Sobre blogs


selinhos queridos que ganhei recentemente...


Esse ganhei da Susi do Blog Copy&Past

A susi vive na Itália em uma charmosa cidade chamada Vigevano cheia de castelos e igrejas medievais próximo à Milão.


Vigevano é conhecida mundialmente por seus famosos designers de calçados, alguém duvida? As meninas da moda que o digam!


Só sei que a Susi, sai a caça de uma infinidade de coisas lindas, idéias, soluções interessantíssimas como dicas sobre decoração e de pessoas bacanas, enfim... Inspiradíssima se eu fosse você passava pra fazer uma visita e ficar ligada nas últimas novidades que ela garimpou.

Esse selinho quero agradecer para a Lidiane dona do Blog Bicha Fêmea



Senti-me totalmente abraçada e acolhida pelo amiguinho acima.

A Lidiane disse no seu blog que afora as dicas que envolvem o universo doméstico, aprende muito aqui no bloguito sobre a forma de bem viver – Puxa! Eu considero isso pra caramba.
Afinal além de fazer um bem danado para o ego, são palavras de absoluto incentivo, me deixam feliz e recompensada por saber que estou no caminho certo, que consigo ajudar de verdade.

Obrigada amiga eu também aprendo muito seu blog. É dinâmico e a dobradinha que você promove no blog “Prateleira do Bicha” e “Bicha Fêmea Convidada” é muito legal e interativo.


Com esse bate bola quem sai ganhando somos nós seus leitores, pois é um ótimo momento para a gente conhecer outros blogs e muita gente interessante.

Visitei todos os blogs que ela indicou e a maioria deles eu virei seguidora. Eu indico – Quem não conhece passa lá e
vê aqui ó
Ah neste momento a Bicha Lidiane está em crise bloguistica querendo saber a opinião de todos sobre os caminhos do blog com duas perguntinhas:

1 – O que te faz visitar o Bicha Fêmea?
2 – O que te faria deixar de visitar este espaço?


Vamos lá acabar logo com essa crise – Post

Obrigada a todos (as)!!!!

Por fazer-me sorrir, quando compartilham suas brincadeiras e dicas, por me fazerem chorar com suas histórias e dilemas, e por me fazerem imensamente feliz quando dividem comigo suas descobertas.

Yvone

A Empregada Doméstica


Quando abordei pela primeira vez esse tema no Cyber Amélia, há cinco anos percebi que o assunto rendia muito como rende até hoje. Se estiver com pressa cumadi passa mais tarde porque ainda tem pano pra manga.
Encontrar essa profissional nos dias atuais, além de luxo para poucos ainda continua sendo uma tarefa difícil.
Tive várias delas na minha vida e por coincidência ou não anos mais tarde fui chamada para dar cursos e treinamento para empregadas domésticas, arrumadeiras, copeiras dentre outros, para que pudessem aprender desde apresentação e higiene pessoal, redução de desperdício, armazenamento etc.


Hoje existe na minha vida a Rosangela que já trabalhou na minha casa em épocas em que eu nem sempre podia estar muito presente. Mas ela estava lá, cuidando de um monte de coisas olhando e participando da educação dos meus filhos adolescentes; suporte inestimável (impagável) na minha vida.
Atualmente ela é nossa gerente da “pousadinha” construímos uma casa para ela no local onde mora com a família. - Ela tem a chave de tudo, cuida dos outros empregados, faz pagamentos, distribui tarefas, sabe onde está tudo, como conserta quem tem que chamar, faz as compras, cuida das contas. Em suma: ela é pessoa da mais absoluta confiança.

Mas não começou assim sabendo de tudo não. Quando eu a conheci ela apareceu para a primeira entrevista acompanhada do marido e ficou há uns dez passos atrás dele, tinha saído da roça e mal sabia falar.
Só fiz uma pergunta para ela: Você tem vontade de aprender? (eu estava precisando e disposta) ela respondeu de pronto: - muito. É o que mais quero nessa vida”. 

Aprendeu tudo e mais um pouco. Concluiu o ensino fundamental e médio e mais tarde fez mais cursos no SENAC e nunca mais parou de estudar.

Quando recém casada com um filho pequeno e dura cheguei a trabalhar em até dois empregos.Os tempos eram difíceis e eu e meu companheiro tínhamos que ralar dia e noite. Aquela coisa brava mesmo começando a vida, pulando de emprego em emprego, às vezes arriscando em projetos e negócios próprios, tentando não ser um assalariado maldito pro resto da vida.Então, nessa de precisar passar a maior parte do tempo na rua feito mulas a cria ficava nas mãos de Deus. E o que Deus me deu? As domésticas!

E é sobre elas que vou falar e devo dizer caros leitores que as maiores e mais incríveis figuras que já conheci na vida limpavam o meu banheiro.
São bem verdade que umas eram descontroladas, outras engraçadas, outras extremamente puritanas, ou ainda teen-agers (de espírito), mas todas maravilhosas. Uma boa forma de analisar a humanidade é ter várias domésticas por perto. Mas uma de cada vez senão você é quem morre doido.

A Lia era uma dessas criaturas que Deus me mandou e trabalhou em casa quando eu era bem novinha, nessa época já tinha tido meu segundo filho.
Mas houve um episódio muito marcante e totalmente inesperado.
Meu filho mais velho era um verdadeiro capetinha e a coitada foi trabalhar numa casa onde dentre várias tarefas tinha que cuidar de um capeta.
A lembrança que marcou foi que um dia chegando do escritório encontrei a Lia trancafiada no banheiro chorando e soluçando e do lado de fora estava meu filhinho batendo na porta pedindo desculpas pra ela, tipo: “Lia, por favor, não conta pro minha mãe! Desculpa! Desculpa!
"Sério, o que uma criança de CINCO anos poderia ter feito pra desesperar e desmontar uma mulher feita? Na hora que vi a cena pensei comigo; tai a pessoa mais descontrolada que eu já conheci.
O causo é que a coitada estava grávida e não sabia quem era o pai. Para complicar ainda mais já tinha uma filha pequena que não podia cuidar e que estava sob os cuidados da mãe no interior de Minas Gerais.
Apesar de na hora que soube da gravidez achar que meu mundo tinha caído (já tinha minha família  filhos pequenos e uma moça grávida e desesperada morando na minha casa) consegui dar um final feliz àquela história e tudo acabou bem no final. Ficamos juntas por mais de sete anos. Tenho saudades dela até hoje.

Depois veio a Marinalva ela era pernambucana, gordinha, baixinha e simpática. Não sabia fazer quase nada direito, mas era esperta. A típica gordinha legal que vive rindo sempre com aquela camisetinha suja de água sanitária. Depois de alguns meses na minha casa confessou que não entendia nada de serviço doméstico e que anteriormente tinha sido motorista de táxi -Pasmei!!
No final da sua estada conosco ela aprendeu o serviço e até nos surpreendeu.
Despedimos-nos entre abraços e beijos e lágrimas quando fui embora do estado. Ficamos amigas óbvio.

No Rio conheci a típica trabalhadora carioca da zona norte, tão bem retratada em nossas novelas chamava-se Salomé.
Era bonitona andava sempre arrumadinha com calça jeans apertada (Gang) e regatinha justinha. Era cheia de histórias sobre a comunidade em que morava, histórias sobre a escola de samba que desfilava, contava como era o tráfico no morro e até sobre corpos estirados pelo meio do caminho que era obrigada a passar para chegar ao ponto de ônibus. Ela adorava a escola de samba e não perdia um ensaio. Uma vez ela me emprestou um cd dela pra eu gravar, na hora achei que ia odiar. Esquecemos do tal cd e acabei dando balão na coitada, tô com o cd até hoje. Ô malvadeza!

Ainda no Rio de Janeiro, conheci a Nilza carioca de Niterói, alta e magra, de poucos sorrisos e muito calada (o que eu aprecio).
Assim que comecei a entrevista-la e já me animando por finalmente ter conseguido alguém que considerava ideal para aquele momento, combinando os detalhes da contratação ela lançou um olhar de desprezo para a minha cadelinha Tuca que eu amava de paixão a qual passou o tempo todo no meu colo durante a entrevista e disse: - "Quero avisar que eu não levo cachorrinho pra passear não”, com aquela cara de quem não gosta de bicho.
Aquilo me desconcertou completamente. A Tuquinha era a alegria da nossa casa, era tratada como se fosse um ursinho de pelúcia, quem tem esses bichinhos dengosos sabe do que eu estou falando.
Respirei fundo agi como se não ouvisse o comentário e contratei assim mesmo.
Duas semanas depois ela e a Tuca se tornaram amigas inseparáveis.
Adivinhem para aonde a adorada Tuquinha ficava hospedada quando a família ia viajar? Na casa da Nilza. E como não bastasse ainda colocava o pobre gato da Nilza pra correr. Ficou conosco 4 anos.
Levei um bom tempo para entender a complexidade desse universo sobre a vida de um trabalhador doméstico.Essas pessoas não têm praticamente nenhuma outra chance de emprego na vida se não for ocupando esta posição.Precisam trabalhar muito cedo para ajudar suas próprias famílias e nessa trajetória frequentam a escola (quando frequentam  durante um curto espaço de tempo e depois a abandonam porque precisam trabalhar e criar os seus próprios filhos.
Como ir à escola se é preciso estar no trabalho durante todo o dia?
No retorno às suas próprias casas têm a outra jornada do cuidar de seus maridos, companheiros ou namorados, da casa, dos filhos, enfim. Resta pouco tempo para pensarem em si próprios e serem felizes.
As oportunidades são poucas; as escolas públicas dilapidadas; os professores mal remunerados, escolas sujas e sem segurança. Isso sem falar na total falta de quem lhes assegure saúde e um pouco de lazer.
O poder público está pouco interessado nisso. Assim vamos perpetuando um círculo vicioso que incentiva a manutenção desse cotidiano dos empregados domésticos sem outra chance de crescer na vida.

Por mim posso dizer que se hoje eu posso exercer as minhas atividades profissionais, estudar ou produzir minhas artes, escrever minhas colunas, viajar a trabalho com certa freqüência é porque eu tenho uma “Rosangela” na minha retaguarda dando o suporte necessário para que eu possa ocupar o meu espaço público.

Penso que em um país como o nosso com tantos problemas básicos ainda por resolver, nós que ocupamos melhores posições que temos nossas profissões e carreiras temos o dever de ajudar e incentivar essas pessoas que trabalham ou poderão vir a trabalhar para nós em nossas casas, permitindo que tenhamos nossa carreira enquanto elas silenciosamente, domesticamente, respeitosamente, cuidam de nós.

Se quiserem  em outro post passo para vocês as minhas dicas de como contratar e como orientar seus funcionários domésticos.
Abaixo deixo um link bem legal e atualizado sobre o que diz a lei dos direitos e deveres do trabalhador doméstico.
http://www.domesticalegal.com.br/diarista.asp

Brasil - O Encanto da arte do cotidiano

Já contei aqui que tudo que aprendi até hoje sobre artes manuais foi dentro de casa. Observando aqui e ali, aprendi com as avós, as tias e a mamãe. Muitas daquelas idéias e jeitos de fazer têm haver com quase tudo que faço hoje. Senta que lá vem história.
Posso dizer que reinvento todos os dias, sim, porque todos os dias surgem novas idéias, novas técnicas mais fáceis, materiais ecológicos... A criação brasileira se manifesta com força e beleza em cada canto do país.
Recentemente tive a oportunidade de confirmar esse fato muito de perto.
Tivemos (eu e uma prima) uma pequena lojinha de produtos para a casa e um pouco de acessórios de moda num bairro bem legal aqui em Sampa.
Vendíamos de tudo um pouco, mas sem dúvida o que era artesanal, repaginado ou reciclado, não esquentava nas prateleiras de jeito nenhum.
Ali aprendi muito e conheci um novo universo e reciclei idéias! Por esse lado foi muito gratificante mesmo. Aliás, meu conceito de super homens e mulheres bem sucedidas mudaram totalmente.
Éramos procuradas por empresas grandes para bolar brindes de final de ano, por escolas, por empresas de evento, enfim por pessoas que viam possibilidades diferenciadas em presentear com idéias novas e personalizadas.
Acompanho de perto a reviravolta que a internet promove todos os dias, percebo pessoas jovens bem educadas com ensino superior, diplomas e especializações variadas, se dedicando a fazer trabalhos artesanais e isso parece ser um fenômeno mundial. Esse novo perfil de artesãos e negócios vai crescendo dia a dia com o surgimento de sites, blogs e comunidades on line.

O que mais curto nisso tudo é ver o trabalho artesanal sendo valorizado como merece. Hoje por exemplo, mães que optam em deixar seus “bons empregos” para criar os filhos encontram independência e valorização numa atividade manual sem abrir mão do tempo com a família ou bem estar.
Podem reparar produtos artesanais, reciclados, produzidos com cuidados ambientais estão cada dia mais valorizado, ninguém agüenta mais consumir produtos chineses de produção massiva, pior escrava e de qualidade duvidosa.
Tá certo! Dependemos das grandes indústrias e de uma parafernália de produtos e tecnologias e eu gosto de comprar bons produtos, máquinas, utensílios, eletrônicos de ponta... Precisamos de dinheiro, precisamos viver com dignidade e isso é muito positivo para a economia.
Mas, também é mais do que hora de olhos atentos garimpar tesouros escondidos em rios, serras e vales. Um bom momento de se reconhecer nas redes de D. Pedro II, no Piauí; de se abrigar nas mantas de lã dos pampas gaúchos; de enfeitar a casa com rendas do Ceará e de Santa Catarina... De lembrar a infância e sorrir com as galinhas de quintal, presentes na arte popular de norte a sul, de leste a oeste.
Tem muito trabalho por ai feito em casa ou não, bem cuidado e elaborado, com uma cara mais moderna, diferente pronta para atender sob medida o consumidor conscientemente que sabe fazer conta de custo beneficio – Isso é bom demais!

Entretanto o trabalho artesanal e cuidadoso deve ser consumido e valorizado pelo que é em si, ou seja, quando desejamos um objeto para a casa, para aquele canto especifico ou quando queremos presentear alguém com personalidade, ou ainda quando saímos à caça daquela peça perfeita que falta em nosso guarda roupas... Não as encontramos nos shoppings centers, nem na revistas de moda! Muitas coisas são feitas sob medida e hoje num mundo cada vez mais impessoal, onde se compra a rodo e a toda hora, acho que consumir de maneira consciente aumenta e diversifica as opções de compra, alegra os olhos e faz bem danado para a alma!
Essa almofada é da Samariquinha
A Boina é do Pessoal da Paranoarte de Brasília
Mas não é só de gente jovem que vive esse mercado não. A mamãe é um bom exemplo.
Hoje no auge dos seus 76 aninhos, viúva há mais de 20 anos, vive com bastante dignidade e do trabalho dela como artesã. Mora bem, paga suas despesas, investe nas suas criações, tem vida profissional ativa e pasmem! Não perde nenhum curso novo.
Além disso, é sempre convidada para expor em feiras, bazares descolados e atualmente também é fornecedora exclusiva de uma loja badalada nos jardins.


Sem nenhum problema de saúde, completamente lúcida e acreditando que Ronaldo Fenômeno vai marcar pelo menos 30 gols este ano. Não perde nenhuma partida dos campeonatos favoritos e é frequentadora assídua de bingos clandestinos (desculpe mamãe te entreguei).
Ah, só mais um detalhe: ela odeia, essa é palavra odeia tirar fotografias. Sempre coloca a mão na cara para não aparecer nas fotos. Essa imagem foi do último dia das mães  portanto, é uma raridade.
Se você gosta de artesanato sabe fazer, têm boas idéias, gasta sua energia criando cada vez mais coisas incríveis, vale terceirizar sim tem muita gente que gosta mais da produção e precisa de trabalho. O lucro diminui? Em parte.
Se pensarmos no lucro não somente financeiro, mas pelo bem comum desenvolvendo parcerias, distribuição dos produtos, sem perder o foco artesanal, fica equilibrado e quando aprendemos a dividir ganhamos mais.

Então se me permitem gostaria de deixar uma sugestão para pensar:
Se a profissão que você escolheu não te garante direito nem o "certo no fim do mês, Por que não?!!Afinal, estamos nessa vida e passamos tão pouco tempo nela... Nesse caso não seria melhor experimentar respeitar a própria individualidade? Valorizar sua criatividade e ficar mais de bem com o mundo?!
E viva o mundo criativo!!!
Somos muito diferentes então por que parecer iguais?
Impossível citar ou mostrar todas as pessoas geniais espalhadas pelo nosso Brasil, ONGS, Artesãos, Estilistas e Designers...

Mas, compartilhar idéias, compartilhar amor, compartilhar emoções. É o que nos faz mais vivos e felizes! Eu me sinto assim.

Você faz xixi no banho?

Com essa simples pergunta, que exige apenas um clique no “Sim” ou “Não”, o site da campanha SOS Mata Atlântica (lançada em maio passado) pretende contabilizar o número de internautas que fazem xixi debaixo do chuveiro e contribuem, assim, para o meio ambiente.

A proposta visa mobilizar as pessoas para a preservação do meio ambiente e mostrar que uma descarga evitada por dia, resulta na economia de 4.380 litros de água potável por ano. Sei que essa medida não salva o planeta, mas se fizermos o chamado “TRABALHO DE FORMIGUINHA” podemos chegar lá.

Quando você lê o nome do site, deve achar que é apenas uma piada, mas não é, é uma campanha séria!
Você entra no site xixi no banho e lá, ele te explica como você pode ajudar a economizar água apenas com essa atitude – que seus pais sempre criticaram quando você era criança!

O
site é cheio de interatividade. Vale à pena entrar, navegar e, claro, votar.
Quem sabe não conseguimos trazer mais adeptos do “Sim” para o nosso lado através de um bom exemplo?

E então, preparado para fazer parte desse movimento? Você já fazia mesmo sem saber? Comente!

Eco beijos

O Barato da Feira

Quando era pequena uma das minhas tarefas em casa era acompanhar minha mãe à feira toda semana. Minha função era empurrar o carrinho e arrumar os alimentos para que coubesse tudo que ia ser comprado. Nossa me sentia importante rodando as barracas para conferir a consistência das frutas! Imitava mamãe.

Ganhava um monte de presentes dos feirantes para experimentar as coisas - De lascas de queijos a rodelas de abacaxi, comia tudo que me ofereciam por lá. De quebra no término das compras meu presente era liquido e certo o pastel acompanhado do caldo de cana - Carne, queijo, palmito, pizza – era serviço duro escolher. Deu água na boca aqui, só de lembrar.

O bicho pega mesmo é na hora da xepa, termo usado para designar o horário do fim da feira, quando os produtos passam por uma queima de estoque.
No começo da feira, logo de manha os produtos estão fresquinhos e bonitos, então tem o preço normal de mercado, mas no fim os produtos já mais estão menos escolhidos, por isso ficam mais barato. Então era (e ainda é) nesse horário que a mamãe deixava o preparo do almoço rapidinho para aproveitar as ofertas do fim da feira que acontece entre meio dia e duas da tarde.

Hoje quando entro numa feira é como se abrisse um atalho para o passado, o primeiro sentido que grita é o olfato.
O ambiente é dominado por aromas cítricos, doces, fortes, suaves que se misturam num degrade característico de uma das mais fortes tradições culturais da humanidade: o mercado – atendido aqui pelo nome de Feira Livre.

Entretanto, devo confessar que faço um esforço inútil para fazer vista grossa para a desorganização, sujeira que fazem alguns dos feirantes, mas reconheço a grande contribuição que nos dão (mesmo sem terem essa consciência) pela preservação de hábitos relacionados com os nossos costumes de antigamente.
Na feira aprendi também as manhas do mercado ao ar livre.

O fato é que nas feiras sempre se pode ver coisas incríveis que nem sempre é lugar-comum, bregas ou caricatas, onde a monotonia com certeza não vigora.
Sempre que passo por uma feira livre peço aos anjos que ela nunca morra e leve os restos mortais das minhas lembranças que se perdem na estrada da modernidade.

Bom vamos a ela então.
Escolha uma roupa e calçado bem confortável e prepare-se para a caminhada.
Além das ofertas das frutas, legumes e verduras da estação, o passeio é ótima oportunidade para garimpar preciosidades para a sua casa.
Não tenha pressa nas negociações nunca se sabe o que há de interessante na barraca adiante, além disso, de uma venda para a outra o preço e a qualidade podem ser diferentes.
Olho clinico e pechincha garantem bons e baratos achados.


Lembram dos caixotes
O barulho das panelas batendo é marca conhecida numa feira livre, pelo menos em São Paulo.
A barraca que conserta panelas fica em cima de um caminhão. Quem passa olha e quem precisa pára. Ele fura, raspa, parafusa, martela. E faz qualquer tipo de conserto.
Meses atrás levei uma leiteira super bacana que era da minha avó porque sempre que precisava ferver uma água, pegar um leite, a bicha escorregava querendo cair o cabo. Ficou novinha!
Conversando com o Sr do caminhão soube uma das coisas que dá mais reposição(até os dias de hoje)é o cabo do caneco,bules e panelas morri de rir.

Sabem as barracas que ficam ao lado do caminhão que conserta panelas?
Pois então, a feira tem lá sua logística na mesma calçada você encontra também a barraca que vende miudezas; ralos para a pia da cozinha, bico de borracha para torneiras e mangueiras, ralador de legumes, abridores em geral, e até aquelas marmitas de alumínio que podem virar charmosas caixas para guardar coisas miúdas nas gavetas da cozinha ou do banheiro.
Balde para roupas de alumínio também vira (cachepo) para vasos ou flores, alem disso as opções para os de plásticos são maiores do que nos supermercados, por exemplo. Outros atrativos das feiras são os modelos de vassouras que não costumamos ver nas prateleiras dos supermercados.
Sacolas Coloridas para vários tipos de usos. Dá para escolher mesmo.

Eu já fiz as minhas R$ 7,00 cada


Na hora da baciada a sacola pode ser a sua melhor amiga. Na feira há uma infinidade de sacolas descoladas feito essas que a gente vê nas revistas de moda muito usadas no verão para uso diário.

A feira é especialmente indicada também para comprar:
- Peixe fresco - filé de pescada branca e sardinha são imperdíveis na feira e absolutamente irresistíveis! Mais perto do final da feira é praxe os preços abaixarem bastante.
- Pimenta moída na hora, couve picadinha;
- Ervas seca e especiarias (cominho, noz moscada, colorantes, anis, cravo, canela etc).
- Ervas frescas de todos os tipos; pimenta de cheiro, ervas aromáticas para banhos e chá, bucha natural etc.
- Coco ralado na hora – só encontro nas feiras.

É um ótimo lugar também para lambiscar frutas, conhecer as verduras, legumes, frutas da estação, lembrar do passado – e conhecer mais sobre frutas e legumes. Na feira você aprende na prática com a degustação sobre vitaminas de tudo.

Diversão garantida e adeus dieta!
Somente nas feiras você consegue montar seu próprio pacote de biscoitos e petiscos com sabor caseiros favoritos – Um luxo!
Antes de reescrever este post passei na feira aqui perto de casa para ver se ainda continua a mesma.

Caminhando por entre as barracas me surpreendi ao ver que os feirantes continuam mimando seus fregueses com degustação de frutas, slogans bem humorados para vender seus produtos e com as velhas dicas para lá de preciosas.
Tudo em nome de uma clientela fiel e mal acostumada.

Ah, ir à feira e não comer pastel? Nem caldo de cana? Você só pode estar brincando.

Opa! já ia me esquecendo, - Que tal aproveitar e levar flores frescas para casa?!
É Bom Feng Shui!
Boa Feira!


Visualizações

Arquivo

Categorias