Quarto de empregada Cômodo mutante

Um quarto sem empregada não está destinado a virar um depósito improvisado. Apesar dos poucos metros quadrados, o cômodo pode ser mais bem empregado se deixar de pertencer à área de serviço. “Deslocado" para a ala íntima por meio de uma pequena reforma, pode se metamorfosear em dormitório, "home office", um outro banheiro, pode ainda também ser incorporado a outro cômodo, tornando-o maior, closet ou em um cômodo multiuso.

Neste caso, uma pequena obra há anos atrás se resumiu a fechar a porta e a abrir uma nova, voltada para a área íntima do apartamento. Uma dica válida para qualquer cômodo exíguo é aproveitar seus cantos e paredes para instalar prateleiras e armários suspensos.

Já encontrei várias funções para esse cômodo que na planta original era quarto de empregada: já foi quarto de hóspedes, chapelaria (nos dias de festa, havia um cabideiro para bolsas e casacos e uma cama que acomodava convidados que tomava umas a mais.

Usei por um tempo como ateliê, escritório e agora se transformou num closet aberto.
Esse porta bolsas encontrei aqui - Usei só para acomodar sacolas
saia de renda antiga entrou na dança como cortina para o vitrô

Depois que fechei a loja fiz questão de guardar os manequins mais antigos, os bustos são ótimos para acomodar aqueles acessórioszinhos que toda mulher tem e não sabe onde “esconde”: bolsas, cintos, bijuterias e até chapéus, enfim, tudo que a gente usa para complementar o visual.
Fica tudo exposto facilitando a escolha de como será o seu “look“.
Gastar preciosos e, às vezes, demorados minutos procurando algo que está ali, bem no próprio armário, é rotina para milhares de pessoas: aqueles que se enquadram no incômodo rótulo de bagunceiros. Atrasados para o trabalho, não encontram a peça de roupa desejada, as chaves do carro ou aquele papelzinho no qual anotam a lista de compras do supermercado.

A responsabilidade pela irritante situação é culpa nossa mesmo, que vamos criando a bagunça aos pouquinhos, sem perceber.
Com método, fica fácil manter os ambientes arrumados e sem a preocupação de esconder tudo àquilo que incomoda quando espalhado pela casa ou armários.
Existe no mercado de tudo para ajudar nessa tarefa; caixas de tamanhos variados para diversas finalidades, baús, pequenos armários, prateleiras e gavetas, suportes, cabides, capas protetoras de roupas, recipientes para maquiagem, remédios, jóias e bijuterias, portas-boné, prendedores de lenço etc.

Modelos práticos, bonitos e super charmosos, dão o toque especial na decoração.
Sendo bonitas sofisticadas ou simples, não precisam ficar escondidas no armário, expostas deixam à vista as opções na hora de produzir o visual para sair de casa.


Invente a sua!

Happy uma cadela de RAÇA!

Clique aqui e conheça a história de abandono da Happy
Hora de ir para casa - no colo da minha caçula
Acho que a maioria dos leitores que visita o Casas sabe do meu amor incondicional aos bichos, especialmente aos cães. Hoje é com imensa alegria que compartilho com vocês a mais nova integrante da nossa família
A Happy.
Depois de meses pensando no assunto, e já com muitas saudades de ter um bichinho por perto, selecionei essas três peludinhas – Meu coração bateu forte pela Happy.
Nina contato email: sarahabdala@yahoo.com.br


Muitas pessoas fecham os olhos para o problema do abandono. Fingem que não vêem os bichos nas ruas ou acabam comprando um animal de “raça”. Eu mesma comprei há anos atrás a Tuquinha uma poudle linda, meiga e inteligente que além das saudades que deixou, trouxe muitas alegrias à nossa família. Morreu há cinco anos.


Não tenho nada contra cães de raça, mas depois que adotei pela primeira vez um cão vira lata, nunca mais pensei em comprar.
Descobri com eles o que é gratidão e amor incondicional.

São mais resistentes, mais obedientes, independentes e aprendem a fazer as necessidades no local adequado com facilidade, sem contar que são extremamente amorosos, companheiros, fiéis como qualquer outra raça. Se não mais.

Nessas minhas andanças nos últimos meses a procura da minha amiguinha, houve momentos que precisei parar a busca por um tempo.
Comecei a me envolver com as histórias de abandonos e maus tratos, com a situação precária dos abrigos, das dificuldades que as entidades e “anjos protetores” da causa passam; - Resgatam animais abandonados, atropelados, doentes, perdidos... Depois os acolhem, cuidam, castram e em seguida começa a maratona para ajudar encontrar bons lares para esses peludos tão sofridos e necessitados de amor. Cheguei a pensar em desistir para não ver mais tanto sofrimento.

A realidade dos abrigos dos animais
Só quem já visitou um abrigo de animais sabe do que eu estou falando.

Existem vários tipos de abrigo: alguns são pequenos, com poucos animais, o tipo de local que a maioria dos protetores acaba construindo e que fica muitas vezes em sua própria casa. Nestes, os animais tem alimento, proteção, mas nem sempre têm atenção e carinho.

Tem também aqueles maiores, que pertencem a sociedades protetoras, onde os animais muitas vezes sofrem por falta de alimentos e cuidados. Neles há superlotação. Segundo uma das protetoras que conheci é rotina mortes causadas por brigas, disputa por território, alimento e até disputa por atenção. Nestes locais os cães e gatos estão sempre tristes, apáticos ou, ao contrário, tornam-se tão agitados que não conseguem relaxar nunca. 

Por tudo que os animais são obrigados a suportar, é importante que o abrigo seja sempre encarado como local transitório, uma casa de passagem e não lar definitivo para cães e gatos.

O certo é que sempre paira um ar de tristeza e resignação sobre os abrigos. Isto porque todos os animais que lá estão foram um dia abandonados e mesmo os que se perderam de suas casas ficaram traumatizados, pois nas ruas passaram por muita privação e medo.
Eles se tornaram seres inseguros que têm receio de nos decepcionar, de fazer algo errado e de sofrer novamente.

Alguns dos anjos que os protegem

Marta e o marido Pet Feliz - Protetores da Happy


O abandono e a posse irresponsável são as principais causas do problema, e como solução a imensa maioria deles tem apenas o final de vida cruel das prefeituras.


Se cada pessoa que compra um bichinho optasse pela a adoção, com castração é claro, certamente não teriam tantos animaizinhos abandonados nas ruas e abrigos e a exploração desses animais não teria mais razão de existir.
Mas, assim como algumas pessoas abandonam, outras se desdobram e fazem de tudo para corrigir esta falha. E eu vi.


Se você não pode adotar um bichinho desses ou já tem o seus, pode apadrinhar um deles para ajudar os que atuam no amparo e proteção a animais abandonados.
Separei esse LINK do Adota Cão que disponibiliza endereços de norte a sul do país de animais para adoção e apadrinhamento em sua região.
Adotar um cão vira-lata não é só o inicio de uma relação de intensa amizade como também é ótimo para o bolso.

Esses animais já vêm castrados, vermifugados e vacinados. E se o “tomba” escolhido esta na fase adulta (meu caso), já estão poupados plantas da casa e os pés de mesas e cadeiras da destruição de um filhote travesso.

Quando perguntam por aí: se você fosse um bicho qual seria? Todos respondem coisas como águia, leão ou tigre. Eu demorei pra descobrir, mas hoje eu respondo de boca-cheia.
Se eu fosse um bicho, eu seria um vira-lata. Desses amarelos.
Divulguem e ajudem a Salvar Vidas!

Reorganizando cantinhos e armários

Aproveitei o final de semana livre e comecei a rearrumar meus armários - Há tempos venho pensando em fazer uma arrumação diferente nos meus cantinhos. O desafio é deixar mais à mão roupas e assessórios que uso com mais freqüência, e  ao mesmo manter por perto outras que eu gosto de olhar – Valor Sentimental manja?
Todo mundo tem um cantinho sentimental nos guarda-roupas com valor de lembranças, não tem? Esse cantinho só não pode virar um cantão, ocupando o espaço das roupas que a gente usa de verdade. Cantinho sentimental é feito pra guardar peças com histórias boas, com lembranças queridas. Não é feito pra guardar compras furadas de liquidações antigas (que representam dinheiro mal gasto), nem “roupas de um dia”- tipo “um dia eu posso precisar”, ou “um dia eu posso voltar a ter esse peso” ou mesmo “um dia eu posso ter uma festa à fantasia”.  Palvras das meninas da Oficina de Estilo.
E não é que as danadas voltaram?!
Então, aproveitei o restinho do domingo e comecei a arrumar tudo e quando terminar mostro para vocês um pouco do que consegui.

Enquanto isso deixo algumas imagens para inspirar.
Para não dizer que não falei das noivas
Esse comprei na lojinha da minha amiga Cristina lá na Montanha - Vêm num galhinho natural não é um mimo? lojinhadacristnia@gmail.com
De olho na copa
Aparando asas - Dia dos Namorados
Linda semana!

O sabor do tempo

Acendedor automático
Mal o dia clareia o fogão a lenha é aceso, manhoso como ele só esquenta lentamente até tomar a temperatura ideal para o cheirinho de café escapar do bule e invadir quilômetros de distancia. A gente acaba pulando da cama quentinha quase sem perceber.
Minha avó contava pra gente que na casa dela em Uberaba só existia fogão a lenha. É engraçado como essa memória ficou em algum local de minha mente e me fazer sentir o prazer e a alegria do aconchego que só cozinhas como essas podem nos dar - É um cheiro visceral que nos conecta aos nossos ancestrais ao redor das fogueiras.
Umas das coisas que sempre sonhei quando começamos a empreitada no mato era um dia ter um fogão desses. Hoje é raro se ver um fogão a lenha nas casas, mesmo nas cidades mais distantes.
A necessidade de se preservar o meio ambiente dificulta a aquisição de lenha e aqueles que porventura, tenha um fogão a lenha, raramente podem fazer uso dele pois a lenha se tornou escassa. Porém, felizmente lá no meu mato quando tem ventania, árvores velhas e secas caem feito penas e a gente faz a festa.
Galhos secos de araúcarias
Um dia vou contar por aqui o mico que paguei ao tentar fazer a minha primeira refeição completa quando inaugurei o fogão.
Felizmente tive a sorte de ter comigo a Rosângela que nasceu em paragens muitos mais distantes do que essa e cresceu vendo a mãe, as tias e toda a família ascendo o fogão a lenha.
Uma vez aceso, o fogão a lenha só cessa seu trabalho quando todos vão dormir e olhe lá. Começa cedinho na hora do café emenda com o almoço, o lanche da tarde e o jantar. Assim a mesa fica posta o dia inteiro e o cheirinho gostoso dos quitutes faz com que ninguém se afaste por muito tempo da cozinha.
Certa vez intrigada de ver como a Rosangela conseguia acende-lo sempre tão rápido, puxei a cadeira sentei e pedi para ela acender para eu ver.
A arte começa na forma de trançar paus grossos com os gravetos (isso vale também para ascender lareiras, trançadinhos e gravetos; Galhinhos do pinheiro (araucária) que tem uma folhinhas bem fininhas, quando já estão secos pega fogo que é um beleza, sem contar com o cheirinho que é uma delicia.
A cozinha definitivamente virou a sala de visitas, aliás, fazendo um aparte aqui, se lembrasse disso antes gastava um zilhão a menos com a obra, porque a cozinha é de longe a campeã em audiência e público atrativo para quem mora nas grandes cidades e vai passar as férias num lugarejo de vida mais mansa. êita coisa boa sô!
Aqui num falta companhia viu!
Continuando então sobre a arte de acender o fogão, o que vi foi sopra daqui e dali e vai controlando a chama e assim o fogão fica aceso o dia todo. O mais incrível é que depois de apagado o fogo as brasas podem ser guardadas debaixo da cinza, caso contrário apaga.  Você olha para o fogão tudo apagado e não sabe que é só mexer na cinza com um pau para que as brasas vermelhas apareçam. Aí as brasas colocadas debaixo dos gravetos e do capim é só soprar. Não precisa fósforo o sopro acende as brasas. Esse é o truque de mestre!
Escolhi essa foto do bolo que a Leila me enviou porque pelo menos ela teve a decência colocá-lo num prato antes de parti-lo. Vocês viram a foto ai acima do meu??O causo é que quando tudo isso acontece em volta daquele fogão acho que fica a cozinha fica meio bagunçada, eu meio acordada meio dormindo... Esse bolo fica tão cheirooooso, tão bonito tão gostooooso que ninguém consegue fazer foto dele sem estar faltando pedaços.
Agora é tempo da colheita do pinhão, sempre me impressiono ao escutá-las explodir do alto das araucárias.
Sobre as araucárias aprendi com o povo que nasceu por lá que a pinha fruto onde estão aglomerados os pinhões leva dois anos para amadurecer.
E outra coisa que é científica e que descobri com meus amigosé que quando o ar fica muito úmido se preparando para chover as pinhas dos pinheiros que já estão abertas, fecham-se para que as sementes continuem secas. A pinha prevê quando vai chover, ela fecha quando o ar está mais úmido e abre quando o ar está mais seco. Assim quando as pinhas do chão estiverem fechadinhas o tempo está úmido e poderá chover. Se estiverem abertas vamos ter um dia quente e seco.
Dedico esse post às montanhas desse lugar
Porque foi aqui que eu falei com Deus.


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