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Nasce uma avó

Setembro chegou e com ele no dia 05 nasceu minha primeira netinha, a Valentina.
Nasceu de parto normal é completamente saudável e linda. Estou felicíssima, aliás, estamos a família toda é claro.
Nunca fui avó antes, mas sinto-me inspirada e pronta para aprender com a Valentina.
Agradeço aos céus por mais este presente divino, experimentar este sentimento tão peculiar para uma mãe, que é ter a chance de revisitar a própria maternidade numa versão mais serena e amadurecida, não tem preço!

Hoje é o ultimo dia do mês e queria encerrá-lo com chave de ouro, apresentando aqui para meus queridos leitores a minha primeira netinha.
Nos últimos andei arrumando gavetas, armários e desentulhando um pouco as coisas.Nas horas em que a chuva dava uma trégua aproveitei para renovar vasos, arranjos e colocar um pouco de perfume no ar.
Consegui plantar há dois nãos atrás a lavanda. Não sabia nada sobre o plantio, o caso é que resolvi plantá-la no pé de uma árvore grande que tem no jardim da frente, ou seja, local meia sombra, terra compatível, clima ameno... Não deu outra, formou uma moita gigante e agora preciso podar se não a coitada morre, de tão cheia que está.
Aproveitei para renovar antigos saches e ainda fiz outros (costurados à mão mesmo) com flores secas aromatizadas caseiramente (deixar a flor secar naturalmente AQUI e depois encher os saquinhos novamente), fiz uma guirlanda de flores recém colhida e que vai secar para depois receber outra arrumação. E até saquinhos de presente.

Devidamente inspirada desejo a todos que as boas energias, atravessem essa vara virtual para brindar a vida e a chegada de mais uma primavera.

Vovó.

Dona de Casa Possíveis

Foto fonte
A profissão mais antiga e difícil do mundo é ser dona de casa. A mulher trabalha, trabalha e trabalha. Não tem férias, não tem 13º salário, nunca é promovida, dificilmente recebe elogios ou é reconhecida. Não é registrada nem recebe salário, mas tem vários patrões; -marido, filhos, às vezes até os netos dentre outros parentes que possam morar juntos.
Tenho certeza de que todos estão carecas de saber que ser dona de casa é de longe o trabalho mais difícil e importante do mundo. Num trabalho remunerado, apenas para citar um exemplo, qualquer gripinha já é motivo pra faltar, mas a dona de casa não pode faltar, os patões não aceitam atestado.


Está no Congresso um projeto que pode facilitar a aposentadoria das donas de casa de baixa renda. Se esse projeto for aprovado, as donas de casa que completarem 60 anos até 2014 podem conseguir o benefício com menos tempo de contribuição.

Semana passada li uma noticia (de março passado) de que a Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), hoje ministra da Casa Civil, apresentou um projeto de lei que tenta regulamentar o período de carência para que a dona de casa possa aderir ao regime da Previdência Social e se aposentar a partir dele.

A noticia é boa e com certeza vai ajudar e beneficiar milhões de mulheres de todas as idades, mas ainda é pouco.
Porque vamos combinar heim, mesmo que você seja uma médica dedicada ou uma advogada competente e tiver uma casa, marido ou filhos continua da sua responsabilidade a alimentação e todos os outros cuidados básicos que um lar requer. Oh! Eles (os companheiros) ajudam sim, fazem uma compra de mercado ali, trocam fraldas, pegam a criança na escola, mas não se responsabilizam por pensar e organizar a casa. Não são eles que contratam a faxineira, nem quem passam a roupa, nem quem compra a roupa para as crianças porque o inverno está chegando, cof cof, cof,

Sim as coisas estão mudando e já tá chegando a hora em que o homem que tiver vergonha de lavar a louça vai virar motivo de piada entre os amigos.
Mas a gente precisa muito mais! Os homens não podem só ajudar dentro de casa, eles têm que virar donos da casa junto com as mulheres. Senão o trabalho da mulher vai ser frustrante mesmo, seja no mercado de trabalho, seja dentro de casa. Peloamoorr!
Esse discurso de que a mulher pode tudo hoje em dia não se comprova na realidade prática, e isso não é a minha opinião, são estatísticas muito fáceis de encontrar entre pessoas que você conhece e na internet.
O que eu vejo como problema é que a mulher entrou no mercado de trabalho mas o homem ainda não entrou na casa. Definitivamente eles ainda não assumiram essas responsabilidades domésticas, eles só ajudam e pronto.
O trabalho doméstico não é um favor. É um trabalho que deve ser feito, pode até ser de graça, mas precisa sem encarado pelo casal, homem e mulher. Cuidar de uma casa é vital e educar os filhos é um trabalho complexo e muito valoroso.

Percebo que os relacionamentos familiares andam fora de sintonia com a realidade, acho até que muitas das brigas e desentendimentos entre os casais contemporâneos se dão porque não há cooperação e sim competição. Competição de quem se destaca mais profissionalmente, de quem ganha mais, de quem manda mais, de quem não vai lavar a louça.

Eu demorei anos para ter uma rotina doméstica adequada e continuo aprendendo.

Então vamo lá cumadi, seja uma muié sábia!

Se você não casou ou juntou  ainda: Não se dedique apenas em aprender uma profissão, aprenda tudo o que puder sobre os cuidados de uma casa. Parece que hoje ninguém sabe fazer nada dentro de casa.
Se você já é casada: Seja organizada e tenha dias específicos para cada tarefa. Quando temos disciplina administramos melhor o nosso tempo.
Se você tem filhos pequenos: Ensine-os desde já a serem organizados, eles serão agradecidos a você no futuro ao se sentirem capazes e prontos para cuidar de uma casa e enfrentar qualquer parada. Sozinhos ou do lado de alguém.

E por falar em filhos, quantas de vocês estão ensinando seus filhos a ajudar em alguma tarefa doméstica?
Não estou falando em colocar as crianças pra fazer a faxina, por favor, nada de exageros! Mas em ajudar naquelas coisas simples como secar uma louça, estender o lençol na cama, organizar os brinquedos depois de usá-los... Você já pensou sobre isso?

Para as que não têm filhos proponho um exercício simples. De uma olhada em volta e observem as famílias que conhece. Em alguma delas você vê os meninos ajudando na rotina doméstica? Difícil não é? Cadê a educação respeito e espírito de colaboração? Com esta nova realidade em que pais e mães passam maior parte do dia fora de casa trabalhando, as tarefas domésticas estão virando novamente exclusividade das mulheres ou das empregadas. Olha aí o preconceito de novo. Cof. cof, cof - Depois não reclamem que o machismo se perpetue para todo o sempre . Enquanto as famílias educarem seus filhos para serem príncipes terá esta situação que ainda vigora neste planeta.
É pra fazer pensar não é?

Boa semana para todos.

Semana do saco cheio

Não eu não sou desse tempo, mas meus filhos (os três) tiveram direito há essa semana. É bem provável que atualmente estejam tramando para que a semana do saco cheio seja regulamentada em diversos setores da sociedade; a semana do saco cheio do trabalho, semana do saco cheio de ser mãe ou pai, de ser filho e seja lá mais o que deixa tanto as pessoas de saco cheio.
Essa tradição começou por volta de 1982 em São Paulo e arrisco a dizer que a invenção partiu dos estudantes universitários do Anglo Vestibulares famoso em São Paulo como curso preparatório pra o vestibular que já estavam cansados nessa época do semestre.
Daí não demorou muito para que a maioria das escolas em quase todo o Brasil também adotasse a ideia do recesso escolar normalmente em outubro na semana entre o feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e o dia dos professores (15 de outubro).
A popularizada semana do saco cheio divide opiniões de mães, pais e responsáveis pelos alunos. Há os que defendem o recesso e até o aproveitam para programar um lazer em família para recarregar as baterias.
E há os que além de não concordarem, não têm com quem deixar os filhos para trabalhar. Passei pelas duas situações. Quando eram muito pequenos precisava trabalhar e não tinha dinheiro mal para dar um presentinho no dia das crianças, e naquela semana minha vida virava de pernas pro ar e essa sim era a verdadeira semana do meu saco cheio - O meu.

Com o tempo passando, as crianças crescendo e crescendo fui aprendendo a conviver melhor com a novidade e a semana se instalou e virou obrigatória.
 Em tempos de vacas magras passava a adotar algumas regras que foram se adaptando ao longo dos anos. 
Minhas dicas: acho que as crianças vão odiar.

- Para quem era aplicado e que estava com a matéria em dia a regra era bem simples: distraia-sePodia aproveitar a semana para fazer tudo aquilo estivesse com vontade e vinha protelando por causa dos estudos; dormir até mais tarde, alugar filmes, ir ao cinema, namorar, viajar, andar de bicicleta, encontrar os amigos, visitar primos, etc.

- Para quem estava indo mais ou menos mas ainda com muita matéria atrasada, tinha que aproveitar esses dias para dar uma guinada. Ver o que ainda faltava estudar e se concentrar nisso. A semana do saco cheio tinha que servir para recuperar aquilo que não deu tempo de estudar. Já que não tem aulas na escola e não há conteúdo novo.O mínimo era se dedicar ao que estava atrasado. Claro que podia dormir até mais tarde, brincar um pouco...

As crianças precisam aprender a lidar com responsabilidades e compromissos. No futuro eles vão ter que aprender a lidar com o ritmo puxado do mercado de trabalho, que não permite moleza.

- E para quem ainda não tivesse caído na real e ia fraco nos estudos, nada melhor do que uma semana sem aula para colocar a cabeça no lugar e começar a se dedicar. Ao invés de dinheiro para passeios e comilanças era certo que na programação havia aulinhas de reforço para se preparar para as provas de final de ano e tentar recuperar o tempo perdido - Meu dinheiro não é e nunca foi capim!

Enfim, acabei descobrindo que no final a semana de saco cheio é útil para todos. Independente da situação em que você se encontra dá para aproveitá-la de uma boa forma.
Uma dica que serve para todos é ler um bom livro, pois ler é uma atividade relaxante e combina com essa semana. Nada melhor do que unir o útil ao agradável. Portanto, está chegando a semana do saco cheio. Aproveite para colocar a casa, o trabalho e a vida como um todo em ordem e aproveite também para curtir, afinal estamos todos de Saco Cheio!

Casos de casa - O Ninho

Sempre que vejo um ninho como esse da foto, tirei de uma árvore velha aqui do quintal, fico pensando em como a natureza é perfeita.
Lembrei-me dos meus sentimentos antigos de mãe diante dos meus filhos adormecidos... A famosa SNV (síndrome do ninho vazio) conhecida também como a dança do Siri em conjunto com as Ostras Hormonais...
Concentro-me e lembro nitidamente do sentimento... Resolvi adotar uma estratégia; - Quando percebi que o ninho ia ficar vazio fiz uma espécie de preparação. Saímos do Rio cidade em que moramos por quase 10 anos, despachei a molecada para nosso apartamento em São Paulo (todos iniciando faculdades) viajei mais que caminhoneiro na Dutra, estrada que liga São Paulo ao Rio e começamos a construir a pousadinha (obra graças a Deus inacabada).

Voltei para São Paulo e um deles já tinha mudado de cidade, outro estava morando fora do país... Foram voando aos poucos voltaram para ganhar fôlego e foram novamente.
E a gente tem que se preparar, não existe solidão quando estamos bem acompanhadas conosco mesmas.Ter uma profissão prazerosa, amigos acolhedores, amores bem resolvidos, e principalmente estar consciente que fizemos um bom trabalho com nossos filhos, à síndrome desaparece rapidinho.
Hoje passado o período todo de adaptação, posso dizer que tenho o maior orgulho de ver meus filhos bem, independentes e enfrentando corajosamente várias coisas. O ninho agora só serve mesmo como pontos de partida para vôos em todas as direções - Liberdade, voar, voar... Porque a vida não está no ninho, está no vôo...
Apesar de surtos nostálgicos na música e literatura, a vida tá cada vez melhor e já consigo não me arrepender de nada que fiz. Quase nada quero dizer.
Tudo teve seu papel e mesmo o que poderia ter sido melhor se fosse de outra maneira... Sei lá foi lição aprendida...
Costumo brincar que sempre precisamos ajustar nosso "taxímetro" interior,a cada 10/20 anos buscando novas perspectivas e objetivos.
Compreendi afinal que quando eles iniciaram seus vôos eu iniciei os meus também. Além disso, os filhos não são nossos e vieram através de nós, mas eles não são nossos. Mais ou menos isso quero dizer.
Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesma sempre os empurrei para fora, mas tem horas como agora olhando bem de pertinho para este ninho da foto acima o que eu queria mesmo era poder fazê-los de novo dormir no meu colo.
Linda semana para todos!


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