Reforma e desapego

Quem costuma visitar esse blog deve lembrar-se de algumas das reformas e transformações que já realizei ao longo destes anos nas casas onde moro e morei.
Hoje estou postando para dizer que este blog não esta abandonado. Sou eu que ando ocupada. Estive às voltas com a segunda etapa da reforma do apartamento em São Paulo que iniciei no final de 2008. 
AQUI e AQUI

Desta vez reformei os dois banheiros e aproveitei também para mudar alguns conceitos.
Mexe aqui e ali e logo surgem mais outras tantas coisas que precisam de reparos e ajustes; refazer sinteco, ajustar portas e janelas, pintar tudo novamente... E se você não tomar cuidado não acaba nunca mais. Graças a Deus estamos chegando ao final da etapa e desta vez, resolvi também não ter pressa de colocar tudo no lugar. Não vou trazer nada da minha casa em Itu, porque por lá ainda estou destralhando e deixando apenas o necessário.


Tive a sorte de ser apresentada por uma grande amiga a uma arquiteta bacana e bastante consciente que captou minhas atuais necessidades e me ajudou a realizar a empreitada. Se não houver um bom planejamento, mão de obra qualificada, responsabilidade e bastante entendimento, além de você gastar mais e depois ainda ter que refazer e amargar prejuízos, a obra vira uma guerra que no final, acaba arruinando a sua saúde, as suas finanças e até a sua relação. É pura ilusão achar que pode dar conta de tudo sozinha, um arquiteto é imprescindível para ajudar a enxergar algumas coisas importantíssimas que passam despercebidas.
“Andei pensando nessa história de simplificar, e vejo que passei a primeira metade da minha vida querendo ter as coisas – todas as coisas – e estou passando a segunda metade querendo me desfazer das coisas, e ficar apenas com o essencial.” (Danuza Leão – É Tudo Tão Simples).

Eu também tenho me sentido assim. Tem sido praticamente uma necessidade que se apoderou de mim. Quero me livrar das coisas e criar espaços para o melhor - Espaço nos armários e nas gavetas, nas agendas, pra pensar, pra brincar ou não fazer nada, pra se divertir com os amigos, com a família, pra experiências novas.
Olhando agora pra este espaço quase vazio, me dei conta que preciso mudar a forma como tenho olhado pra minha casa, pras minhas necessidades e pra minha capacidade de obter o melhor.
Com poucas coisas dentro de casa, o processo de arrumação ficará muito mais fácil e tudo que a gente tem que fazer é seguir a velha máxima de “um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar”.
Bom, estou apenas começando minha jornada de desapego, é um exercício imenso. Nessa jornada eu vou me livrar de tudo o que me estressa, me distrai e é desconfortável, e vou manter tudo o que me traz alegria e uma sensação de bem estar. Vou eliminar todos os excessos e descobrir quem eu realmente sou.
Exercícios 1 e 2  Desapego e Desapego

Boa semana e bom destralhe pra todo mundo!


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