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Por uma vida mais leve

Muito se tem falado em desapego: desapego em relação a bens materiais, ao dinheiro, às pessoas ou a um relacionamento, desapego em relação a uma situação que incomoda e persiste ou até mesmo o desapego quanto à situação feliz que já passou, mas que por insistência ou falta de treino ainda estamos demasiadamente apegados.
Esta semana em uma das minhas incansáveis busca por uma vida mais leve, por mais espaço e praticidade fiz mais uma daquelas arrumações que quando você termina se sente mais leve...
Uma das coisas que mais gosto de fazer, é organizar o guarda-roupa e armários em geral e aproveitar para tirar objetos que não uso mais.
Hoje divido com vocês apenas três passos que aprendi ao longo dos últimos anos que me ajudam a praticar o desapego.

Em primeiro lugar pense e analise comigo: Objetos, móveis ou roupas devem ser usados. O que é usado constantemente nos faz feliz, fica à mostra na estante, nas paredes, na sala, no sorriso, nos encontros.
Então, fique atento: Percebeu que tem coisas que não estão mais cumprindo a função, passa para frente para que ele volte a ter utilidade junto a quem precise (pense nas pessoas mais intimas ou nas instituições). Em meio à arruação percebi que tinha um aparelho de som antigo, mas ainda em bom estado de uso que não usava há séculos – Doei para uma amiga. Ela ficou tão feliz que eu ganhei a semana.

O segundo passo é analisar fria e conscientemente se você ainda se identifica com os objetos ou roupas. Na maioria das vezes percebemos que tem coisinhas entupindo todos os cantinhos da casa que não tem mais nada haver conosco. Dá para preservar muitas coisas, peças mais clássicas, por exemplo, que nunca saem de moda.

Por último não tenha medo de se arrepender! Desentulhe-se, abra espaço para o novo e se permita a novas sensações - Se mesmo assim ficar em dúvida sobre reter ou não alguma coisa faça uma experiência pessoalmente: Guarde uma seleção de peças que não usa mais em algumas caixas ou malas durante seis meses para testar a possível falta que elas farão.

Praticar o desapego é um hábito que acontece de dentro para fora, não adianta forçar, deve acontecer como um tratamento – Você quer parar de fumar? Quer emagrecer? Quer ter uma vida mais saudável? Você sabe o que tem que fazer. Esse pequeno selinho peguei no blog Denefrestando, num ótimo post sobre a arte de praticar o desapego – Junte-se a nós!
Exercitar o desapego é assim também você só precisa querer.


Reforma e desapego

Quem costuma visitar esse blog deve lembrar-se de algumas das reformas e transformações que já realizei ao longo destes anos nas casas onde moro e morei.
Hoje estou postando para dizer que este blog não esta abandonado. Sou eu que ando ocupada. Estive às voltas com a segunda etapa da reforma do apartamento em São Paulo que iniciei no final de 2008. 
AQUI e AQUI

Desta vez reformei os dois banheiros e aproveitei também para mudar alguns conceitos.
Mexe aqui e ali e logo surgem mais outras tantas coisas que precisam de reparos e ajustes; refazer sinteco, ajustar portas e janelas, pintar tudo novamente... E se você não tomar cuidado não acaba nunca mais. Graças a Deus estamos chegando ao final da etapa e desta vez, resolvi também não ter pressa de colocar tudo no lugar. Não vou trazer nada da minha casa em Itu, porque por lá ainda estou destralhando e deixando apenas o necessário.


Tive a sorte de ser apresentada por uma grande amiga a uma arquiteta bacana e bastante consciente que captou minhas atuais necessidades e me ajudou a realizar a empreitada. Se não houver um bom planejamento, mão de obra qualificada, responsabilidade e bastante entendimento, além de você gastar mais e depois ainda ter que refazer e amargar prejuízos, a obra vira uma guerra que no final, acaba arruinando a sua saúde, as suas finanças e até a sua relação. É pura ilusão achar que pode dar conta de tudo sozinha, um arquiteto é imprescindível para ajudar a enxergar algumas coisas importantíssimas que passam despercebidas.
“Andei pensando nessa história de simplificar, e vejo que passei a primeira metade da minha vida querendo ter as coisas – todas as coisas – e estou passando a segunda metade querendo me desfazer das coisas, e ficar apenas com o essencial.” (Danuza Leão – É Tudo Tão Simples).

Eu também tenho me sentido assim. Tem sido praticamente uma necessidade que se apoderou de mim. Quero me livrar das coisas e criar espaços para o melhor - Espaço nos armários e nas gavetas, nas agendas, pra pensar, pra brincar ou não fazer nada, pra se divertir com os amigos, com a família, pra experiências novas.
Olhando agora pra este espaço quase vazio, me dei conta que preciso mudar a forma como tenho olhado pra minha casa, pras minhas necessidades e pra minha capacidade de obter o melhor.
Com poucas coisas dentro de casa, o processo de arrumação ficará muito mais fácil e tudo que a gente tem que fazer é seguir a velha máxima de “um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar”.
Bom, estou apenas começando minha jornada de desapego, é um exercício imenso. Nessa jornada eu vou me livrar de tudo o que me estressa, me distrai e é desconfortável, e vou manter tudo o que me traz alegria e uma sensação de bem estar. Vou eliminar todos os excessos e descobrir quem eu realmente sou.
Exercícios 1 e 2  Desapego e Desapego

Boa semana e bom destralhe pra todo mundo!

Exercitando a frugalidade

Viver frugalmente está na moda. Seja pela crise mundial ou pelo despertar de consciência sobre o consumismo, quem decide viver com mais desapego não precisa abdicar de tudo de bom que a vida tem para oferecer, mas deve passar a se preocupar em aprender a gastar com mais consciência e inteligência.

Tenho encontrado muito conteúdo em sites e blogs falando sobre frugalidade e hoje resolvi contar aqui um pouco da minha percepção sobre essa atitude. Quando comecei comecei a repensar meus hábitos de consumo, além de reduzir minhas despesas passei a viver uma vida com menos peso na consciência, nos armários e com mais leveza na alma. 
Pequenas atitudes todos os dias nos levam pra esse caminho. 
Primeiro temos que questionar a todo tempo nossas necessidades, depois temos que reduzir nossos luxos aos que realmente não conseguimos abrir mão, e por último temos que nos livrar de algumas coisas. Aprender a desapegar é buscar levar uma vida cada vez mais simples. 
Não é fácil confesso, mas podemos tentar buscar o equilíbrio entre o que se quer e o que se precisa. Cada um claro de acordo com seus valores pessoais, mas o importante mesmo é desenvolver uma consciência sempre alerta.
Exercitando o desapego - Aquiaqui e aqui.  

Mas confesso que nem sempre agi assim. Um problema que eu via nas minhas contas no passado é que eu me preocupava com grandes gastos e não refletia sobre os pequenos. Quando chegava a fatura do cartão eu via que a soma das ‘besteirinhas' era bem maior do que os grandes gastos que eu relutava em fazer. Só ficou claro quando comecei a controlar minhas finanças no detalhe passando a fazer um balanço ao final de cada mês. Percebi que é melhor segurar vários pequenos gastos com o que não preciso ao invés de cortar alguns gastos com o que me faz mais feliz. 

Nessa jornada até aqui vivo tentando manter-me num meio termo entre ser frugal e perdulária, sempre fazendo uma reflexão antes de comprar exercitando minha consciência. 
Não compro mais nada na hora por impulso, se tenho vontade de comprar alguma coisa pergunto-me se eu preciso realmente daquilo. Saio da loja dou uma volta e espero outro dia. Isso geralmente me mostra que estou apenas empolgada com o que quero comprar - um sentimento que geralmente me abandona após a compra. Quando minha reflexão é feita e ainda assim minha compra se justifica vou lá e compro (obviamente estou falando em valores que não vão fazer um rombo nas minhas finanças. Se estiver pensando em um imóvel, carro ou viagem cara, não é tão simples assim). Dentro do possível compro o que me dá prazer, mas sem ostentação. 

As coisas têm um fascínio poderoso sobre nós. Desejamos algumas ou várias coisas que o dinheiro pode comprar. A gente se acostuma a ter luxos que não precisamos e a gastar dinheiro com coisas que poderíamos viver sem. Então lá se vai o suado dinheirinho em celular último modelo, na troca do carro por um novo, na compra de um apartamento maior, naquela viagem fora de hora e cara, nas roupas que apareceram na revista, na TV, no restaurante top que você viu no Guia da Cidade. Então isto se torna um costume e você vira escravo do dinheiro.

Bom, no momento tenho feito as minhas contas, faço meus aportes poupo meu dinheiro, mas lembro que estou viva agora. A medida da minha frugalidade é economizar em coisas que não me fazem falta permitindo-me todo mês a abrir mão de mais uma coisinha. 

Prometo voltar aqui com mais dicas e descobertas sobre levar uma vida frugal, até porque implementar um orçamento e ver resultados tangíveis demora um tempo.

E você? Tem alguma experiência de desapego para contar? Escreva nos comentários!
E viva o caminho da frugalidade!

Desapega e liberta-te


Não é a primeira vez que falo sobre desapego aqui no blog. Descobri ao longo do tempo que exercitar o desapego é um hábito que acontece de dentro pra fora, não adianta forçar deve acontecer como um tratamento – Você quer parar de fumar? Quer emagrecer? Quer ter uma vida mais saudável? Você sabe o que tem que fazer. Desapegar é libertador. Mas, dói eu sei.

Lembro da dificuldade que senti quando comecei a minha fase de destralhe e de cara percebi que jogar coisas estragadas ou velhas e que não serviam mais era só a ponta do iceberg. O exercício tem graus de dificuldades diferentes.
Somos tão apegados a certos comportamentos e hábitos que nem nos damos conta. Carregamos sem perceber pensamentos que já não servem mais, conselhos e crenças que não fazem mais sentido, o que pode ser consertado, refeito, mudado, mas que já não nos cabe mais entende?


Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) desapegar de recordações que machucam, de sentimentos e às vezes até de pessoas. 
Jogar fora o que te pesa e te afasta cada vez mais de você mesmo. É mais ou menos como destralhar a casa, chega uma hora da vida em que é preciso sacudir os tapetes, as cortinas, arrastar móveis e faxinar todos os pontos em todos os cantos para que o novo seja bem-vindo quando a poeira sair, para que a mudança se concretize e a gente possa de fato sentir a leveza que dá na alma quando só fica o que realmente importa e nos faz bem.

Praticar o desapego não é uma tarefa fácil, mas a cada descarte nos sentimos mais leves, mais conectados com o universo nos lembrando sempre de que há espaço sim para o que tanto buscamos. Só deve ficar o que realmente nos faz crescer e evoluir em direção ao nosso propósito maior de sermos nós mesmos em todos os momentos. Não deve haver espaço para restos; metades ou partes de nada nem ninguém.

Estou praticando e confesso que ainda é difícil, doído, sofrido, mas eu sei que vale a pena. Por mais e mais camadas de hábitos, sentimentos, pensamentos, ou crenças que foram se acumulando em todos os lados e cantos, acredito sinceramente que destralhar os poros esta valendo cada gotinha de suor.

Desapegar é deixar morrer o que for preciso para que entre mais vida na nossa vida.
Encerrar um ciclo. Inventar um novo começo.
E é desse espaço que a gente precisa. Ou não?

Exercitando o desapego

Imagem We heart it

Nunca se falou tanto em desapego como nesta última década. Na internet, na TV e nas revistas somos bombardeados por dicas e exercícios para nos ajudar a não acumular coisas, lembrando-nos da importância em abrir espaço físico e mental para o novo; eu mesma já escrevi aqui no blog várias reflexões sobre esse assunto.
Eu nunca doei e joguei tanta coisa fora! Tenho passado os últimos três anos em pleno processo de destralhamento e ainda tenho muitas coisas que não uso tomando conta de alguns espaços. Joguei milhares de coisas fora (doei, reciclei, vendi algumas) e acreditava que só o essencial tinha permanecido. Poucas e boas coisas esse também era meu lema. 
Quanto à questão pessoal, em relação a atitudes e hábitos, pensava estar relativamente bem resolvida. Aham... Ledo engano mesmo.
Em meus exercícios diários na tentativa de simplificar a minha vida descobri que jogar coisas estragadas ou velhas e que não servem mais, é só a ponta do iceberg, e ainda é pouco. Difícil é abandonar aquelas coisas novas e impecáveis que você não usa mais. Sabe aquele faqueiro maravilhoso com trocentas peças que você não usa há dez anos? Ou aquele móvel clássico e lindo que simplesmente não combina mais com seu novo estilo de vida, mas que você insiste em carregá-lo de casa em casa? Por que guardar essas coisas?

A cada dia que passa nessa fase de desentulhar-me descubro também que esta tarefa é muito mais difícil do que eu pensava e não é a toa que esse tema tem rendido boas e importantes discussões – de Budistas a ambientalistas.
Semana passada comecei juntar forças para encarar de forma mais prática os objetos de maior valor. E ai descubro que ainda não estou pronta para me desfazer de todas as coisas, algumas estão lá porque me fazem sorrir cada vez que olho para elas. Tenho consciência de que a casa não ficou cheia de tralha da noite para o dia (algumas coisas foram acumuladas durante uma vida inteira), nem ficará vazia tão rapidamente. O processo de desapego é diário, fazendo um pouquinho ali, um pouquinho aqui

Não sofro também por ainda sentir um aperto no coração quando percebo que tenho de me desfazer de determinados objetos. Só não quero que esse sentimento tome conta de mim com coisas do dia a dia que não possuem mais utilidade nem qualquer significado, principalmente porque tenho percebido que muitas coisas mantinha somente pelo hábito. Na verdade, desapegar-se de coisas materiais significa reconhecer que tudo o que se faz nessa vida é temporário e nada do que se possui aqui poderá ser levado quando você se for.

Não sinto falta de nada que descartei, não preciso mais das coisas para construir minha identidade, o que provavelmente fosse bem verdade quando era mais jovem. Então posso perfeitamente abrir mão delas. Até agora tenho conseguido.

Desejo que você encontre sabedoria ao lidar com os objetos que tiver guardado e já aviso que não é fácil. Trata-se de um exercício diário e muito emblemático. Hoje, começo mais um dia e estou exercitando me desapegar definitivamente da preguiça de sair para caminhar. E você? Quer se desapegar do que?

Resgate a simplicidade

Tenho me perguntado com muita freqüência, se deveria escrever mais sobre desapego. Elaboro um texto com todas as variáveis que apliquei sobre essa caminhada até aqui e tudo que me lembrasse. O menos continuaria a tomar conta dos armários da cozinha, da sala e de pessoas. Tudo o que restaria seria fundamental. Um conceito que se definiria com base naquilo que eu considero essencial. Poderia escrever sobre isso, sem nenhum problema. Contar como há mais espaço à minha volta, falar sobre o que eu continuo dispensando e doando, sobre o que eliminei e apaguei, mas ando distraída.
Como posso escrever sobre as vantagens do desapego, quando os meus dias estão envoltos em conversas que não quero que acabem, experiências que me abrem mais horizontes e estados que me fazem ansiar por mais, e não por menos. Cheguei à conclusão que não o poderia mais fazer.
Por isso, sem mais, nem menos, faço deste texto uma espécie de nota de apresentação ao que está para vir.
Aos momentos que enchem os meus dias.
Aos recantos que me enchem de inspiração.
Ao conhecimento, à calma e à beleza.




 Muita gratidão!

Mude-se


Quem nunca acordou um dia sem saber direito o que fazer ou para onde ir? Em seguida dominado por um sentimento enorme de vontade imensa de mudar… mudar de casa, mudar a cor da parede da sala, mudar os móveis do lugar… com a sensação de que isso iria de alguma maneira movimentar a energia estagnada que o estava deixando tão sem rumo? 
Senti-me assim muitas vezes mesmo afinal a mudança é latente em nós. De fato isso muda a energia e ajuda bastante, porém é preciso mais… 
É preciso colocar nestas mudanças toda sua fé e força. Essa fé não está necessariamente relacionada à religião tem a ver com força pessoal, equilíbrio psíquico, serenidade para aceitar a circularidade do tempo e coragem para construir um novo modelo mental. Somente assim você perceberá que aquele conflito todo se foi e que realmente mudanças estão acontecendo.
Então só para começar experimente um mergulho para dentro de si mesmo, experimente olhares diferentes para coisas que pareçam obvias, por exemplo.
Hoje gostaria de dividir o texto abaixo de autoria desconhecida que caiu na minha mão dia desses. Como sou daquelas que acredita que nada é por acaso quero dividi-lo aqui. 

O texto nos apresenta reflexões simples que podemos precisar para que mudanças de fato aconteçam.

“Chega um tempo na vida da gente que sentimos a necessidade de mudar, seja de casa ou de nós mesmos.
Largar coisas muito enraizadas e profundas, mas que já não servem mais. 

Então surge a ideia de olhar casas novas em todos os sentidos… 
Quem sabe algumas em ruas estreitas que precisamos percorrer ou outras que fiquem em ladeiras bem íngremes para desenvolver a nossa força. Ou quem sabe simplificar resgatar o velho e criar um novo lugar…
Ou talvez procurar uma nova casa que tenha muita água por perto para amolecer a nossa argila que são as nossas crenças…

Muitas vezes não é necessário trocar de casa mas olhar com outros olhos para dentro dela. 
Quem sabe olhando melhor possamos visualizar um rio com águas transparentes que tem a capacidade de levar embora as preocupações que não precisamos mais… Ou ainda que reflitam o nosso interior…
E se ainda pudermos ir para perto do mar que maravilha! Quantos ensinamentos ele tem para nos dar basta se aquietar e observar… 

Lugares que tenham água por perto ajudam a amolecer a terra seca que são iguais a nossa dureza, rigidez e incompreensão. 
Olhar através de arcos resulta em enxergar aquilo que realmente precisamos ver…
Começamos a entender que a casa é a nossa morada e somos responsáveis por ela. Podemos dar cor ou não, mas o colorido exige mais cuidado.
Observar se não estamos construindo muros muito fechados em volta da nossa casa. Muros separam pontes ligam aproximam. 

Através das pontes podemos ver o outro lado. 
Conhecer o outro lado muda a nossa percepção nos transforma. Começamos a ter uma nova visão… E com a nova visão fica mais fácil pensar na nova construção ou reforma…
Precisamos nos aproximar mais das pessoas? Por acaso nos isolamos demais? Ou precisamos nos aquietar mais? Quem sabe um lugar mais alegre? Ou precisamos caminhar silenciosamente por ruas desconhecidas?
Olhar para nossa casa requer coragem e força… É enxergar o que precisa ser mudado ou desapegar do velho… 

É olhar fundo. 
E quando o desapego acontece ele nos leva em situações caóticas mais valiosas…
Neste momento surge uma confusão de cores e caminhos… 

É a reforma. 
Muitas vezes surgem o frio e o escuro, mas como tudo passa sempre vem o novo dia para clarear!
Toda reforma ou mudança traz “caos”… Mas precisamos lembrar que vale a pena o resultado chega!
Se a angústia bate à porta é hora de abrir e atender… Ela vem avisar que alguma coisa precisa mudar…
Quem sabe uma pausa para refletir sobre tudo isso?
Olhar para o rio e perceber que ele corre sozinho e tem seu tempo… Faz seu curso e segue livre… 

A cada lugar que o rio passa ele vê novas paisagens e nós queremos nos fixar… Permanecer…
É hora de recomeçar mudar de casa ou reformar.
Assumir responsabilidades ser dono delas! Com certeza não é fácil, mas vale a pena!”



Um Salve à Vida!!!

Mais destralhe

Nossa!! Quanto tempo não passo por aqui. Gosto muito de escrever, mas eu tenho que estar inspirada e isso me faltaram nos últimos tempos. Tanta coisa – e nada – aconteceu nestes meses que fiquei fora do mundo dos blogs. Mudei tanto a maneira de ver a vida e me posicionar no mundo… Preciso descarregar um pouco aqui.
Quando criei o blog a primeira intenção era mostrar como tornar o cotidiano mais prático em casa: Reduzir, Organizar e Ter Tempo. Queria passar de consumista à pessoa centralizada e com foco e de certa forma acho que consegui e o blog serviu – e ainda serve – como um local de consulta.
Apesar de não escrever mais com regularidade meu analytics mostra que as pessoas continuam acessando, o que torna pra mim difícil não passar por aqui e sentir vontade de desabafar e contar mais um pouquinho sobre as impressões e experiências até aqui.

Já postei sobre desapego e destralhe aqui, mas acho que sempre vale repetir por que Ô coisa difícil de fazer não é mesmo?
O fato é que quando comecei o destralhe a dar vender e jogar coisas fora, parei totalmente de comprar qualquer coisa nova pra mim ou pra minha casa que não fosse realmente necessária. Comecei a pensar mais em tudo o que eu tinha, por que eu tinha e se precisava ter ou não.
Muita coisa que era absolutamente natural na minha vida mudou e hoje não cabe mais na minha caminhada. Algumas coisas mudaram de forma mais repentina, mas muita coisa passou por um processo de amadurecimento da ideia e depois se consolidou até tornar-se um hábito, mas confesso que não só coisas ficaram para trás, descobri que a caminhada é mais solitária do que parece e por isso tive que me desapegar de muitas pessoas também.

Me auto-proclamei minimalista e comecei a viver de acordo com os meus próprios valores e crenças. No trajeto até aqui até aqui já me livrei de muita coisa — e mais importante ainda, deixei de comprar MUITA coisa –, mas sei que ainda tenho um longo caminho pela frente.
Ainda luto para me ver livre de barulhos, de luzes fortes, de cores berrantes, de odores químicos, de revestimentos sintéticos.... e também para parar de fumar (um vai e volta sem fim), voltar para a yoga, diminuir ainda mais o consumo de carne e terminar projetos inacabados.


Aqui uma noticia atualizada hoje (01/02/2019: Parei de fumar, voltei para a Yoga (prático há dois anos regularmente) tô quase virando uma yogue de verdade. Não me tornei vegetariana, mas hoje prefiro os pratos mais orgânicos, leves e nutritivos. Nunca mais pisei numa churrascaria - Pasmem! E os projetos continuam inacabados e descobri que fica mais feliz assim. 

Posso dizer que aos poucos a minha vida fica mais leve a casa vai se transformando num lugar onde as coisas em volta têm verdadeiramente um sentido. Amanhã posso arrumar uma mochila deixar tudo pra trás e me mudar pra qualquer lugar e continuarei sendo eu, muito feliz obrigada.


Mas não é fácil nem é rápido — pelo menos não se você como eu tiver passado mais de 30 anos acumulando coisas. E tem horas que dá um desânimo diante da quantidade de tralha que aparece, da trabalheira que é olhar coisa por coisa, do cansaço emocional que é se desfazer de certos objetos...depois passa fiquem tranquilos, mas é cansativo.

Namastê! E bom destralhe pra todo mundo!

A Quietude

O ano está terminando e eu passo aqui apenas para desejar boas festas a todos e dizer que a produção anual deste blog foi pequena, mas inteiramente verdadeira. Eu agradeço a todos que estiveram aqui comentando, visitando ou só de passagem.

Continuo firme e forte no meu aprendizado de desapego, silêncios e tentando absorver o máximo dessa longa estrada chamada vida.
Nenhum segundo de vida deveria ser desperdiçado; Nem por cansaço, nem por tédio, nem por medo. Basta não esquecermos que muitas vezes quando estamos diante das adversidades das mais terríveis, em que a única coisa a fazer é se fingir de morto, ainda assim é possível lembrar que os túneis sempre têm fim, e se não há luz no fim é porque deve ser de noite.
Hoje, por exemplo, inquieta pela aproximação do final do ano pelos planos e perspectivas à frente, abri aleatoriamente meu pequeno livro do I Ching a procura de um conselho:

Hexagrama do I Ching 52: Kên - A Quietude (A Montanha) significa a necessidade de parar, às vezes, para refletir. A Quietude através da meditação ou a Quietude através de intensa consciência do momento presente.

Enquanto isso no alto da minha montanha imaginária, respiro fundo e aprendo a transpirar. Leio penso e vivo. E prometo que volto logo.
Um ano novo
Repleto de vitórias, paixões, saúde, compaixão, solidariedade e projetos!
A cada dia mais justiça, alegrias, realizações!

Sendo feliz


Hoje é meu aniversário e devo confessar que pela primeira em 20 anos não tive inferno astral.
A gente cresce, amadurece e vive num eterno aprendizado. Demora a entender e perceber o processo das muitas fases e ver transformações. A gente custa a entender que tudo tem seu tempo de espera, da adaptação, das fases, que são parte do pacote da nossa existência, assim como encontros, reencontros e despedidas de nossos laços afetivos, de lugares, pessoas e fases preciosas que se vão, não sem deixar saudades...
Acho que é normal ficar mais reflexiva no mês do aniversário... É como se um filme sobre a minha vida passasse num segundo pelos meus olhos.


Continuo gostando de cerveja gelada, mas agora quero aprender a apreciar mais vinhos e espumantes. Adoro mesa de bar e papo furado, mas só tomando suco de laranja não rola.
Continuo amando os bichos, exercitando a criatividade, o desapego e a paciência.
Estou mais feliz, a família tá feliz, tenho cuidado mais e estou em paz comigo e com os outros. Hoje peço licencinha para compartilhar com todos os meus leitores, um pouquinho de alguns dos muitos momentos em família que vivi neste ultimo ano. Espero que gostem. Ah, clique duas vezes no vídeo para ver melhor.

   
Agradeço sua visita, amizade e o carinho que tenho recebido através de todos os comentários deixados aqui ao longo desses últimos anos.
Um grande abraço Yvone

PS. Desculpem o videozinho ficou um tanto amador, mas não sou muito boa com essas ferramentas.

Ser feliz é
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo… “
Fernando Pessoa

Guarda roupas – Fashion é ser sustentável

Essa semana além da desintoxicação alimentar (ainda em andamento) resolvi aproveitar o espírito de renovação, para limpar também meu guarda roupas.
À medida que os anos vão passando meu guarda-roupa vai mudando. 
Depois que passei a engordar (segundo as mulheres) e ficar gostosa (segundo os homens), considerando minhas preferências sexuais, desconfio que acreditei demais na opinião deles e acho que me empolguei, fiquei gostosa demais, se é que vocês me entendem.
Atualmente, vestidos curtos e justos deram lugar a outros, mais soltos e compridos, que disfarçam as imperfeições.
Por outro lado, eu que aos vinte anos mal tinha coragem de usar uma blusa de alcinha por causa das saboneteiras, passei a gostar de decotes poderosos, sobreposições com peças transparentes, rendas.
Eu seria hipócrita se dissesse que não me preocupo com os quilos a mais, com a aparência da minha pele, com os cabelos brancos que eu não deixo aparecer de jeito nenhum. Mesmo porque, se não me preocupasse, eu nem estaria escrevendo sobre esse assunto.
Mas, acredito também que a auto-estima e a alegria de viver em alta contribuem muito mais com a beleza do que estar no peso ideal.

Numa rápida olhada, percebi que algumas roupas precisavam de reciclagem – Sabe aquelas peças mais caras que você adora, mas que por alguma razão andam meio encostadas; muito curto, muito comprido, pegando debaixo do braço, levemente apertado ou folgado demais? Então, que tal reciclar antes de descartar a roupa.

Além de aguçar a criatividade e ter um custo praticamente nulo, esta pequena reavaliação faz a gente se perguntar se realmente precisamos comprar tanta coisa nova o tempo todo.
Isso me faz pensar que a indústria da moda também ajuda e muito causar graves impactos não só no meio ambiente como na sociedade, a famigerada cultura do descartável.
Vejam como um olhar mais apurado pode renovar aquelas peças que você tanto ama.
Peças de tecidos mais nobres como seda e renda sempre vale à pena repaginar, ainda mais se estiverem largas, compridas ou curtas demais, ou mesmo ligeiramente apertadas ou simplesmente sem graça. Muitas vezes a gente compra uma roupa legal e encosta por alguma implicância.
Vejam o que podemos fazer com aquela camisa ou gravata do companheiro que ficou esquecida no armário.
Todas as imagens foram garimpadas no Pinterest, We Love It

Procure deixar seu guarda roupa com apenas as peças que são do tamanho certo para você. Assim você terá mais consciência do que fica bom ou não e de quanto quer mudar! Não adianta começar uma “limpeza” e deixar ali coisas que definitivamente você não vai mais usar. 
Que tal chamar aquela amiga do coração e doar algumas peças queridas do seu guarda roupas – Lembra do desapego?

Já comecei a reciclagem de algumas peças, como ainda não tenho uma máquina de costura mandei fazer as reforminhas fora.
E outras estão aqui separadinhas para doar para uma amiga que sei que vai curtir muito.
Beijos e uma ótima semana a todos.

"Mostre-me uma mulher que quer ser magra apenas por razões de saúde e eu lhe mostro um homem que lê Playboy apenas pelas entrevistas".
Ellen Goodman

A hora da mudança

Gente passei só pra dar uma satisfação do meu sumiço. Estou mudando de casa e no momento estou em um mar de coisas. A gente só tem noção do quanto temos de tralha, o quanto acumulamos a cada dia até encarar uma mudança, e olha que só estou carregando roupas, documentos e pouquíssimos objetos.
Eu já sabia que tinha muita coisa, agora tenho certeza absoluta... heheh..logo..logo eu conto mais detalhes e mostro o faça você mesmo por você mesmo.
Tenho dado uma passadinha nos blogs não agüento ficar muitos dias longe, mas não tenho comentado em todos, meu tempinho tá curto, mas espero até o final da semana já estar mais organizada!!!
Deixo abaixo uma caixinha de bombom que eu forrei para organizar meus anéis. Quando vi essa foto dos bombons do blog Desde Jalisco, lembrei que tinha uma caixinha dessas guardada por aqui.
Aproveitem e façam uma visitinha para a Angélica que está lá em Jalisco - Guadalajara, Mexico.
Compartilhamos várias coisas e dentre tantas o carinho e admiração pela pintora mexicana Frida Kahlo e pelas cores do México.
A caixinha de bombom
Tá rolando um bate-papo nos coments abaixo sobre essa mudança.
Vou aproveitar a deixa e tentar responder as dúvidas, afinal mal terminei meu apartamento cor de rosa né?!!!
Senta ai um cadinho e toma esse café com a gente.
Ah, só mais uma coisinha; Gostaria de indicar um post meu, publicado aqui mesmo em Maio de 2009, chamado "Viver com menos é POSSÍVEL!" . Acho que vivo esse momento agora . Hoje o post teria o nome de "DESAPEGO".
bju a todos!

Saídos do baú


Os objetos que escolhemos, as coisas que nos cercam, falam mais de nós do que conseguimos imaginar. Dizem dos nossos sonhos, nossas histórias de vida, apontam nossas metas, expressam nossas idéias mais escondidas do que é belo e bom.
De tempos em tempos gosto de resgatar pequenas peças guardadas e percebo que sempre surge uma boa forma de usá-la.

Neste momento estou literalmente tirando tudo de dentro dos armários. Chegou à hora de exercitar a criatividade e o desapego.
Deixo aqui uma forma de uso para certas peças que bem pode compor vários cantinhos da casa com charme. Algumas exclusivas ou de época tanto faz, mas todas com significados, cheias de histórias que certamente parecerão mágicas e encantadas.

Pincele flores e delicadeza pelos ambientes

Lembra daquele lençol antigo que você tanto gostava?

E dos chapéus escondidos...
Vestidos que não servem mais podem ficar lindos na porta do quarto, do closet...

A maneca ai esta no meu quarto lá no mato
objetos contam a história da casa e da família
Esse quadrinho foi feito com bolsinhas daquelas que vinham no pacotinho de lembrancinhas de aniversário... Pintei com spray prata
Essa carteira era da minha mãe...Ainda bem que não dei...

capricho nos detalhes imprimido em cada cantinho.

Da minha filha Ana Maria
Ser romântico é ser crédulo – ótimo motivo para abrir o coração da casa.
E você já olhou bem o seu baú? Não? Então olhe direito. Tenho certeza que você vai se surpreender com o que tem guardado.


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