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Mais um Facebookcídio no Brasil

Há tempos venho questionando e até criticando sobre o uso desmedido que as redes sociais provocam na vida da gente. Percebi que atrapalha a comunicação (em vez de ajudar), acirra conflitos de opinião e efetivamente não serve pra nada.
Já tinha ouvido falar em facebookcídio e ao ler alguns relatos na internet é isso que acabei de fazer - Saí do faceboock como opção para recuperar meu sossego e um pouco de privacidade na vida. Já tinha abandonado o Twitter, o Linkedin e não entrei no Instagram e ainda continuo com o Google+ e o Pinterest porque são mais voltados para o meu blog mesmo.

Depois de alguns anos blogando resolvi que entrar também no Facebook ficaria mais próxima dos meus leitores, mas as coisas se misturaram e o uso diário passou a me consumir e quando dei por mim estava viciada.
Prejudicou muito a minha concentração causada pelas novidades e mensagens que vão aparecendo sem a gente pedir, a ponto de não conseguir mais produzir um post inteiro, escrever meus poemas ou simplesmente ler um livro. Aos poucos fui deixando o blog de lado e me perdi pelo caminho.
Notei que muitas vezes uma hora inteirinha já tinha ido embora somente às visitas de perfil em perfil, meio sem rumo, mais uma perda de tempo do que uma distração. Perdeu o sentido.
Apesar dos danos de passar tanto tempo navegando pelo facebbock apenas essa semana criei coragem e desativei meu perfil. Eu queria simplesmente deletar minha conta, mas como escritora e blogueira entendo que o aplicativo ainda é uma das melhores formas de manter o contato com as pessoas que acompanham meus textos e outros trabalhos, por isso ainda não deletei a conta esta desativada, mas se o aplicativo continuar insistindo (como tem feito esses dias) vou ser obrigada a sair de vez, deletar o perfil para sempre.

Pelo que tenho visto o desgaste dessas redes já é uma realidade, mas é irreversível e logo aparecem outras e assim por diante.Talvez seja tudo culpa de Zygmunt Bauman e seus conceitos sobre a sociedade líquido-moderna. E, talvez, eu retorne na outra semana, cof, cof brincadeirinha.
Explicações demais cansam a beleza. A minha e a sua.
Prometo voltar por aqui com mais freqüência e que Alá me inspire a produzir bons textos ou historias que verdadeiramente mereçam ser compartilhados. Não prometo conteúdo incomum, mas vou tentar buscar olhares diferentes sobre aquilo que parece óbvio.
E que venha 2017!
Abraços em todos cheio de saudades.
yvone

Besta Esférica

O facebook tem no topo da nossa página espaço com a pergunta: - O que você gostaria de escrever agora? Geralmente não gosto de escrever muita coisa. Mas hoje ao ler algumas noticias e comentários lembrei do meu pai. Ele dizia que muito, mas muito pior do que uma ‘besta quadrada’ é uma ‘besta esférica’. 
Se parar um pouco e analisar com cuidado uma ‘besta quadrada’ é menos besta ali nos cantinhos do quadrado, enquanto que a ‘besta esférica’ não. 
 A ‘besta esférica’ é igualmente besta de qualquer ângulo que você a observe.

Nunca entendi como alguém pode passar a vida inteira sem se relacionar mais profundamente com pessoas que vivem uma vida diferente da sua, que pensam diferentes. 
Acho que se aprende muito na convivência com as diferenças; no mínimo aprende-se a conviver com pontos de vista diferentes. 
Para citar uma rede social,por exemplo, no facebook tenho visto que assuntos polêmicos (e às vezes irrelevantes ou nem tão polêmicos assim) muitas vezes descambam para o discurso de "nós contra eles" seja lá qual for este "nós e eles".

Gostaria de um mundo mais tolerante, menos agressivo, mais complacente com as diferenças e necessidades de cada um, onde não houvesse menosprezo pelas experiências de vida de cada indivíduo. Mas...
Pelo que tenho visto parece que na Internet há ainda mais intolerância e patrulha, onde um monte de juízes parecem ser donos da razão, querendo ditar regras e separando mais as pessoas por causa de diferenças do que unindo ao redor de causas importantes.

Realmente nunca foi tão fácil ser boçal como hoje bastam alguns cliques e voilá!  Para mostrar ao mundo o tamanho da ignorância que em nós habita. 
A arrogância escondida nos recônditos da alma que saltam aos olhos na rapidez de uma conexão de banda larga, a leviandade e a falta de senso crítico que viajam pelas fibras ópticas chegando de um canto ao outro do mundo na velocidade da luz. Chega a causar-me repulsa algumas coisas que leio. 
Já pensei várias vezes em fechar minhas contas e me isolar desse mundo chato e patético que se tornou a convivência virtual, onde todo mundo sai julgando tudo sem qualquer critério senão suas próprias ideias normalmente esdrúxulas, pois também é fato que quanto mais a pessoa deveria ficar quieta, mais ela fala (talvez sirva a mim também).

Uma coisa é exercer seu direito de questionar, de tirar dúvidas, de não se calar, mas não é isso que vejo e sim, pura e simplesmente uma vontade de impor a sagrada bestialidade o sacrossanto direito de ser imbecil a qualquer custo.

Se estivesse vivo papai adoraria a evidência irrefutável de que sua teoria estava certa.
Não sou dona da verdade. Nem aqueles que pensam ser. Pronto falei!


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