Panelas e paneleiros

Desde criança tenho certa paixão por panelas de todos os tipos... De alumínio adoro o brilho... De ferro por lembrar minha avozinha portuguesa que só cozinhava nelas... De ágata sou vidrada nas canequinhas, tenho uma porção delas, e quando viajo para Minas trago uma porção para presentear meus amigos. De pedra sabão aprendi a usá-las, depois que morei um bom tempo no mato tenho de todos os tamanhos.



Panela de ferro - O uso regular destas panelas foi relacionado com a prevenção e ao tratamento da anemia.
Dica: Panela pedra sabão só lave a panela de pedra-sabão com água e sabão. Nada de produtos abrasivos nem esponja de aço. Nos primeiros dias de uso
evite choque térmico forte. Não aqueça a peça a seco para depois despejar líquidos frios. Isso pode danificar definitivamente a panela. Por último nas primeiras vezes que for usar a panela não faça frituras.

LE CREUSET um sonho de consumo R$ 280,00 caçarola
De cobre - São preferidas pelas doceiras principalmente para derreter açúcar. Não há nenhum outro tipo de panela tão apropriada para caldas como as de cobre.
Os paneleiros são a outra paixão, onde encontro um, fotografo-o.

Panelas, novas, velhas, amassadas e lá está também a canequinha de ágata a enfeitar o paneleiro da minha boa amiga mineira.
Palmira é uma figura simpática sorridente vive "areando" suas panelas para brilhar como a luz do sol, todo paneleiro tem a sua história e todos nós também sempre temos uma história para contar.


Vejam alguns modelos de paneleiros para se inspirar




Eu hoje acordei assim


Peço licencinha para meus leitores, mas hoje quero protestar - A água pede passagem!!!
Eu me lembro do tempo em que a maioria das ruas de São Paulo era pavimentada com paralelepípedo.

A rua em que meus avós moravam era uma delas. Claro que havia muitas ruas de terra na São Paulo de então. Asfalto só mesmo nas grandes avenidas e rodovias.

Os políticos do passado e os atuais mandam afastar todas as ruas, pois isso lhes garante votos e dinheiro de propinas (obras) e a própria população se vangloria de morar em uma rua asfaltada.
Para acontecer uma enchente na cidade era preciso muita chuva, mas muita mesmo. Hoje morrem nela. Tenho visto gente que morre dentro do seu carro por afogamento.

foto de ontem

A água que desce do céu não é mais absorvida pela terra, pois não existe mais terra, só asfalto e a continuar assim logo mais também não existirá mais Terra.

E as árvores alguém tem reparado no estado que andam?

Nessa mesma rua caminhando devagar e tentando lembrar como era fico triste em ver uma aqui, outra ali, depenadas (o termo certo é desfolhadas) troncos rachados, descascados e o pior de tudo raízes totalmente fechadas por concreto.

Com a modernidade tivemos a urbanização nas cidades e isso não acontece apenas em São Paulo onde é tudo asfaltado e as pessoas parecem ter medo ou nojo de terra, seja por causa do pó ou do barro, das formigas, bicho-do-pé, minhocas, vermes, enfim, essas coisas que vivem na terra. Aí decorre o fenômeno da imbecilidade que os jardineiros, planejadores paisagísticos e até agrônomos urbanos, praticam com desenvoltura e plena ignorância como podemos ver na foto.

Troncos de árvores com cimento em volta, no máximo uns 20 cm de cada lado do tronco para “poder entrar água”. A árvore que se vire com o tiquinho de água que pode entrar por ali.
Essa desabou na Vila Madalena
A água passa e a árvore deve ficar se perguntando: cadê aquele montão de água que passou por aqui agora mesmo?
Não penetrou na terra, não saciou a sede da árvore e nem formou lençol freático, simplesmente se foi. Com muita pressa...
Querem ver mais uma: Em menos de 24 horas os políticos conseguiram fazer um estrago a s s u s t a d o r e irreparável - Tudo isso para segundo nosso governador aliviar o trânsito (e não solucionar nada)

Carros hoje são tão importantes a ponto de cometerem atrocidades como mostra esse registro abaixo -
ABRAM O LINK É SÓ UM MINUTO
A cidade ainda é o maior pólo industrial e cultural do país, disso não há a menor dúvida, mas ver todos os dias as mesmas imagens está cansando. Talvez fosse interessante não se tapar mais os buracos da cidade e deixar que as águas da chuva formem poços ao invés de poças. Se gasta muito dinheiro com propaganda política, com licitações ilícitas, com obras faraônicas que vão não se sabe para onde se é que vão para algum lugar.

Infelizmente não é só em São Paulo que coisas como essas acontecem; Brasil inteiro tem sofrido toda sorte de calamidades e calamidade já é mais um estado brasileiro que não tem capital e vale aí o duplo sentido da frase.
A nós resta torcer para que as chuvas caiam nas áreas onde estão as represas responsáveis para o abastecimento de água e de energia, e talvez seja importante ir separando um dinheirinho para comprar galochas.

ou quem sabe um bote; que tal esse?

- Abaixo o asfalto! Só deveria ser permitido nas grandes avenidas. Nas ruas intermediárias retomemos o bom e velho paralelepípedo que permite infiltração da água no subsolo. Em volta das árvores se necessário também: paralelepípedos com 2 a 3 metros em volta do tronco.

- Abaixo as caixas de cimento murando! os troncos de árvores nas calçadas deveria ter no mínimo 1,5 metros de distância e não 20 ou 30 cm. E nesse espaço poderiam ser colocados paralelepípedos e não cimento.

Eu protesto

Um dia no mato


Anos atrás conheci a passeio Visconde de Mauá que certamente muito me inspira a escrever, a pintar, criar e me ajuda também nas poucas conclusões que vou chegando.
Lembro-me de que do alto da serra quando avistamos (eu e o marido) deslumbrados o que havia por descobrir, imediatamente nos apaixonamos pelo lugar. Frequentamos a região por anos e anos seguidos até que um dia decidimos comprar um pedaço de terra. Partimos em busca de uma vida melhor e assim nasceu a nossa pousadinha.




Ao contrário do que muita gente imagina a suposta "dolce vita" cercada de montanhas, cachoeiras, animais e gente de passos leves e fala mansa, tem também seus picos de estresse e ansiedade-além de muito trabalho.
Imaginem pessoas urbanas viverem no meio do mato, incluindo no caminho de casa alguns quilômetros de estrada de chão esburacada e em algumas épocas intrafegáveis uffa!! A cada tijolo levantado era uma festa.


As fotos abaixo não me deixam exagerar, o lugar parece ter saído de um quadro;
adeus carro...adeus...

Para começar a jornada no paraíso foi preciso dispensar algumas tecnologias; não havia telefones coisa que me deixava enlouquecida por não poder conversar todos os dias com os meus filhos, com minha mãe ou amigos; internet e celular nem pensar... De início nem luz elétrica havia e tivemos que abrir mão de inúmeros confortos, aliás, de todos os confortos.



A compensação sem duvida, era ter tempo de sobra para refletir pensar, orar e repensar o mundo e tentar vê-lo com as lentes da emoção. E eu estava muito disposta a isso.



Lá podia ficar em silêncio, gastar horas caminhando parar diante de uma cachoeira e tomar banho nas suas águas puras e cristalinas e não pensar em nada.


Podia contemplar diariamente a flora exuberante e perfumada que mostra a suas jóias em cada recanto da Mata Atlântica. Era sim a verdadeira constatação de como a vida pode ser simples.


Viver em um lugar dentro da mata que tudo está em constante movimento, onde tudo depende das estações do ano e apenas a natureza dá as ordens, não é nada fácil. Logo você vê como tudo acontece. Você planta na época certa cuida e vê crescer; há vida no solo, vida que penetra nas sementes e quando a gente as toca essa vida passa para nós, daí começamos a perceber a transformação que ocorre; - Surgem botões nas moitas, desabrocham flores nas arvores frutíferas, sente-se o perfume das flores silvestres à margem dos rios e córregos e por toda parte os pássaros voam, pousam e cantam.


Os pássaros no paraíso
São como anjos do céu
Para que tenha tanto amor
Assim na terra como no céu
Para que você se acostume
Com a vida eterna que terá
Que será cheia de graça
Como Agora em Mauá


Não existe possibilidade de você não sentir. Cercada de natureza por todos os lados aprendi que o aspecto mais humilhante que ela nos dá é a lição sobre a inferioridade do homem - A natureza é pronta, resoluta, inesgotável! Lança plantas com vigor e liberdade e quanto menos valiosa a planta mais rápido e esplêndido é seu crescimento.

Aprendi a amar e respeitar verdadeiramente a natureza, os animais e a poesia que faz pensar com o coração.

meus peludos

E foi em meio ao silencio, a natureza e a sensação de paz que me invadia que minha veia escritora foi se revelando através de insights, sonhos, reflexões e mensagens transmitidas em meditações diárias.
Meditar para mim é silenciar, esvaziar-se e agradecer.
Ali também podia ler dois ou três livros ao mesmo tempo.
Em meio a tal santuário inspirador comecei a pintar, criar objetos, inventar coisas, costurar e tudo que fosse manual.


Espero que tenham gostado da viagem

Boas idéias para o verão


Rede de descanso bacanérrima com detalhe de crochê da Denana
O verão é essa época do ano maravilhosa em que nós gastamos muito tempo ao ar livre. As horas claras do dia são longas e as noites estão mornas.
Uma interessante forma de reavivar cantos sem vida... Dá vontade de ficar parada olhando e curtir o clima bucólico da pintura.
Ventilador comum pintado com spray dourado idéia da Rose
Toalha branca com sabor de reciclagem
Toalhas brancas com o tempo costumam apresentar manchas, rasgos e até marcas de ferro de passar roupas, no entanto, não são empecilhos para que a toalha de mesa preferida seja esquecida.
Com recursos simples de costura e aplicação, a reciclagem traz à mesa modelos como esta toalha de algodão. Com o colorido da chita a toalha ganhou toque informal.


Na falta de uma piscina decente não hesite em apelar para atitudes totalmente nostálgicas quanto promover uma guerra de esguicho no quintal.
Cestinha de parmesão
Quando morava em Mauá experimentei a cestinha de queijo para servir saladinhas e aprendi a fazer, é super fácil:
Rale cerca de 300g de queijo parmesão (rende duas cestinhas) de boa qualidade.
Aqueça uma frigideira antiaderente e salpique o queijo formando um disco.
Deixe derreter e ficar na panela por cerca de 5 minutos, vai parecer uma omelete. Depois, desligue o fogo e descole a borda do queijo com uma espátula.
Separe um copo largo e não muito alto para moldar a cestinha, ou pode usar aqueles bows para sorvete, coloque o copo com o fundo encostado no queijo e vire a panela. Muito cuidado para não se queimar, porque o queijo fica pelando.
Ajeite os “babadinhos”. Deixe esfriar e retire o copo com cuidado.

Tá pronta!


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