ele está no imaginário de muita gente, seja por experiência própria ou por histórias dos antepassados. Esse da foto ficou aceso todo o tempo em que estivemos por lá.
O clima da fazenda traz uma sensação tão boa e amena para a alma da gente, que mesmo depois de passado alguns dias de volta à rotina, a sensação de aconchego fica impregnada.
Talvez seja um anseio por um tempo mais simples, ou porque a vida dentro de uma fazenda típica chama uma saudade dentro de nós. Talvez elas nos lembrem do bolo de milho quente, ou do lanche da tarde de quando éramos crianças.... Seja o que for ninguém duvida da dilicia que é.
Banco de madeira na cozinha feito na fazenda.
Cantinhos de puro aconchego e tradição
Por do Sol
“Não negligencie a conexão íntima rústica que não passa pela palavra. Valorize a simplicidade da amizade”.
Amigos são como o sol não se pode vê-los todos os dias, mas sabemos que eles existem.
Obrigada a todos os amigos que me leem.

Yvone

Sendo feliz


Hoje é meu aniversário e devo confessar que pela primeira em 20 anos não tive inferno astral.
A gente cresce, amadurece e vive num eterno aprendizado. Demora a entender e perceber o processo das muitas fases e ver transformações. A gente custa a entender que tudo tem seu tempo de espera, da adaptação, das fases, que são parte do pacote da nossa existência, assim como encontros, reencontros e despedidas de nossos laços afetivos, de lugares, pessoas e fases preciosas que se vão, não sem deixar saudades...
Acho que é normal ficar mais reflexiva no mês do aniversário... É como se um filme sobre a minha vida passasse num segundo pelos meus olhos.


Continuo gostando de cerveja gelada, mas agora quero aprender a apreciar mais vinhos e espumantes. Adoro mesa de bar e papo furado, mas só tomando suco de laranja não rola.
Continuo amando os bichos, exercitando a criatividade, o desapego e a paciência.
Estou mais feliz, a família tá feliz, tenho cuidado mais e estou em paz comigo e com os outros. Hoje peço licencinha para compartilhar com todos os meus leitores, um pouquinho de alguns dos muitos momentos em família que vivi neste ultimo ano. Espero que gostem. Ah, clique duas vezes no vídeo para ver melhor.

   
Agradeço sua visita, amizade e o carinho que tenho recebido através de todos os comentários deixados aqui ao longo desses últimos anos.
Um grande abraço Yvone

PS. Desculpem o videozinho ficou um tanto amador, mas não sou muito boa com essas ferramentas.

Ser feliz é
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo… “
Fernando Pessoa

Quintal pra que te quero

Sem conseguir me livrar das nostálgicas lembranças do quintal da infância, aquele que parece diminuir conforme a gente cresce, resolvi que quero voltar a ter um quintal. Desejar, planejar, sonhar ainda é de graça e como estamos pesquisando terrenos na região, sempre fico pensando em como seria construir uma casa novamente e levar ao pé da letra ‘menos é mais’. 
Uma casa na medida exata que privilegia a luz natural, o uso de materiais ecológicos, pratica funcional e, sobretudo que tenha um quintal gostoso útil e aconchegante. Uma verdadeira área de lazer diário que não seja um espaço usado exclusivamente apenas quando há visitas.
Depois de visitar centenas de casas à venda na região, cheguei à conclusão de que tudo que esta em oferta no mercado, além de super valorizados não corresponde nenhum pouco com o meu estilo de bem viver e morar. 
Tenho visto casas de todos os tipos e tamanhos e um ponto em comum a todas é a ausência absoluta de um quintal.
As construções mais modernas propõem espaços de todos os tipos; jardim da fachada, jardim dos fundos (algumas tem piscinas outras não), ‘cozinha gourmet’, ‘varanda gourmet, ‘cozinha de apoio’, ‘área de churrasqueira independente’ fafavô! Quem vai limpar tudo isso? Eu não quero ter três cozinhas com coisas repetidas e espalhadas por todos os lados.

Para tentar focar este post na minha ideia de ter um quintal, só para constar o dicionário ensina que a palavra quintal quer dizer pequena quinta ou terreno, geralmente com jardim ou horta atrás da casa.
Eu definiria com um espaço escondidinho dos olhos curiosos, mas um limiar entre o dentro e o fora. Você está dentro mas também está fora de casa. 
Um espaço para fazer quase tudo. Ler, descansar, reunir a família para um simples café da manha num dia bonito, um espaço para colocar roupas para ventilar, com um cantinho para cuidar das plantas, do gramado. 
Imagina um quintal sem uma hortinha com pelo menos algumas ervas frescas à mão? Ou sem um cantinho escondidinho para se espichar à vontade ao sol, andar descalço na grama e comer fruta no pé, tal qual antigamente.
Mas a maior delícia do quintal mesmo é que ao mesmo tempo em que está escondido da rua, ele é um espaço a céu aberto, um ponto de contato com o exterior, com o sol, a chuva, o vento. Estou sempre de olho em cantinhos que são lindos aos meus olhos e perfeitos para voltar a me inspirar e tentar criar o quintal da minha imaginação. Pequeno e aconchegante.

A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.

Decoração com a cara do Brasil


Inspirado no cerrado brasileiro, Marcelo Rosenbaum imprime em cada estampa algum elemento natural ou da cultura existente no bioma, explorando mais do que nunca o conceito de brasilidade. Abaixo o modelo de estampa cestaria em tom ocre da Coleção Caetê (acima) garante tom rústico ao ambiente.


Tenho visto por ai muito trabalho feito em casa ou não, bem cuidado e elaborado, com uma cara mais moderna, diferente pronta para atender sob medida aqueles que desejam consumir conscientemente e que sabe fazer conta de custo beneficio – Isso é bom demais! Somos muito diferentes, então por que parecer iguais?


Somos um país de cores, formas, contrastes, texturas, diversidade. Um povo alegre, multicultural, criativo.Misturando todas essas característica chega-se à Brasilidade (ou brasileirismo, como queira) que nada mais é do que a bossa com jeitinho inconfundível.

 

Quer alguma coisa mais brasileira do que as fitinhas do Bonfim? Pois é, este é o nome da cadeira do designer Alfio Lisi

Gente, reparem nesta belíssima colcha - São 56 blocos de chita, com recheio de manta UltraSoft e forro de algodão cru acabado, quiltados e unidos com entremeios de renda de algodão. O projeto da colcha é da Jane, com execução de Vera Bergamo. Vi no blog Xo Depressão. Sem palavras.
Olê muié rendeira, oie Mulé rendá…
Tem uma dessas por ai? Pendura!
Uma velha colcha pode virar uma saia para sua cama
Amei a coleção da Havaianas - Sandália Slim com malhas de buriti e logo metálico nas tiras
Adoro os brasileiríssimos tapetinhos de tear
clutch de tear, é só costurar dos lados e colocar um botão.
Aqui virou almofada


Impossível citar ou mostrar todas as idéias e pessoas geniais espalhadas pelo nosso Brasil, ONGS, Artesãos, Estilistas e Designers...Mas, compartilhar idéias, compartilhar amor, compartilhar emoções. É o que nos faz mais vivos e felizes! Eu me sinto assim.
Linda semana a todos.

Menos é mais – Casa pequena

De uns tempos para cá tenho pensado muito em como seria ter uma casa portátil. Acredito sinceramente que essa é uma tendência mundial e que só vai crescer - Chega de mansões que só dão trabalho para manter e custam caríssimo. Nessa onda de viver de um jeito mais simples, com redução no consumo de recursos e redução nos espaços têm aparecido projetos construtivos enxutos que permite mudar os ambientes de acordo com seu uso e até transportáveis.
Essa casa de 32 m2 projetada para um casal, a sustentabilidade alia-se à tecnologia resultando em um bom exemplo de espaço que se transforma em vários ambientes diferentes com um simples toque em um tablet ou smartphone. Não faço a menor idéia de quanto custa a belezura. A casa itinerante passou por Porto Alegre e migrou para São Paulo onde fica até o dia 22 de julho, viajando depois por todo o Brasil e o projeto é da jovem arquiteta Betina Gomes. Veja mais aqui.

Confesso que meu desejo por uma vida mais portátil ainda não atingiu tão alto nível de desprendimento, mas estou caminhando nessa direção. 
Enquanto procuro uma forma de simplificar ao máximo meu estilo de vida, vou sonhando e me inspirando em casas com menos cômodos, uma casa menor. 
Hoje estou convencida de que não é apenas uma questão de espaço, mas de organização mesmo. Em uma casa menor, só cabe o que importa e ajuda a nos livrar de o que entulha a vida.

A grande sacada numa ‘casinha dessas’ e instalá-la num terreno enorme (sobra mais dinheirinho para investir num bom terreno), à beira de um lago, ou em partes de luxuriantes encostas de montanhas.

Que ninguém se engane só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.Clarice Lispector


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