Pão com ovo ou zóião

Era assim que eu servia o meu Egg in the basket na pousadinha
Poucas coisas me dão tanto desejo repentino como pão com ovo. 
Há tempos que gostaria de ter compartilhado esta sugestão. Aprendi a fazer variações e a incrementar a receita quando implantamos a pousada, mas volta e meia estou fazendo. Cai super bem de no café da manhã ou mesmo na hora do almoço acompanhando uma saladinha.
Já fiz com baguete, pão italiano, dentre outros tipos de pão e todos dão certo. O truque é controlar o fogo que deve estar bem baixo para não queimar o pão.Você pode fazer na frigideira, na chapa e até no forno.
O meu ficou assim, gosto do pão mais moreninho e da gema molinha.
Passe um pouquinho de manteiga em um dos lados da fatia do pão e coloque em uma frigideira para dourar. Pode colocar na torradeira se quiser o pão fica mais firme. 
Após dourado com a ajuda de um copo de boca estreita pressione o centro do pão até retirar uma rodela. 
Unte a frigideira novamente com uma pitada de manteiga e disponha a fatia do pão com o lado que não foi dourado para baixo. 
Em seguida quebre o ovo no centro da fatia (onde foi feito o buraco) tampe a frigideira e deixe o ovo fritar, adicione sal. 
Você pode deixar a gema como quiser (mole ou dura) depende do tempo que vai deixar no fogo. Retire do fogo e salpique a salsinha e temperinhos da sua preferência.

Encontrei um video que mostra o passo a passo, é bem curtinho.


Nos dias atuais os ventos sabem muito mais de mim que eu mesma, então me deixo soprar por aí… Ando ausente eu sei! Mas as minhas palavras permanecem porque o vento ainda não quis saber de carregá-las!

Bom resto de semana a todos.

Estantes eu gosto assim


Hoje, quero mostrar mais de pertinho o trabalho do meu amigo Dani (já mostrei aqui o aparador maravilhoso que comprei dele), ontem visitando a loja novamente, aproveitei para fotografar mais algumas da suas obras de arte.

Detalhes

O que mais me encanta neste tipo de trabalho, é como o artista encontra em cada galho a forma que aquele pedaço quer ter (ou sugere). Assim, não descaracteriza a matéria, não faz contorcionismos com ela; limita-se à intervenção mínima suficiente para dar-lhe uma nova vida, como nestas peças.
Além desse trabalho mais elaborado, a pedidos, o artista acabou de lançar uma linha de estantes organizadoras – a Empório das Estantes, onde utiliza madeira de reflorestamento como o pinus, eucaliptos e outros como também madeiras de demolição e reaproveitamento de materiais já descartados pela natureza e pelo homem. 
Dá uma olhada na página (também on line) Empório das Estantes
Ah, os preços são muito atraentes e ele faz em várias medidas e tipos de acabamentos.
Gostaria de esclarecer que não se trata de uma propaganda paga, estou divulgando aqui no meu espacinho porque as peças são muito bacanas mesmo. Eu indico.

Quem passa por aqui já percebeu que sou apaixonada por elementos quando ainda estão crus na natureza, para compor cantinhos, jardins e ultimamente tenho feito para presentear.
Todos os dias (exceto nos dias de chuva) enquanto faço minhas caminhadas encontro alguma coisa nova e fico admirando e penso: O que poderia fazer com isso?! 
Continuo exercitando essa paixão e rara tem sido as vezes que não encontre pelos caminhos elementos a espera de uma nova chance de vida.

Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta nova. Jó 14:7-9

Linda semana a todos!

Exercitando o desapego

Imagem We heart it

Nunca se falou tanto em desapego como nesta última década. Na internet, na TV e nas revistas somos bombardeados por dicas e exercícios para nos ajudar a não acumular coisas, lembrando-nos da importância em abrir espaço físico e mental para o novo; eu mesma já escrevi aqui no blog várias reflexões sobre esse assunto.
Eu nunca doei e joguei tanta coisa fora! Tenho passado os últimos três anos em pleno processo de destralhamento e ainda tenho muitas coisas que não uso tomando conta de alguns espaços. Joguei milhares de coisas fora (doei, reciclei, vendi algumas) e acreditava que só o essencial tinha permanecido. Poucas e boas coisas esse também era meu lema. 
Quanto à questão pessoal, em relação a atitudes e hábitos, pensava estar relativamente bem resolvida. Aham... Ledo engano mesmo.
Em meus exercícios diários na tentativa de simplificar a minha vida descobri que jogar coisas estragadas ou velhas e que não servem mais, é só a ponta do iceberg, e ainda é pouco. Difícil é abandonar aquelas coisas novas e impecáveis que você não usa mais. Sabe aquele faqueiro maravilhoso com trocentas peças que você não usa há dez anos? Ou aquele móvel clássico e lindo que simplesmente não combina mais com seu novo estilo de vida, mas que você insiste em carregá-lo de casa em casa? Por que guardar essas coisas?

A cada dia que passa nessa fase de desentulhar-me descubro também que esta tarefa é muito mais difícil do que eu pensava e não é a toa que esse tema tem rendido boas e importantes discussões – de Budistas a ambientalistas.
Semana passada comecei juntar forças para encarar de forma mais prática os objetos de maior valor. E ai descubro que ainda não estou pronta para me desfazer de todas as coisas, algumas estão lá porque me fazem sorrir cada vez que olho para elas. Tenho consciência de que a casa não ficou cheia de tralha da noite para o dia (algumas coisas foram acumuladas durante uma vida inteira), nem ficará vazia tão rapidamente. O processo de desapego é diário, fazendo um pouquinho ali, um pouquinho aqui

Não sofro também por ainda sentir um aperto no coração quando percebo que tenho de me desfazer de determinados objetos. Só não quero que esse sentimento tome conta de mim com coisas do dia a dia que não possuem mais utilidade nem qualquer significado, principalmente porque tenho percebido que muitas coisas mantinha somente pelo hábito. Na verdade, desapegar-se de coisas materiais significa reconhecer que tudo o que se faz nessa vida é temporário e nada do que se possui aqui poderá ser levado quando você se for.

Não sinto falta de nada que descartei, não preciso mais das coisas para construir minha identidade, o que provavelmente fosse bem verdade quando era mais jovem. Então posso perfeitamente abrir mão delas. Até agora tenho conseguido.

Desejo que você encontre sabedoria ao lidar com os objetos que tiver guardado e já aviso que não é fácil. Trata-se de um exercício diário e muito emblemático. Hoje, começo mais um dia e estou exercitando me desapegar definitivamente da preguiça de sair para caminhar. E você? Quer se desapegar do que?

Almoço em família

Neste ultimo fim de semana consegui reunir os filhos e a família. Por sorte, o dia estava lindo; céu azul, sol na medida e perfeito para um almoço em família com um churrasco.

Para o acompanhamento preparei a mais tradicional maionese de batatas com maça, farofinha feita em casa, arroz branco, saladas verdes, frutas e para “formar” um pudim de leite daqueles com gostinho de casa de mãe mesmo - Mais sabor de infância impossível!

Para enfeitar nossa mesa e reencontro, plantei mudinhas de pimenta dedo de moça em vasinhos comuns (já que em breve precisarão passar para vasinhos maiores), embrulhei-as em folhas de jornal velho, e arrematei com fio se sisal e uma pimentinha seca para finalizar. Claro que a intenção era que todos levassem um vasinho para casa como lembrança.
Ah, não tenho palavras suficientes que descrevam a sensação desses encontros para mim, os filhos moram em outras cidades, minha filha em outro país... É sempre muito boooom estar próximo às pessoas que você mais ama, cuida e torce, a cada dia, para que encontrem a felicidade.

“A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem”. 
Vinicius de Moraes

Dia de nhoque da sorte


Cresci vendo minha mãe fazer nhoque na mesa da cozinha. Adorava ver aquele monte de farinha espalhada e as mãos rápidas fazendo as ‘cobrinhas’. Amava ainda mais ver passar o garfo, de um por um, para dar formato final e ‘selar’ a massa. Anos mais tarde aprendi que vincar os bolinhos do nhoque com o garfo, na verdade é um truque importante para ajudar a segurar o molho depois de servido. Os italianos dizem que para fazer um bom nhoque é preciso ‘sentir’ a consistência certa da massa, em vez de medir a quantidade dos ingredientes, por essa e por outras razões acredito também que para fazer um bom nhoque há de se ter um mínimo de experiência na cozinha.


Já falei sobre esse assunto aqui no blog e hoje queria passar algumas dicas dos especialistas sobre os truques que às vezes as receitas não explicam.

Tudo começa na hora de escolher as batatas; dizem que o maior inimigo do bom nhoque é a água.
Tem que usar batatas mais secas vá sem medo naquelas batatas mais velhas, com uma cara triste, murcha. Elas estão mais ressecadas por dentro, com menos umidade, e fazem os melhores nhoques como a batata asterix e a holandesa. Por tanto quanto mais seca menos farinha resultando em um nhoque mais leve e saboroso.


Outra dica é cozinhar as batatas com casca para absorver menos água; 
Deve-se também amassar as batatas assim que retirá-las da panela para que possam perder o excesso de água que será liberado pelo vapor que sai delas quando amassadas evita que não de ponto certo;
Depois de amassadas é importantíssimo para um bom resultado deixar esfriar por completo as batatas amassadas;

Depois de misturar todos os ingredientes, a água para cozinhar já deve estar fervendo, pois se misturarmos todos os ingredientes e não cozinharmos em seguida pode não dar certo, então é muito importante também assim que acabar de fazer as bolinhas elas já devem ir para á água fervendo, conforme vão ficando prontas (é o passo final para um bom resultado).


Após subir as bolinhas retira-las da água e colocá-las imediatamente em água gelada para que possam resfriar e parar o cozimento. 
Minha avó retirava as bolinhas da água deixava escorrer um pouco e colocava os nhoques numa assadeira previamente já untada com óleo e ia guardando no forno que também já estava quente o fogão tinha uma estufa que ajudava a deixar o nhoque quentinho até servir sem cozinhar e ficava super bom.

Neste link tem dez receitas deliciosas com a massa.

Para deixá-los mais inspiração gostaria de convidar a todos que assistam a este vídeo amorosamente elaborado, com luz e trilha sonora perfeita de como preparar um clássico molho pesto. O vídeo é de uma simplicidade encantadora.




Este dia 29 de maio para mim têm sabor de festa, pois é o dia do aniversário da minha filha. 

O post de hoje é dedicado a essa linda mulher, por ter crescido assim tão cheia de vida, de alegria, enchendo nossos dias de amor e de orgulho.
Parabéns nessa data querida e que muitos e muitos anos você tenha pela frente para realizar todos os sonhos maiores. 
Com amor mamãe.


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