Saí de casa para almoçar com a minha irmã e quando voltei, descobri que minha casa fora assaltada.
Só para constar; minha casa esta localizada em uma tranquila num bairro de São Paulo 'considerado' nobre e seguro, num edifício de apartamentos com portaria 24 horas. Fiquei arrasada e muito indignada.
Meu coração disparou ao constatar o fato e dar falta de equipamentos eletrônicos, PC, as poucas jóias da família, fiquei totalmente desnorteada e me sentindo invadida. Tomei todas as providências óbvias; falar com funcionários, vizinhos, sindico, BO policia...
Não houve arrombamento foi furto (não houve violência) , o marginal entrou calmamente pela porta da frente e roubou dois apartamentos no mesmo andar e saiu sem ninguém ter visto NADA.
Ir a polícia denunciar um crime destes é uma experiência desoladora que nos põe em contato com uma espécie de desânimo aprendido e de sensação de impotência policial.
Uma queixa em vez de suscitar ação rápida ou movimentos táticos reparadores da ordem, suscita apenas uma série de comportamentos burocráticos que nos incomoda demais e com certeza não incomoda minimamente o marginal. Ou seja, nem vimos o marginal nem vemos a polícia.
Nestas condições fica claro que há terreno fértil para o crescimento do sentimento de insegurança que cresce diáriamente. Os marginais estão ali em nossas esquinas, talvez na vizinhança da minha casa, vigiando meus horários e hábitos.Será mesmo que não se pode confiar em mais nada ou ninguém?
Todo esse cenário me fez lembrar de um filme onde o melhor amigo do cidadão dormia com sua esposa; enfim, dormia com seu futuro inimigo.
O crescente aumento da violência nas grandes cidades, o aumento das atividades terroristas em determinados países traz ao mundo um novo tipo de inimigo, nosso próprio vizinho.
O inimigo o cara mau não é mais aquele soldado de um país distante, que espera ser declarada a guerra para atacar. Ele está aí convivendo com você.
Passado o susto e a enorme sensação de vazio e frustração, me veio à tona as lembranças dos objetos que foram roubados, e as poucas lembranças que guardei com tanto zelo e carinho. O anel de formatura, as primeiras jóias que ganhei na vida de pessoas queridas, enfim, coisas que podemos substituir facilmente por serem coisas materiais. Mas que se torna insubstituível pela a história que cada uma daquelas coisinhas especiais carregava consigo. Coisas que muito provavelmente não retornarão e que dinheiro nenhum poderá pagar, pois estavam acompanhadas de sentimentos únicos e de lembranças muito boas.
O pior de tudo mesmo foi terem levado meu laptop com todos os meus contos, documentos e fotos (não tinha becape de nada). Ô dó!
Foi para o lixo mais próximo todo trabalho de anos, sem contar com informações importantes que tinha armazenado sobre meu livro que vinha escrevendo há mais de cinco anos. Ou seja, parte da minha vida estava arquivada ali. Sentei e chorei. A sensação é de não acreditar e até de duvidar da própria qualidade da visão e da memória.
Bem amigos as manchetes de jornal tem apontado uma direção olhe bem! O inimigo não está embaixo da cama ele está do seu lado, no seu bairro é seu vizinho.
Meu coração disparou ao constatar o fato e dar falta de equipamentos eletrônicos, PC, as poucas jóias da família, fiquei totalmente desnorteada e me sentindo invadida. Tomei todas as providências óbvias; falar com funcionários, vizinhos, sindico, BO policia...
Não houve arrombamento foi furto (não houve violência) , o marginal entrou calmamente pela porta da frente e roubou dois apartamentos no mesmo andar e saiu sem ninguém ter visto NADA.
Ir a polícia denunciar um crime destes é uma experiência desoladora que nos põe em contato com uma espécie de desânimo aprendido e de sensação de impotência policial.
Uma queixa em vez de suscitar ação rápida ou movimentos táticos reparadores da ordem, suscita apenas uma série de comportamentos burocráticos que nos incomoda demais e com certeza não incomoda minimamente o marginal. Ou seja, nem vimos o marginal nem vemos a polícia.
Nestas condições fica claro que há terreno fértil para o crescimento do sentimento de insegurança que cresce diáriamente. Os marginais estão ali em nossas esquinas, talvez na vizinhança da minha casa, vigiando meus horários e hábitos.Será mesmo que não se pode confiar em mais nada ou ninguém?
Todo esse cenário me fez lembrar de um filme onde o melhor amigo do cidadão dormia com sua esposa; enfim, dormia com seu futuro inimigo.
O crescente aumento da violência nas grandes cidades, o aumento das atividades terroristas em determinados países traz ao mundo um novo tipo de inimigo, nosso próprio vizinho.
O inimigo o cara mau não é mais aquele soldado de um país distante, que espera ser declarada a guerra para atacar. Ele está aí convivendo com você.
Passado o susto e a enorme sensação de vazio e frustração, me veio à tona as lembranças dos objetos que foram roubados, e as poucas lembranças que guardei com tanto zelo e carinho. O anel de formatura, as primeiras jóias que ganhei na vida de pessoas queridas, enfim, coisas que podemos substituir facilmente por serem coisas materiais. Mas que se torna insubstituível pela a história que cada uma daquelas coisinhas especiais carregava consigo. Coisas que muito provavelmente não retornarão e que dinheiro nenhum poderá pagar, pois estavam acompanhadas de sentimentos únicos e de lembranças muito boas.
O pior de tudo mesmo foi terem levado meu laptop com todos os meus contos, documentos e fotos (não tinha becape de nada). Ô dó!
Foi para o lixo mais próximo todo trabalho de anos, sem contar com informações importantes que tinha armazenado sobre meu livro que vinha escrevendo há mais de cinco anos. Ou seja, parte da minha vida estava arquivada ali. Sentei e chorei. A sensação é de não acreditar e até de duvidar da própria qualidade da visão e da memória.
Bem amigos as manchetes de jornal tem apontado uma direção olhe bem! O inimigo não está embaixo da cama ele está do seu lado, no seu bairro é seu vizinho.
Viro a página e começo de novo.
bjs
y


